terça-feira, 25 de março de 2008

E & C

Hoje vou falar sobre equídeos!
Uiii, consigo ouvir as vossas mentes a pensar "de certezinha que o gajo vai escrever sobre sexo".
... não vou escrever sobre sexo, mas para que não se sintam defraudados, pontualmente e discretamente insinuarei uns pequenos apontamentos com carácter sexual.
Afinal se cá estamos hoje é porque pelo menos um homem e uma mulher, dedicaram algum tempo das suas vidas numa actividade que culmina em orgasmo, que por sua vez apelidamos de sexo... ok, ok, ha também quem perfira chamar-lhe amor, ou então, "fazer amor".
Bahhh, como se alguem pudesse fazer algo que não é mais que um sentimento... a velha mania de chamar coisas diferentes às coisas, só para que uns pensem coisas diferentes daquelas coisas que afinal, são as coisas que se pretende dizer.
Bom, mas eu disse que não ia falar especialmente de sexo, mas sim de cavalos e éguas. É verdade!
Sempre senti uma especial atracção por cavalos ... lá estão vocês... não tem nada a ver com sexo, caramba, tirem o sexo da cabeça e concentrem-se somente naquilo que estou a querer transmitir. ok?
Bom, então vamos lá.
Quando ainda vivia na cidade, alimentava o desejo de um dia ir viver para o campo e de possuir um cavalo e uma égua e, consequentemente os descendentes que conseguissem "produzir".
Como o início deste desejo demorou a concretizar-se, um dia decidi ter aulas de equitação e comecei a frequentar uma escola de equitação.
Porreiro, foi fixe, conheci bué piple, a maioria a atirar pro snob, bué "tias e tios" que davam muitíssimo mais importância à etiqueta que identificava a marca da bota, ou da calça, ou do colete, que propriamente aos ensinamentos do equitador, mas cada um é como é e agente finge que num topa népias e, cada um segue com a sua vidinha.
Quando iniciei as minhas lides equestres, fui atribuído a um equitador, o Zé, tipo interessantíssimo, que passo a descrever.
Baixo, pernas arqueadas, oculos fundo de garrafa, meio careca, speedado/desorientado, sempre a rir e sempre engatatão. O facto é que, ou por ser tão descontraído e natural, ou porque desempenhava também o papel de administrador e relações-públicas da escola, o mulherio até lhe dava alguma atenção.
Ao segundo dia de aulas, eu e o Zé, já nos tratávamos por tu e, como descobrimos o gosto mutuo por wisky, acabámos o dia no barzinho da escola a beber 2 ou 3.
Estes finais de dia, repetiram-se e repetia-se também o tema de conversa do Zé.
-Sabes Bartolomeu? Eu faço vir as gajas quando andam no volteio!
Este gajo é tolo, pensei com os meus botões.
Como não dei continuação à conversa, o meu amigo Zé, voltou à carga.
- Já são muitos anos, já as topo muito bem, quando elas começam a ficar vermelhas, meto o cavalo a trote e elas vêem-se num instante.
Ai o caráças, ouve lá òh Zé, pensas que sou tótó?
-Não acreditas? Quando for dar volteio, chamo-te para veres.
-Foda-se óh Zé, chamas-me para quê?
- Para veres a gaja a vir-se à valentona em cima do cavalo, algumas quase desmaiam.
-Vai-te pó ... deve ser, deve.
-Vais ver, prá próxima eu chamo-te.
-Oh Zé, ainda não percebeste? eu não estou interessado em ir-me especar no picadeiro, à espera que uma gaja que anda no volteio, se venha. Não me estás a ver, pois não?
- O meu amigo Zé mudou de assunto e eu acompanhei, mas, mais volta menos volta, lá ia o gajo cair no assunto das clientes da escola, que eram boas como o milho e, que aquela era cheia de papel e a outra que era divorciada e ia lá com a filha e porque aquela matulona é que era boa para ti, até que tive de me impôr com o Zé.
- Oh Zé desculpa lá, mas assim não dá meu, estou-me a cagar para a vida particular das clientes e das mamãs das meninas, pá. Ouve uma coisa Zé, eu não tenho interesse nenhum pela vida particular das pessoas, topas?
Como o Zé exibiu um ar de espanto, decidi sossegá-lo.
Ouve man, por aquilo que percebo, não gosto menos de mulheres que tu, só que, não me interessa andar a espiar as vidas delas, tal como não me interessa que espiem a minha, ok?
- Acho que o zé não percebeu patavina, o mundo dele, girava num eixo diferente do meu, apesar de se tocarem em alguns pontos.
Confesso que, deixei de me relacionar tão intimamente com o Zé, sem deixar no entanto de conversar e de por vezes beber um copo.
Um final de tarde chuvoso, estáva a montar no picadeiro, e o amigo ´Zé numa das cabeceiras a dar aula de volteio a uma jovem senhora, possívelmente, na casa dos trinta, quando num trote curto me aproximei do local onde eles estavam, o Zé fez-me sinal para parar. Quando se está no picadeiro, as ordens dadas pelo equitador, são para se cumprir, assim fiz. Parei e fiquei a aguardar indicações. Eis senão quando o amigo zé dá voz de trote ao cavalo do volteio e reparo no ar afogueado da senhora, foi um instante, enquanto a jovem amazona, inclinou a cabeça para trás, colocou o olhar no vazio e lentamente, deixou-se escorregar de lado até ao chão.
Imediatamente saltei da sela e dirigi-me à senhora ainda meio atordoada e ofegante, ajudei-a a levantar, mas estou certo que ela nem sequer me viu. Ajudei-a a chegar às bancadas e a sentar, perguntei-lhe se queria um copo de água, ou outra coisa. Respondeu-me que estava bem, que não precisava de nada. Nesse momento ouvi a voz do Zé Manuel chamar-me para montar o meu cavalo que já tinha aproveitado a liberdade para passear pelo picadeiro.
Quando olhei para o Zé Manuel, pude compreender que exibia um enorme ar de satisfação por ter conseguido provar-me que conseguia fazer uma mulher atingir o orgasmo em cima do cavalo.
Mas... afinal, prometi que ia falar de éguas e cavalos...
Bom, amanhã volto ao assunto dos equídeos.
Está prometido!!

9 comentários:

sinhã, a. disse...

Não seria égua esse cavalo do fim?:-)

Rosa dos Ventos disse...

Vieste cá com uma pedalada...ou mais concretamente cavalgada!...

lenor disse...

Não acredito! Só vendo (de ver), também!

Bartolomeu disse...

Prespicaz Sinhãzinha, efectivamente a égua era um cavalo, bom, já era no princípio, só que eu não reparei, estava com tanta pressa de a montar, que nem reparei na 5ª perna.
Mas pronto, tb. não seja por isso, afinal, quantas vezes, não desejei ter mais uma? Acho até que a maioria de nós, já alguma vez teve esse desejo.
Olha por exemplo o meu amigo Anastácio, que um dia, enquanto engolíamos umas perninhas de rã, encharcadas em Carl'sberg, me atirou com esta: -Sabes Bartolomeu? tou tramadex man!
-Hmm? tás tramadex pkê?
-Oh pá, ando aí enrolado cuma gaja muta fixe, uma bakana do caraças, agente curte-se bué, mas não ando bem.
-Dass chavalo, não andas bem como?
-Pá, é aquela, eu curto a garina, mas depois lá em casa com a Amélia, tás a ver?
-Não, não tou mm nadex a ver, qual é a espiga?
-Pá, man, é aquela meu, um gajo é muta macho, curte bué dar nelas, pá, mas um gajo tb curte a mulher e depois um gajo fica assim meio naquela... tás a ver?
- Fónix man, és bué da cumplicado, então e o qué que queres fazer quanto a isso?
-Pá, eu queria falar com a minha e dizer que apesar de andar a ripar com a outra, é ela que eu curto mm à séria, tás a ver?
-Pá, acho que isso é um coche compliqué, das duas uma, ou continuas na boa com as duas, ou então se não aguentas o barco, tens de te chibar com a tua.
- Pois é man, mas, e como é queu faço isso?
-Pá, meu, eu não sei bem, como és tu com a tua, mas se fosse eu perinxemples, quando tivesse a encher a minha de carne, estava afancos e quando ela começasse a revirar os olhinhos, afinfava-lhe assim à queima... "tenho outra" e prontos ela nem ouvia e eu, ficava de consciência aliviada, topas?
-Fónix Bartolomeu, granda ideia man. Fónix, és memo um bacanão, yha vou nessa man, e vai ser já hoje!
- No dia a seguir quando voltei a estar com o meu amigo Anastácio, topei que o gajo vinha com um ar de espantado.
-Como é Anastácio? tu hoje estás noutra man, vê lá se poisas a nave.
E o Anastácio, ainda com um ar de zombi, atira-me com esta.
-Bartô, lembra-te daquela palheta d'ontem?
-Palheta? Yha a cena de andares a martelar uma, e dobrares o prego na outra.
-Ok. Ontem quando cheguei a casa, a minha estava a fazer o jantar, mas estava com aquele olhar que dizia... come-me aqui e já.
-Pois... estava na hora de jantar... é natural!
-Fonix man, não gozes.
-Ok e depois? satisfizeste o olhar da miuda?
-Pá, claro, saquei-lhe a mini-saia eo cuecâme, axinxei-a em cima da bancada da cozinha, mandei-lhe uns chupões no mamalhal, depois fui descendo até ao meio das pernas e trabalhei-lhe o grelâme em grande com a língua. Quando ela já estáva toda maluca e a pedir nabo, baixei as calças, puxei-a mais para a beira da bancada e encavei-lho todinho, havias de ver, a mulher parecia que ia na montanha russa, encaracolava o corpinho todo e gritava como uma desalmada. Foi aí que eu me lembrei do que me disseste e, aproveitando a excitação da bixinha, atirei-lhe à pressa... "kerida, tenho outroa". Bem, nem imaginas a reação dela...
-Pá, óh Anastácio, se a mulher estava assim toda passadinha, nem deve ter ouvido o que tu disseste.
- Man, ela ouviu e até respondeu!
-Foi? xiça, ganda ouvido ca mulher tem,e o que foi que ela respondeu?
- Man, quando lhe disse que tinha outra, ela, a arfar e a gemer, disse logo, mete essa também filho, mete!!!!

Bartolomeu disse...

Olá Rosinha, minha querida amiga!!!!
Deve ter sido a mudança de ares, ou então, da "aragem" de Ipanema e do Leblon.
Cavalgada nada, mas nada mesmo. Era tudo material de refugo e já com o código de barras todo somido. Fica para a próxima.

Bartolomeu disse...

Não acreditas em kê Leozinha amada?
Tu duvidas daquilo que o teu mais-que-tudo te conta?
´Não duvides amor, sabes que o teu amigo é cristalino e puro como a água... da chuva, mineral, sem gás.
lololol

sinhã, a. disse...

:-)é...há éguas com gula. :-)

Bartolomeu disse...

Tens toda a razão Sinhãzinha, até ha aquele ditado popular...
"égua q'engula, é égua que pula"
na Jamaika, o pobõe diz o seguinte...
"Égua que não engula, é porque não égua, é mula"
Mas no Yemen do Centro, eles dizem...
"Se tens uma égua que o não engula, é porque a tua haste já não bascula"
and so... and so... and so...

Papoila disse...

E eu que tinha dito que voltava noutro dia para te ler com calma ... e aqui estou deliciada com a tua escrita.

Beijos
BF