segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Plácidamente esperando pela inspiração

Gela o sol porque não vens
Secam as fontes murmurantes
Tolda-se o céu de negras nuvens
Tornam-se as belas flores aberrantes

Quando surgias a toda a hora
E ficavas comigo abraçada
Fazendo-te sentir abrasadora
Mesmo quando a noite era gelada

E tu em mim te manifestavas
Pujante, repleta de harmonia
E no meu peito te aninhavas
Fazendo a negra noite ficar dia

Eu sonhava, cantava, rodopiando
Aumentavas em mim a alegria
Até ao dia em que te dissipando
Te afastaste de mim, doce poesia

12 comentários:

Papoila disse...

Olá BartÔ

Não notei a inspiração ausente.
A poesia está no lugar certo. Nas tuas palavras.

Beijinhos
BF

Bartolomeu disse...

Agradeço o teu simpático olhar, Papoilinha.
São olhares como o teu, que chamam essa fugidia inspiração.
Ah... e o teu opio alucinante.
Como diz Belmiro de Azevedo, o sucesso deve-se a 99% de olhar e 1% de ópio.
hãn???
Ah não é nada disto?
Seja!
;)))
Um bom beijo Papoilinha, para ti.

invisivel disse...

Grande poeta! :)

Fábula disse...

ah... não te acredito. a poesia sempre está em ti. =)
tenho dito.

Maria Eduarda Horta disse...

Quem dera a poesia me tivesse abandonado como te abandonou Bartlomeu...
Gostei. Muito.

Su disse...

..gostando-----de ler.te


jocas maradas

Bartolomeu disse...

A invisibilidade, pode ser uma forma de poesia, poeta invisível.
:)))
Ainda bem que o meu poema lhe agradou, invisível, demonstra ser um homem sensível, apesar de invisível, o que não reduz em nada essa característica.

Bartolomeu disse...

Já esteve mais Fabulosa Fábula, mas, como penso que não a tratei mal, estou confiante que tudo não passará de um breve arrufo de apaixonados e que a nossa relação se restabelecerá, de uma forma mais intensa.
A ver vamos...
Um beijo fabuloso.

Bartolomeu disse...

A tua poesia Maria Eduarda, é um fenómeno transcendental e não se encontra em versos, mas sim em ti.
Naquilo que escreves em prosa.
No teu olhar sobre o mundo que te rodeia.
No amor que te enche a alma.
A tua poesia é como o mel que a abelha vai fabricando, fora do olhar comum, fruto do polen que, grão a grão vai colhendo em cada flor.
Um enorme beijo polinizado querida Maria Eduarda.

Bartolomeu disse...

Su, minha querida Su, o teu gosto é o gosto que eu gosto de gostar.
Um beijo é pouco para quem tanto nos gosta, portanto, este vai adoçado de um abraço.

lenor disse...

Bartolomeu, estás a ser injusto a acusar a poesia de afastamento. Continua bem pertinho de ti.
*

Bartolomeu disse...

Já esteve mais Leozinha, talvez o seu afastamento tenha relação directa com a tua ausência...
Quem sabe...?