Por vezes, quando olho fundo nos teus olhos,
consigo ver a tua alma.
Por vezes, quando falas dos teus sonhos,
Consigo sentir tanta calma.
Nem sempre, quando me falas de amor,
consigo sentir a paixão.
Por vezes, quando toco no teu peito,
Posso sentir-te o coração.
Às vezes, quando o teu corpo é demência,
consigo sentir o calor.
Por vezes é tão grande a tua ausência,
que não se desvanece o pavor.
Há dias, em que não consigo encontrar o sentido.
Por vezes só a fuga é a solução.
Há dias em que olhando para o infinito,
Consigo vislumbrar a razão.
Quando acordo em sobressalto
e sinto na cama quente
neste lugar ao meu lado,
o frio do teu corpo ausente.
quinta-feira, 15 de março de 2007
terça-feira, 13 de março de 2007
Semi-plágio
Ser poeta, é ter alma e asas de condor
É pairar pelos céus eternamente
É olhar para os demais com amor
E ver no mundo o reflexo da própria gente
Ser poeta é ser mais alto
É ter da vida a ilusão do espaço
É abraçar o mundo num breve meato
E sonhar, infinitamente, um abraço
E é amar-te assim, perdidamente, eu
E não esperar do amor mais, que um momento
Ao desvendar sob a volúpia de um véu
O calor, a doçura, do teu corpo ardente
É pairar pelos céus eternamente
É olhar para os demais com amor
E ver no mundo o reflexo da própria gente
Ser poeta é ser mais alto
É ter da vida a ilusão do espaço
É abraçar o mundo num breve meato
E sonhar, infinitamente, um abraço
E é amar-te assim, perdidamente, eu
E não esperar do amor mais, que um momento
Ao desvendar sob a volúpia de um véu
O calor, a doçura, do teu corpo ardente
terça-feira, 6 de março de 2007
Sinto o vento, livre
Quando afaga o meu cabelo
Sussurrar o teu nome
Sinto que quando roça
O meu corpo, deixa ficar
O leve aroma do teu
Mas mesmo que estejas longe
Ainda que dentro de mim,
Serás sempre inesquecível
E se um dia resolveres
Dar-me a mão e olhare
O horizonte a meu lado
Vou provar-te
Com um olhar
Que o mundo
Não está acabado
Quando afaga o meu cabelo
Sussurrar o teu nome
Sinto que quando roça
O meu corpo, deixa ficar
O leve aroma do teu
Mas mesmo que estejas longe
Ainda que dentro de mim,
Serás sempre inesquecível
E se um dia resolveres
Dar-me a mão e olhare
O horizonte a meu lado
Vou provar-te
Com um olhar
Que o mundo
Não está acabado
sexta-feira, 2 de março de 2007
Aquele sonho à beira-mar
Tropeço na memória dos teus lábios
Quando eu e tu, deitados ao luar
Entrelaçávamos nossos dedos ávidos
E nos amávamos longamente à beira mar
As estrelas brilhantes, polvilhavam
Nossos corpos com sua luz de magia
O vento tocava-nos de mansinho
Bailava-nos, com seu cheiro a maresia
E nós, ternamente apaixonados
Jurámos um amor de fantasia
Votos em nossos corações guardados
Por tudo o que nos demos nesse dia
Quando eu e tu, deitados ao luar
Entrelaçávamos nossos dedos ávidos
E nos amávamos longamente à beira mar
As estrelas brilhantes, polvilhavam
Nossos corpos com sua luz de magia
O vento tocava-nos de mansinho
Bailava-nos, com seu cheiro a maresia
E nós, ternamente apaixonados
Jurámos um amor de fantasia
Votos em nossos corações guardados
Por tudo o que nos demos nesse dia
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Utopias
Vejo-te em escadas de pedra , abandonada
Faltam pedaços, momentos de ti e de mim
Há muito que abandonámos essa estrada
Chegámos ao início, recomeçámos o fim
Reencontrámos nossos olhares perdidos
Em longínquos sonhos abandonados
Relembrámos pensamentos esquecidos
No espaço, entre nossos corpos abraçados
Olhamos de dentro da nossa alma
Vimos luz e fogo nos olhares
Sentimos no peito imensa calma
Nos corpos a imensidão dos mares
Volta, dissemos tu e eu
De olhar fixo na distância
O tempo que passou, não se perdeu
Nos teus braços voltarei a ser criança
Faltam pedaços, momentos de ti e de mim
Há muito que abandonámos essa estrada
Chegámos ao início, recomeçámos o fim
Reencontrámos nossos olhares perdidos
Em longínquos sonhos abandonados
Relembrámos pensamentos esquecidos
No espaço, entre nossos corpos abraçados
Olhamos de dentro da nossa alma
Vimos luz e fogo nos olhares
Sentimos no peito imensa calma
Nos corpos a imensidão dos mares
Volta, dissemos tu e eu
De olhar fixo na distância
O tempo que passou, não se perdeu
Nos teus braços voltarei a ser criança
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Avalon
Visualizando o perfil da Treca, deparo com a sua preferência literária "The Mists of Avalon" de Marion Zimmer Bradley.
É da Avalon do Rei Artur, dos Cavaleiros da Távula Redonda, de Excalibur, Guinevére, Lancelote, Morgane e Merlin, que se trata.
Todos estes personagens movimentam-se num ambiente de magia, de intriga, de poder e de paixão. Como em todos os contos mágicos, o amor acaba por vencer todas as forças que lhe são adversas, mesmo que poderosas. De todos os personagens, é Merlin aquele que me seduz. Pela argúcia e a capacidade de promover o equilibrio entre os mundos e os poderes.
Também pertenço ao sígno Caranguejo, também me interesso por temas históricos que envolvam misticísmo. Em inglaterra, Stonehenge exerce sobre mim um forte fascínio, só conheço fotografias e descrições sobre este local. A este monumento megalítico, são atribuidos diversos significados, todos, habitando o reino do mistério.
Hoje, crê-se que Glastonbury, está edificada no local onde existiu a desaparecida Avalon. Esta, deve muito de seu mistério às lendas celtas que a consideram uma porta de passagem para outro nível de existência. Uma existência povoada de magia e amplitude espiritual. Também era chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro, onde seres mágicos, isolados do mundo mortal, desfrutam a eternidade. O nome tem origem no semi-deus celta Avalloc.
Nos arredores de Glastonbury, encontra-se a colina de Tor - É a única colina numa região plana. São cerca de 500 metros de altura, tendo no cimo as ruínas da torre da igreja de St. Michael. O mais curioso é que suas encostas, vistas de lado ou de cima, lembram uma imensa espiral ou labirinto de três dimensões, conduzindo para o alto.
O nome "Tor" em Celta significa portal, passagem, muitos esotéricos acreditam que, no topo desta colina, fica a porta de entrada do nosso mundo para a antiga Avalon. A colina é também conhecida como "Montanha Mágica".
É da Avalon do Rei Artur, dos Cavaleiros da Távula Redonda, de Excalibur, Guinevére, Lancelote, Morgane e Merlin, que se trata.
Todos estes personagens movimentam-se num ambiente de magia, de intriga, de poder e de paixão. Como em todos os contos mágicos, o amor acaba por vencer todas as forças que lhe são adversas, mesmo que poderosas. De todos os personagens, é Merlin aquele que me seduz. Pela argúcia e a capacidade de promover o equilibrio entre os mundos e os poderes.
Também pertenço ao sígno Caranguejo, também me interesso por temas históricos que envolvam misticísmo. Em inglaterra, Stonehenge exerce sobre mim um forte fascínio, só conheço fotografias e descrições sobre este local. A este monumento megalítico, são atribuidos diversos significados, todos, habitando o reino do mistério.
Hoje, crê-se que Glastonbury, está edificada no local onde existiu a desaparecida Avalon. Esta, deve muito de seu mistério às lendas celtas que a consideram uma porta de passagem para outro nível de existência. Uma existência povoada de magia e amplitude espiritual. Também era chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro, onde seres mágicos, isolados do mundo mortal, desfrutam a eternidade. O nome tem origem no semi-deus celta Avalloc.
Nos arredores de Glastonbury, encontra-se a colina de Tor - É a única colina numa região plana. São cerca de 500 metros de altura, tendo no cimo as ruínas da torre da igreja de St. Michael. O mais curioso é que suas encostas, vistas de lado ou de cima, lembram uma imensa espiral ou labirinto de três dimensões, conduzindo para o alto.
O nome "Tor" em Celta significa portal, passagem, muitos esotéricos acreditam que, no topo desta colina, fica a porta de entrada do nosso mundo para a antiga Avalon. A colina é também conhecida como "Montanha Mágica".
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Apeles
Eis o meu primeiro post...
Apeles, foi o título que escolhi. Para alguém que não conheça, vou apresenta-lo:
Foi um celebre pintor Grego, viveu na corte de Alexandre Magno, que foi rei da Macedónia, entre 336 e 323 antes de cristo. Este rapaz, Apeles tinha um habito interessante, expunha publicamente as telas que executava e escondia-se por trás delas na expectativa de escutar as críticas que os passantes lhe teciam. Certo dia um sapateiro, achou algo que criticar nas sandálias de uma das figuras representada na tela. Apeles ouviu a crítica e imediatamente emendou o erro apontado pelo sapateiro. No dia seguinte o mesmo sapateiro, talvez entusiasmado pelo reconhecimento da sua argúcia, entendeu que poderia criticar igualmente outras partes do quadro. Então, Apeles saiu detrás da tela e dirigindo-se ao sapateiro, disse-lhe: "Sapateiro, não vás além da tua chinela."
Quantas vezes, já me senti tentado a ir além da minha chinela?
Estarei a querer ultrapassar a minha chinela, postando?
A ver vamos!...
Apeles, foi o título que escolhi. Para alguém que não conheça, vou apresenta-lo:
Foi um celebre pintor Grego, viveu na corte de Alexandre Magno, que foi rei da Macedónia, entre 336 e 323 antes de cristo. Este rapaz, Apeles tinha um habito interessante, expunha publicamente as telas que executava e escondia-se por trás delas na expectativa de escutar as críticas que os passantes lhe teciam. Certo dia um sapateiro, achou algo que criticar nas sandálias de uma das figuras representada na tela. Apeles ouviu a crítica e imediatamente emendou o erro apontado pelo sapateiro. No dia seguinte o mesmo sapateiro, talvez entusiasmado pelo reconhecimento da sua argúcia, entendeu que poderia criticar igualmente outras partes do quadro. Então, Apeles saiu detrás da tela e dirigindo-se ao sapateiro, disse-lhe: "Sapateiro, não vás além da tua chinela."
Quantas vezes, já me senti tentado a ir além da minha chinela?
Estarei a querer ultrapassar a minha chinela, postando?
A ver vamos!...
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