sábado, 7 de julho de 2007

Em busca, logo... Avançando

Sigo o vento, através da noite escura
Busco a magia, perdida noutro tempo
Alimento o meu desejo de procura
Sinto o coração da terra num momento

Percorro as veredas da lembrança
Convoco imagens surrealistas
Encaixo-as no meu tempo de criança
Pretendo ser, desse tempo cronista

Mas, encontro o vazio desse abraço
Quando julgo tudo já ter descoberto
E eu já não ocupo aquele espaço
Mantem-se longe, o meu desejo de perto

Abro o peito aos raios deste sol que me aquece
As mãos, ávidas de receber a vibração
Deste mundo, feito de gente que esquece
Todo o poder do amor, do coração

23 comentários:

Maria Eduarda Horta disse...

Pois Bartolomeu. O tempo é quando. E quando eras criança também foi o tempo. O teu tempo é sem dúvida. Agora.

Papoila disse...

Não está longe...Está lá dentro de ti esses desejo.
Vivi-o contigo ao sentires o coração da terra. Quando, tu, não esqueces o poder do amor...
Bjs

BF

Rosa dos Ventos disse...

Todo o tempo é de poesia...
Abraço

Bartolomeu disse...

Para a Maria, a Papoila e a Rosa, o meu beijo intemporal.
Shmaaack!!!
:)

Um Momento... disse...

Também eu sigo o vento...
Mas pretendo não encontrar o vazio...

Um beijo de bom dia (*)

Pinho Cardão disse...

Pois muitos parabéns por este seu blog de poesia e pelos excelentes poemas.

Bartolomeu disse...

One momment in life :))
Estou quase certo que todos seguimos o vento. Talvez pela sensação de liberdade, talvez pela sensação de que ele nos varre do corpo e da alma o indesejável.O vazio, nem sempre é a ausência de tudo, muitas vezes é somente a falta de algo ou alguem específico.

Bartolomeu disse...

Dr. Pinho Cardão, que surpreza agradável a sua amável visita !!!
Fico satisfeito por apreciar aquilo que escrevo, mesmo sem qualidade e cuidado posto.
Como certamente percebeu, não passam estes "versos" de impulsos poeticos.

lenor disse...

Amamos o que (já) não temos. Mas o que interessa é amar.

lenor disse...

Ai quem me dera também ser importante para me tratares por Drª e chamares amável à minha visita e te agradares com ela. Fiquei com inveja, pois claro que fiquei!

Bartolomeu disse...

Leozinha, querida amiga, a importância que tens para mim, não se mede pelo grau académico.
Para além disso, todas as tuas visitas aumentam a minha felicidade.
Doutores ou não, todos aqueles que me ajudam a avançar, constituem o universo de amigos que me prezo de possuir e como tu sabes, melhor que eu, a amizade é o maior bem que é possível possuir.
Assim sendo, aqui te envio um beijo sem tamanho, ajudado a assentar por um abração estreitérrimo.

lenor disse...

Já me conheces, já sabes que me calo com um beijo teu :)
Um beijo para ti*

Moura ao Luar disse...

O que passou fica à distância de um memória mesmo, trazida pelo vento, por um perfume conhecido... um fechar de olhos ;-)

winkle disse...

deixo o vento percorrer o seu caminho
sinto-o no rosto
sinto-o no corpo
sinto-o dentro de mim.
na noite não encontro mais a magia que um dia perdi.
no meu pensamento a lembrança ficou agora esquecida...
será que a reencontrarei outro dia?

bigada pelos belos poemas que nos isnpiram cada dia :)

Bartolomeu disse...

Vou-te conhecendo, através das palavras que utilizas.
Vou-te sentido, através das frases que compões.
Vou construindo a tua imagem, à medida que te vais revelando.
Vou. Vou, sem sair deste lugar, sem ser necessário atravessar Atlânticos.
Vou, mas fico, saboreando-te na penumbra do conhecimento que desconheço de ti.
Assim Leonor, já és aquela que não sendo, virá certamente um dia, a ser quem não é (ainda).
:))))
E aqui vai o beijo que esperas e que eu desejo.
Shmaaaaack!

Bartolomeu disse...

O perfume de uma Moura, exposta ao luar mágico, como lagoa prateada em note de magia.
E o vento... esse louco cavaleiro, ransportador de espíritos, criador de sentimentos, lambe frenéticamente a teu pele, deixando teu corpo ardendo num desassossego apaixonado.
Fecha os olhos sim, e abandona a tua alma à doçura desse vento, deixa que a noite te pegue e o teu corpo flane, efemeramente, até que deixes de ser terre e mar e luz, e sejas somente a vontade.

Bartolomeu disse...

Os poemas que escrevo são folhas caídas de uma arvore que se vai despindo, esperando sempre que novas folhas lhe nasçam.
E tu Winkle, mocinha vivida, experiente, conhecedora de novas terras, novas gentes, novos costumes, diz-me. Os ventos que já te envolveram, que te sussurraram ao ouvido segredos antigos, revelaram-te a magia da vida?
Revelaram-te que em cada ser existe uma vibração e que fortalecendo essa vibração se alcança a felicidade plena e universal?

Bartolomeu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luisa Oliveira disse...

Tendemos a esquecer os poderes de que falas. E, ainda assim, (quase) todos sentimos o instinto de seguir o vento, mesmo que o que nos mova não seja a procura (consciênte) da magia. Felizmente existem poemas assim que nos relembram do quão importante é abrir o peito aos raios de sol. Obrigado.

Bartolomeu disse...

Se seguirmos pelo caminho dos agradecimentos, Luisa, tenho eu muito mais para te agradecer e aos restantes amigos que me visitam.
Porém, vou confessar, agradecer, é algo que faço em extrema necessidade, ou por cortezia. Não porque despreze a sinceridade de um agradecimento, mas sim porque acredito na vontade inata que todo o ser humano possui para oferecer. Ora bem, se todos, uns mais que outros evidentemente, gostamos de oferecer, porque no nosso subconsciente está guardadinha a informação que todos os nossos actos terão reciprocidade, fácilmente compreenderemos que o agradecimento passa a ser vazio de conteúdo.
Ui que baralhação, pronto, não ligues, façamos um acordo, tu agradeces-me e eu agradeço-te em troca, fixe?

Luisa Oliveira disse...

Entao combinamos de outra maneira (melhor ainda!): eu não te agradeço, tu não me agradeces. Guardamos os agradecimentos e crescemos ambos com eles. E enquanto escrevermos coisas que façam bem, arranjamos outras maneiras (mais criativas!) de exteriorizar o que sentimos =)

Combinado?

Bartolomeu disse...

Se compreendi bem, estás a desafiar-me e em simultÂneo esperas que eu te desafie a escrever, certo?
Muito bem Luisa, vejamos se consegues e eu verei se consigo.
:)))

Luisa Oliveira disse...

:)