sábado, 12 de março de 2011

Ás vezes...

Ás vezes, sou o espanto de mim mesmo
Ás vezes, olho o mundo e não o entendo
Ás vezes, sinto-me uma rocha no deserto
Ás vezes, sinto-me da razão, tão perto
Ás vezes, sinto a força brotar do medo
Ás vezes, descubro soluções a esmo
E assim, fazendo e desfazendo, vou gastando os meus dias, vou chorando as alegrias e as angústias suspirando, alimentando a esperança, alimentando o sofrimento de ter nascido esperando.
(Dedicado ao meu amigo Henrique-da-Travessa e ao seu ovo de Colombo)
;)

10 comentários:

Unknown disse...

Não querendo ser indelicado mas já sendo, em “Às” o acento é grave. A menos que estejas a falar de ti que és um “Ás” ;)))

Anônimo disse...

Passarolamigo

Às vezes, um homem não tem maneira de corresponder aos miminhos dos Amigos. É o caso. Só uma palavra e basta: obrigado.

Este teu texto, entre a poesia e a realidade, é mais do que um devaneio: é uma afirmação dura, mas sentida alimentando a esperança, alimentando o sofrimento de ter nascido esperando. Gosto; sinceramente gosto. Muito.

Abç

Bartolomeu disse...

Minha amiga Ana... confesso, não sei escrever, o que faz de mim, analfabeto.
Mas, aprecio e agradeço o teu interesse.
Não foste nada indelicada, o erro está escrito, logo, existe.
;)

BF disse...

Ás vezes voltamos aos mesmos caminhos de que nos desviamos... simplesmente pelas saudades de os voltar a percorrer.

um bjs

Bartolomeu disse...

Como cantava Zeca « AMIGO Maior que o pensamento Por essa estrada amigo vem »
Importante é, que os amigos não parem na estrada, que caminhem sempre, sempre, sempre!
;)

Bartolomeu disse...

É mesmo, Papoilinha!
Sabes... é nos caminhos que se conhecem aqueles que elegemos para amigos, e esta estrada virtual, é um desses caminhos por excelência.
;)

Catarina disse...

Já te elegi meu amigo nesta estrada virtual! Há muito tempo. É apenas para confirmar! : )

Bartolomeu disse...

Sinto-me honrado, Catarina.
Dizia a minha avó, Senhora de elevado saber, que só existe uma forma de pagar a amizade... merecendo-a!
;)

Olinda Melo disse...

Caro Bartolomeu

"Eu vim de longe//de muito longe//o que eu andei p'ra'qui chegar"...

Mas o caminho faz-se caminhando, lá disse alguém, e eis-me aqui a ler um dos mais belos textos que já me foi dado ler. É para ler e reler.O prazer vai-se renovando.

Um abraço, amigo virtual

Olinda

Bartolomeu disse...

Agradeço a simpatia, Olinda.
E a visita!
;)