terça-feira, 2 de outubro de 2007

A minha Balbina III

É então chegado o momento de introduzir neste conto o trovador Anus Rosado, que, chegado recentemente de Pirilaulândia (um estado brasileiro), canta em poesia os sentires da belíssima Braclané. Assim, dedilhando o seu alaúde, Anus Rosado, transporta-nos nesta melodia à ambiência dos filmes indianos da década de 70, em que os actores principais, interrompiam a representação dramática, interpretando musicalmente um tema empolgadíssimo, entoado num registo de Heidi nas montanhas da Suiça, quando andava à procura do Pedro e ele se escondia no meio das cabrinhas... muito agarradinho a elas... por trás, segurando-lhes o pêlo com força... para aquecer as mãozinhas... isso... pois...


Palpita louco de amor
o coração de Braclané
Pelo olhar de seu senhor
Óscar Alho, que ali defronte está em pé

Abraçá-lo é o seu grande desejo
Correr para ele, lançar-se-lhe nos braços
Beber avidamente todos os seus beijos
Descobrir-lhe no corpo os inchaços

Afagar seu cabelos anelados
Beijar seus doces olhos, suas mãos
Segurar-lhe os membros já melados
De toda a essência que lhe brota da paixão

Desfalecer em incontível arquejo
De o ter todo em si eternamente
De ser sua totalmente e num lampejo
Percorrer o espaço, qual estrela cadente

E assim corre de Braclané o pensamento
Enquanto vê seu amado passar pela rua
Deixando descair sua mão por um momento
Até ao ventre, afagando sua pele já nua

Mil sensações lhe invadem os sentidos
Quando os dedos lhe tocam a intimidade
E entre suspiros e agitados gemidos
Estremece-lhe o ventre de tanta ansiedade

Sem que Braclané tivesse presentido, Bela Racha assiste silenciosa, num canto recôndito do quarto, ao desenrolar de todos estes acontecimentos...
(suspeito que o próximo capítulo vá incendiar as folhas do bilogue... hum... hum)

11 comentários:

sombra e luz disse...

Bartolomeu...

...é bom meter as mãos na massa...
mas melhor ainda, é comer o bolo!

(antes que este bilogue se incendeie há que ver porque arde...
tanto talento se for só para escrever ordinarices reais é desperdício...
...aonde estamos a ir?!...)

Há que lançar o olhar, e procurar na linha do horizonte...

beijos de palavras doces e sorrisos de admiradora incrédula, divertida e confiante...

Bartolomeu disse...

Sombrinha...
ordinarice é unicamente um conceito que, dependendo da área geográfica e social, poderá alterar radicalmente, ganhar ou perder dimensão.
Detesto promessas, sobretudo se se prespectivarem falsas. Daí, sem prometer, prometo avançar :)))
até... bom, até onde não sei, essa determinação está sempre directamente ligada com a minha vontade e disposição.
Guardo carinhosamente os teus beijos e sorrisos... a incredulidade esbate-se, conforme aprenderes a confiar... divertindo-te.
;))))))

Sirk disse...

Hoje continuo com a erudição de ontem. Prometo dias melhores, Bartolomeu.;)
Isto par dizer que há escritores de renome que não pouparam o lado mais brejeiro, erótico, etc. Saliento o caso de Olavo Bilac.

A um escritor apenas se lhe exige que escreva bem, né?

;)

Avance e sem preconceitos. Quem os tiver que se dispa dos ditos ;)
Eu estou completamente à-vontade.
;)

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Um dia destes começo também a escrever sobre a prima da minha avó, a Balbina , aquela que morreu seca e peca (adoro o som destas duas palavras: "seca e peca" :D)

Inté
:)

Sirk disse...

Errata: onde se lê "Isto par dizer ..." deve ler-se Isto para dizer..."

BaH!

:D

Papoila disse...

Louco este meu BartÔ...

Pirou...Continuo a achar que transformado em sketckes no Herman e Companhia seria de morrer a rir.

Jinhos
BF

Bartolomeu disse...

O próximo post, minha amiga Sirk, vai ser dedicado ao desbulhar desse conceito tremendo que é o preconceito.
Mas... afinal... é conceito, ou preconceito?
aiiii...
vamo lá ber sagentes sacerta...

Bartolomeu disse...

Poilinha, minha querida madrinha... tu não lhes dês ideias amor, senão os gajos num me largam a labita...
hehehehe
depois passam a vida a ligar-me.... òh sô Bratelameu, não podia escrever um textozito... assim uma coisa em jeito de fábula... um encontro amoroso entre um lagarto e duas avelãs, em que o lagarto e as avelãs se perdem de amores e quando o trio amoroso decide ir para a cama, sucede a tragédia e o lagarto fica "entalado" no meio das duas avelãs, incapaz de se libertatr delas????
Óh meuz amigozzz... eu até que ezcrebia o textozzzinho, mas num acham a imazem do lagarto, cas duas abelãzes dependuradazzz, ofensiba À moral e aos bonzz costumezzz?
Ora pensem lá melhor nu axunto e ao final, qual é a moral que se eztrai desse conto, hum hum??
Certamente num me ireizz propor que a moral seza... Lagarto que fica intalado... num maizz bolta a dar ao rabo... ireizzz? ireizzz?
Eztaizzz a ber bem otrocadilho???
"entalado"... "dar ao rabo"
Qué cas criancinhazzzz vão eztraír deste conto?
hum? hum?
;))))

sombra e luz disse...

...este teu último comentário é verdadeiramente delicioso...
Faz-me cócegas e eu gosto...
Bartolomeu, avança que eu vou contigo...
Beijinhozzz...

lenor disse...

Curti esta cena, a valer.

Papoila disse...

Doido ....

Só tu me fazes gargalhar.

Jinhos
BF

Anabela disse...

Ohhh, que saudades, pareces mesmo o meu mestre dos tempos em que eu era Carmelita descalça :o)
E então? Doeu mto, escrever assim com palavras "fáceis"? Tu não te esqueças que nós as "enclausuradas" (não faças nenhuma piadinha que deus castiga) somos um bocadinho.... limitadas e temos falta de percebes (como se diz no nuorte)