sexta-feira, 16 de maio de 2008

O Tempo!

Hoje, apetece-me filosofar um pouco...
O Tempo!
De entre tudo aquilo que consideramos natural, o tempo é inegávelmente, aquilo que, sendo abstracto, compõe, condiciona, ou regula, todos os momentos da nossa vida.
Momentos!
Espaços, mais ou menos curtos, que por indefiníveis razões, ou motivos, dividem o tempo e tornam-no memorável.
O tempo é atribuído de modo igual, mas, partilhado de maneiras diferentes e aproveitado, usado, ou gasto de infinitas formas, mesmo que, de forma nenhuma.
O tempo!
Alquímia da existência, sequência de hiatos, preenchidos pela presença dos sentidos.
Reformulemos então a expressão "Penso, logo... existo" digamos que... Se recordo o tempo, então...conheço os momentos, assim sendo, a nova expressão passa a ser: " Conheço, logo... sou tempo"
;)))))

11 comentários:

lenor disse...

Eu, geralmente, ando chateada com o tempo ou o Tempo. Pouco se aproveita.
:(

sinhã, a. disse...

bem conhecido, bart. :-)

Papoila disse...

E eu .. estou farta deste Tempo.

Bom Dia :)
Beijinhos
BF

Bartolomeu disse...

O Tempo tem pó, por ser tão antigo quanto a nossa memória.
Aproveita-lo Leozinha, ou saber aproveita-lo,diz a sabedoria popular que é uma ciência. Mas diz ainda a mesma sabedoria, que é necessário darmos tempo ao tempo, possivelmente para que o pó assente.
;)))

Bartolomeu disse...

O processo decorre ainda Sinhã, a., suspeito que interminávelmente...
;)))

Bartolomeu disse...

Por vezes é necessário movimentar o tempo, para não ficarmos fartos dele Papoilinha linda...
;)))

Fábula disse...

não sei se ainda vou a tempo de dizer isto: o tempo tem tempos bons e tempos maus... =)

(há uma música do Luís Represas muito gira a este propósito)

Bartolomeu disse...

O tempo das fábulas é eterno, nunca estarás fora do tempo..
Luis Represas !? Fora do Tempo !?
;)
http://www.youtube.com/watch?v=iITQsZGgIB0

Toze disse...

"Estou fora do tempo, este tempo não é meu"

era assim que diria Pessoa :))))

Bartolomeu disse...

E... podemos levar a sério aquilo que Pessoa disse - TóZé?...
;)

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

CamaReira disse...

E o Tempo hoje foi de te ler! Li e reli, e perdi-me no tempo, e neste momento o tempo parou. E por este tempo e outros momentos que encontrei aqui, voltarei...

Beijos Ardentes