terça-feira, 1 de maio de 2007

A culpa

A culpa é tua...!
Não! A ulpa é tua!
Desculpa, a culpa é tua!
Pediste-me desculpa, porque admites ser o culpado?
Não, pedi desculpa pela insistência da minha afirmação.
Mas admites que a culpa é tua?
Não! Já dice que a culpa é tua!
Irra, com mil demónios, a culpa é tua!
Volto a afirmar, a culpa é exclusiva e inteiramente tua.
Estou a perder a paciência, disse e repito, a culpa é tua.
Mas como é que podes afirmar que a culpa é minha?
Obviamente, porque é razoável que assim seja. A culpa é tua!
Vamos raciocinar, afinal de que se culpado?
Daquilo que estás a pretender culpar-me.
Que é concretamente o quê?
É...

8 comentários:

lenor disse...

A culpa de estarem baralhados?

Maria Eduarda Horta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Eduarda Horta disse...

Tive um professor de filosofia no 7º ano do liceu (D. João de Castro) que se chamava Bartolomeu. Não é este que anda por aqui filosofando pois não?

Bartolomeu disse...

Digo infelizmente não, porque noto algum desejo na sua voz, que fosse.
Não possuo as habilitações académicas para tanto, mas possuo a vontade constante de me manter aprendiz.
Mesmo correndo o risco de a desapontar, não considero estes pensamentos, actos filosóficos, não passam de meras e inconsequentes considerações.
Gostei do seu blog e daquilo que ele tem escrito.

Fábula disse...

deixa-me adivinhar, tens dupla personalidade e isto era uma conversa do teu ego com o teu ego! ;)

Bartolomeu disse...

hehehehehe
Bingo Fábula!
Eu com a minha dupla... dupla quÊ?
Bem, não interessa...
e tu com a tua vidência.
hehehehehe

Maria Eduarda Horta disse...

Realmente era giro se fosse verdade. Gosto de filosofia a ainda não descartei a possibilidade de fazer uma licenciatura, já que é um curso que não serve para coisa nenhuma como a maioria em Portugal. Mas a verdade é que este Bartolomeu é mais que um filósofo: é um psicólogo: leu-me e apanhou-me na primeira curva. Parabéns. Abraço.

Bartolomeu disse...

Quando se lê com atenção aquilo que alguem escreve com a alma, é inevitável sentir-se aquilo que o (a) escritor (a) depositou perante nós.