sábado, 11 de fevereiro de 2012

Acerca do Amor e da Liberdade!

Poucos de nós se acharão aptos a poder decidir entre amor e liberdade...
Ambos os sentimentos se envolvem e só os entendemos, enquadrados em conceitos excepcionais que mergulham profundamente nos mares da física e da química, e depois, ascendem vertiginosamente aos céus onde reina o espiritual.
E nós, simples almas humanas, vulneráveis à rede que nos pesca desses mares, buscamos nos reinos da espiritualidade, a libertação da asfixia que nos causa a dependência do amor.
Mas... O que ama cada um de nós? Com que intensidade? Com que dedicação? E... até que ponto, estamos preparados para ceder a liberdade àqueles que amamos?
A incondicionalidade, é uma regra ambígua, que se altera de acordo com a intensidade e a coerência do amor que se dedica a alguém.
quem, não conceba incondicionalidade no amor, tal como, quem, só conceba o amor plenamente assumido e entendido, livre de condições.
Esta forma de compreender o amor e dele fazer bom uso, foi-nos ensinada por um Homem, dois mil anos.
Ele ensinou-nos a amar incondicionalmente e em simultâneo, permitiu-nos optar pelas formas de amor mais adequadas ao nosso entendimento e à nossa condição de seres incompletos, prometendo-nos que cresceríamos no amor, se o praticássemos e que, ao mesmo tempo, adquiriríamos através da prática e do entendimento do amor, a Liberdade.
Princípios que à partida nos podem parecer antagónicos, afinal, verificamos que se completam, desde que os entendamos com clareza e que sejamos suficientemente humildes, para os praticar.

7 comentários:

Olinda Melo disse...

Amor e Liberdade!

Che cosa fare? Parafraseando-te, poderá haver uma escolha, fará sentido? O amor parece indissociado da liberdade, mas nem sempre as coisas são tão lineares. Também o amor deveria ser incondicional, sem estar sujeito à 'vil tristeza' da nossa condição humana, humanos que somos... Mas é assim mesmo, é um exercício de todos os dias, dando o melhor de nós e procurando compreender o outro, o outro também na acepção do nosso semelhante...

Gostei muito desta tua reflexão.

Grande abraço.

Olinda

Bartolomeu disse...

Exactamente, Olinda... «um exercício de todos os dias»!
Um exercício fantástico, na medida em que, à medida que o praticamos, cresce em nós a vontade de o praticar, dado que, passamos a compreende-lo melhor.

George Sand disse...

Escolhi a Liberdade porque não havia amor.
Se houvesse amor, talvez tivesse escolhido diferente...não sei.
E não se pode amar em liberdade? O futuro o dirá.

Escondidinha disse...

olá vim através da Olinda e achei extremamente interessante.
Como o comentário anterior bem diz, e segundo aquilo que eu acredito quando há de facto amor só pode haver liberdade. Só que hoje em dia as pessoas confundem amor com uma parafernália de coisas distintas. E remetendo ao post do Xaile : uma das formas de amor incondicional é o amor de mãe, embora ela possa por vezes sentir-se cansada, perguntem a uma mãe se trocaria os seus filhos por qualquer outra forma de liberdade senão a de os amar...
Por liberdade/amor, no meu entender, só serve para quem não sabe o que é amar, ou quem nunca foi saudavelmente amado o que infelizmente acontece muito hoje em dia

beijinhos, brigada pelo post interessante

Bartolomeu disse...

Fizeste concerteza a opção que te pareceu a mais coerente, a mais lógica, George.
Ninguém poderá avaliar melhor as decisões tomadas, que os próprios, no entanto, penso que ficará sempre o sabor acre de uma incompletude, de algo que gostaríamos tivesse decorrido de forma diferente. Afinal, é no amor que supomos encontrar a felicidade, contudo, é por vezes na liberdade que a encontramos... assim como o amor-proprio que muitas vezes se perde, quando se perde a liberdade.

Bartolomeu disse...

Bem-vinda, Escondidinha.
Amor é de facto um dos bens que mais valorizamos, por isso talvez, sofremos tão profundamente quando não se realiza da forma como o idealizámos

Cristina Torrão disse...

Claro que se completam. O amor incondicional, na minha opinião,é aquele que respeita a personalidade e a liberdade do ser amado. O amor possessivo, que limita, serve apenas para alimentar o próprio ego, ou seja, não é amor pelo outro, mas por si próprio.

Claro que quando duas pessoas se amam, acabam por se condicionar um pouco. Mas quem quer ficar sozinho, em nome da liberdade total? Havendo amor, penso que o ser humano escolhe sempre o amor.