Sobeja ainda um crepúsculo,
nessa hora em que o canto das cigarras se tolhe.
Em que o mundo, num suspiro se recolhe e,
a paz tenebrosa do escuro, busca as almas desgarradas, que recolhe.
Sobeja ainda um breve crepúsculo,
quando sentada na varanda, recolhes da memória,
pedaços empoeirados de uma já longa história.
Sonhada e não vivida, num quadro de alegria irrisória.
Sobeja ainda um já quase invisível crepúsculo,
quando exausta, colocas entre as rugas do teu rosto, um sorriso.
E de olhos fechados, embarcas nesse sonho, que te leva ao paraíso.
sábado, 17 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Poema com rima...
Solidariedade:
Solidariedade, rima com verdade:
A verdade que a transparência dos teus olhos reflecte, quando me mostra o mais profundo da tua alma.
A verdade que me faz acreditar na pureza de algo indefinível, mas que sei, brota do mais íntimo do nosso ser.
Solidariedade, rima com tranquilidade:
A tranquilidade que a tua mão me oferece quando segura a minha, e me dá a confiança necessária para enfrentar e vencer as dificuldades que ao longo da vida, vão surgindo.
A tranquilidade que a tua palavra de apoio e aconselhadora, me oferece, quando me encontro indeciso, duvidando muitas vezes se serei capaz, e tu me afirmas que sim.
Solidariedade, rima com amizade:
A amizade que nasce e se reforça, que cresce e adquire a dimensão e a força de uma montanha.
A amizade que resiste ao tempo e à acção dos elementos mais agrestes e destrutivos, mantendo-se sempre pura e luminosa.
A amizade que me ajuda a sorrir nos momentos menos felizes.
A amizade que não me deixa desanimar quando os desafios parecem grandes demais para o meu tamanho.
Solidariedade, rima com fraternidade:
A fraternidade que nos une e nos iguala.
A fraternidade que destrói diferenças e nos eleva, nos permite sair da mediocridade e nos impregna dos sonhos que nos permitem desejar construir o futuro.
A fraternidade que nos ensina a conhecer a verdadeira dimensão do ser humano e nos dá asas suficientemente fortes, capazes de nos sustentar durante o voo que devemos cumprir, e nos leva a atravessar oceanos de esperança.
Solidariedade, rima com verdade:
A verdade que a transparência dos teus olhos reflecte, quando me mostra o mais profundo da tua alma.
A verdade que me faz acreditar na pureza de algo indefinível, mas que sei, brota do mais íntimo do nosso ser.
Solidariedade, rima com tranquilidade:
A tranquilidade que a tua mão me oferece quando segura a minha, e me dá a confiança necessária para enfrentar e vencer as dificuldades que ao longo da vida, vão surgindo.
A tranquilidade que a tua palavra de apoio e aconselhadora, me oferece, quando me encontro indeciso, duvidando muitas vezes se serei capaz, e tu me afirmas que sim.
Solidariedade, rima com amizade:
A amizade que nasce e se reforça, que cresce e adquire a dimensão e a força de uma montanha.
A amizade que resiste ao tempo e à acção dos elementos mais agrestes e destrutivos, mantendo-se sempre pura e luminosa.
A amizade que me ajuda a sorrir nos momentos menos felizes.
A amizade que não me deixa desanimar quando os desafios parecem grandes demais para o meu tamanho.
Solidariedade, rima com fraternidade:
A fraternidade que nos une e nos iguala.
A fraternidade que destrói diferenças e nos eleva, nos permite sair da mediocridade e nos impregna dos sonhos que nos permitem desejar construir o futuro.
A fraternidade que nos ensina a conhecer a verdadeira dimensão do ser humano e nos dá asas suficientemente fortes, capazes de nos sustentar durante o voo que devemos cumprir, e nos leva a atravessar oceanos de esperança.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Travessia
Na feira-livre do capaz
Correm pregões e pragas,
ralhos encrespados, pelo ar
“Vende-se menina e rapaz”
Para encher de gente as praças
E pôr este país, de novo a andar
Na feira-livre da insensatez
Acotovelam-se o brado, o fado,
o frio, o fogo e a paixão
Esmorece o desejo, da prenhez
de um colectivo meio atordoado
Que andrajos, arrasta pelo chão
Na feira-livre da esperança
Cerram-se dentes, sobem-se mangas
Lavra-se a terra, fazem-se filhos
Sustem-se de todos a temperança
Talham-se vestes, rasgam-se as tangas
Abrem-se de novo, futuros trilhos
Na feira-livre da verdade…
Olham-se os olhos com amor
Oferecem-se carinho e bondade
Dão-se as mãos da liberdade
Enfrenta-se o futuro, sem temor
Correm pregões e pragas,
ralhos encrespados, pelo ar
“Vende-se menina e rapaz”
Para encher de gente as praças
E pôr este país, de novo a andar
Na feira-livre da insensatez
Acotovelam-se o brado, o fado,
o frio, o fogo e a paixão
Esmorece o desejo, da prenhez
de um colectivo meio atordoado
Que andrajos, arrasta pelo chão
Na feira-livre da esperança
Cerram-se dentes, sobem-se mangas
Lavra-se a terra, fazem-se filhos
Sustem-se de todos a temperança
Talham-se vestes, rasgam-se as tangas
Abrem-se de novo, futuros trilhos
Na feira-livre da verdade…
Olham-se os olhos com amor
Oferecem-se carinho e bondade
Dão-se as mãos da liberdade
Enfrenta-se o futuro, sem temor
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
E...
Ao fundo deste caminho está o mar
Já o oiço daqui, forte a ribombar
Noto-lhe o cheiro, solto pelo ar
Vejo nele, os reflexos de sol a faíscar
Ao fundo desse mar, vejo o horizonte
Atrás de mim ergue-se alto, esse monte
Onde nasce o fio cristalino d'esta fonte
De onde vim? dessa casa ali defronte
E...
Quedo-me, imóvel, apático num desespero
Aguardo em silêncio, torno-me áspero
Condenando o eu que vitupero
Enquanto do infinito te espero
Já o oiço daqui, forte a ribombar
Noto-lhe o cheiro, solto pelo ar
Vejo nele, os reflexos de sol a faíscar
Ao fundo desse mar, vejo o horizonte
Atrás de mim ergue-se alto, esse monte
Onde nasce o fio cristalino d'esta fonte
De onde vim? dessa casa ali defronte
E...
Quedo-me, imóvel, apático num desespero
Aguardo em silêncio, torno-me áspero
Condenando o eu que vitupero
Enquanto do infinito te espero
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
E dançámos...

Ouvi-a chamar, saí.
Lá estava, altíssima, brilhante, envolta por véus transparentes que deixavam adivinhar-lhe os contornos do corpo.
Ao ver-me riu-se e de imediato deu início a uma dança de enfeitiçar, escondendo-se e revelando-se, fingindo que não me via observa-la.
De cá, gritei-lhe.
Desce, vem dançar comigo!
Riu-se mais ainda, rodopiou e num gesto largo, respondeu-me.
Vem, sobe até mim e vem dançar.
Fechei os olhos e senti elevar-me no espaço, leve, rápido, nu... e dançámos.
domingo, 4 de outubro de 2009
Lá, no infinito
Olho através das janelas da tua alma e descubro o caminho para o paraíso.
Inalo o aroma que se solta dos teus cabelos e invento a chegada da Primavera.
Percorres-me a pele com a suavidade dos teus dedos e sinto o arrepio da paixão.
Invento-te e inventas-me a cada instante, reconheço a grandez a da Criação no explendor de cada beijo teu.
Inalo o aroma que se solta dos teus cabelos e invento a chegada da Primavera.
Percorres-me a pele com a suavidade dos teus dedos e sinto o arrepio da paixão.
Invento-te e inventas-me a cada instante, reconheço a grandez a da Criação no explendor de cada beijo teu.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Do Paradoxo...
Da acção à inacção
Do parar e observar,
ao movimento do olhar
Vai um ápice, uma fracção
Vão dois tempos enovelados
que nos fogem à percepção,
nos arrebatam e castigam
Nos agridem e nos afagam
Como o som de uma canção,
ou, um segredo irrevelado!
Do parar e observar,
ao movimento do olhar
Vai um ápice, uma fracção
Vão dois tempos enovelados
que nos fogem à percepção,
nos arrebatam e castigam
Nos agridem e nos afagam
Como o som de uma canção,
ou, um segredo irrevelado!
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