quinta-feira, 21 de junho de 2007

De Ti

O tempo, roubou-te do olhar
O brilho intenso do firmamento
Salpicou de prata o teu cabelo de mar
Abraçou-te o corpo num abandono lento

O tempo confiou-te o saber
Que tão generosamente emprestas
Àqueles que te querem ler
Aos que te espreitam pelas frestas

E tu ris-te, segura que num momento
Conheces o sentido de todo o amor
Sabes, porque já te disse o vento
Quando te envolve em seu louco clamor

E então, és senhora absoluta do mundo
És o olhar arguto, que perscruta mais além
És o amor, mais sincero, mais profundo
És a serena canção, és todo o bem

Segues, dando-te, sempre sem reserva
Lembrando tempos de enorme ardor
Do mundo, consideras-te uma serva
O tempo, não te roubou o explendor

26 comentários:

Moura ao Luar disse...

O tempo nao rouba explendor, somos nos muitas vezes que o perdemos... o tempo pode ajudar-nos a ser mais e melhor, com a prata no cabelo de mar, como tão bem dizes. Um beijo

Bartolomeu disse...

Também é verdade o que dizes moura encantanda, são muitas as vezes que atribuímos ao tempo a culpa por perdermos aquilo que não soubemos guardar.
Um beijo encantado Moura.

lenor disse...

Bartolomeu, se eu escrevesse um poema para ti, escrevia este. Em vez de senhora escrevia senhor e estava feito. Acho que tu é que és assim.

Bartolomeu disse...

:)))))
Não comento Leo zinha...
melhor, comento sim.
hahahaha
Cada homem possui em si um lado feminino, porém, não creio que seja o bastante.
:)))))

Maria Eduarda Horta disse...

Que bonito Bartolomeu. Afinal, acho que também gosto do teu português.

Papoila disse...

Ternurento. Todos nós conseguimos enquadrar alguém querido nessa sabia poesia.

Luisa disse...

Simplesmente lindo! Parabéns!
Palavras sábias...
Que bem que retrata as mulheres " maduras ". Penso que o tempo não nos tira nada... traz-nos a experiência e a sabedoria, que nos ajudam a encarar de modo tão diferente aquilo que outrora e em situações idênticas nos parecia tão complicado.

Bartolomeu disse...

Maria Eduarda, deixas-me vaidoso, a menos que coloques uma virgula entre "bonito" e "Bartolomeu"...~
:))))
Convencidinho o rapaz hem?
Olha, fico contente por teres gostado, mas, no meu português, não faças muita confiança... tem dias...

Bartolomeu disse...

Conheço um "Campo em flor"
onde cresce uma papoila
Campo semeado com amor
Onde a alegria baila
Sê bem-vinda Papoila

Bartolomeu disse...

Não menos sábias são as suas palavras Luisa.
Ao contrário do que muita gente (leia-se homens) afirma, as mulheres não são aqueles seres tão enigmáticos e difíceis de entender.
São sensíveis, inteligentes e possuem a qualidade incontornável da tenacidade, são fortes, lutadoras e com um sentido muito preciso da continuidade. E juro que não estou a fazer publicidade promocional.

Luisa Oliveira disse...

Não somos difíceis de entender? Ora ora, não diga uma coisa dessas que nos tira a piada toda! Nem nós nos percebemos, a maior parte das vezes! Mas confesso, gostei da restante (não) publicidade promocional. E gostei mais ainda do poema. Muito bem conseguido, parabéns.

Maria Eduarda Horta disse...

A piada das vírgulas é fazermos com elas o que quisermos. Eu não gosto muito de vírgulas. Cada um que as entenda como quiser. Por isso eu escrevo uma coisa e cada um lê o que quer. E o teu português (como o inglês) é óptimo. Ai de quem ficar parado no dicionário e não inventar um pedacito desinventando. E podes ficar vaidoso que só te faz bem. Obrigada pelas tuas visitas. Beijo.

Rosa dos Ventos disse...

Há coisas que não conseguimos guardar!
Quando damos por ela desapareceram, esfumaram-se...

Fábula disse...

de mim o tempo não rouba o esplendor... mas o sacana também não me favorece em nada! ;)

Bartolomeu disse...

Ora xacáver Luisa Olveira, diz a bós do pubõe, que os bois debem de xer xamados plos nomes. Os detados pepelares, são repesitoiros da queltura dum pobo, é essa queltura que indentefica esse pobo. Esta mentáfora tem desbersos segneficados, um deles, é que xe debe falar claro pra que nus intindamos. Estarás neste momento a comentar com os tês betanitos... mas porque cárga d'agua é que este caramelo está a escrever deste modo. Se eu lesse os teus pensamentos, para responder a essa interrogação, colocaria esta: Conseguiste entender o que quis dizer, mesmo escrevendo de uma forma dúbia? Aposto que sim, já percebi que és uma rapariga inteligente. Bom, parando com a brincadeira, mas pegando no pensamento do ditado popular, eu diria, para rebater a alusão à dificuldade de as mulheres se entenderem a si mesmas, que é fundamental que se chamem os bois pelos nomes, ou seja, que se fale, clara, directa, e corentemente, quando se pretende caracterizar uma mulher.
Depois, minha amiga Luisa, muitos factores contribuem para que não nos consigamos entender a nós mesmo, independentemente do sexo que nos distingue. Chegados a esta reflexão, autorizo-me a citar Sting (aquele rapaz que foi Police) "Be your self, no meter what they say"

Bartolomeu disse...

Maria Eduarda, minha simpática Maria Eduarda, fica assim, aqui e agora provado, sem recurso a refutação, o teu carácter verdadeiramente democrático. Apesar de não "curtires" vírgulas, admite-las, num genuino espírito de igualdade, com quem as pretenda incluir. Concordo plenamente com a tua opinião, não é conveniente pararmos, em dicionários, ou simplesmente na vida (é que vem logo um espertinho distraído e passa-nos por cima), talvez por isso escolhi este avançando, ou talvez não tenha sido própriamente por isso, mas pronto.
Ah!! lembrei-me!!!... escolhi o título Avançando, depois de ter conhecido aquela célebre frase no templo de Karnac " Uma grande jornada inicia-se sempre com um pequeno passo".

Bartolomeu disse...

Rosinha... Já pensaste quantas vezes desvalorizaste algo, porque num momento específico, numa conjuntura determinada, aquilo, ou aquele, ou aquela, não cabiam na tua vida, no teu espaço íntimo?
Penso que a todos nós sucedeu uma dessas situações. Por vezes, depois de algum tempo, acabamos a interrogar-nos, onde estáva-mos com a cabeça quando optamos por aquela decisão.

Bartolomeu disse...

ahahahahha
Pelo que percebo Fabulosa Fábula, tens uma relação de compromisso com o tempo.
Ele não te rouba e tu finges que ele não está presente, sábia atitude.
:)))

Ana Luar disse...

Perdi-me de encanto, nas malhas do tempo que inventaste.

Beijo Bartolomeu

Bartolomeu disse...

Olá Ana :)
Espero que após teres-te perdido, saboreies o prazer de te reencontrares.
Não sei se desejas a transformação numa Ana diferente, ou uma Ana reconciliada com os sonhos que dia após dia não aconteceram. A consciência de todo um passado, não limita nem enfraquece a vontade de alcançar esses sonhos.
E... a força de um querer é imensa.
Um beijo para ti Ana, outro para o brilho do teu luar.
:)

Um Momento... disse...

Olá (",)
Podes passar na minha casinha ??
Tenho algo para ti:)
Procura la sim?
Beijo de noite serena (*)

≈♥ Nadir ♥≈ disse...

muito bonito.
beijinhos e bom fim de semana

winkle disse...

o tempo....deixamo-nos levar por ele, mas por vezes também o sabemos guiar..o segredo está mesmo em deixar que não nos roube o esplendor :)
bem, o poema está lindo :) adorei

Bartolomeu disse...

Olá momento... de ti.
É uma honra ser destacado no teu excelente blog.
É como dizes, aqui partilhamos o mais íntimo de nós com aqueles que, sendo desconhecidos, acbam por ser de algum modo a nossa consciência e a projecção dos nossos mais profundos desejos.
Um beijo e o desejo veemente de que a energia do teu momento te conduza à realização dos teus desejos.
**

Bartolomeu disse...

Nadir... incomparávelmente mais bonito é o teu sonho de liberdade consciente.
Fly, fly, with your spirit free.

Bartolomeu disse...

é Isso Winkle :)))
O ser humano é dotado de energias que por vezes desconhece, ou desconhece a forma de as potenciar ou de as tornar proveitosas.
O tempo é uma delas, da sua boa utilização (gestão) podemos retirar basica e fundamentalmente toda a energia de que necessitamos.
E quando a energia nos invade somos lindos, luminosos, e donos de algo ainda mais valioso e excepcional, o amor.