A Sociedade, é um todo, constituída por vários únicos multiplicados.
Mas para que uma Sociedade possa Ser em pleno, tem de possuir consciência daquilo que na realidade, é.
Para que uma Sociedade funcione em pleno, tem de evitar que partes de si paralizem e venham a gangrenar, que se corrompam, corrompendo-a.
Em épocas específicas do ano, fala-se com maior frequência da parte da nossa sociedade, que vive sem condições. Nessas alturas, enaltece-se o serviço que outra parte da sociedade presta à anterior, gratuita e humanísticamente.
As causas que determinaram a falta de condições em que uma parte da sociedade vive, são variadíssimas e de diferentes grandezas. A motivação da parte da sociedade que a serve, é de grandíssimo valor solidário.
Contudo, o número de pessoas que depende da solideriedade de outras, aumenta, assim como aumenta também o número de pessoas solidárias que a serve e, segundo as estatísticas, aumenta também o número de pessoas que cedem solidáriamente parte daquilo que possuem, entregando-o áqueles que solidáriamente servem, para que o distribuam por aqueles que necessitam.
Temos então um corpo a que podemos chamar Sociedade, que um dia, num passeio pelo campo, decidiu descalçar-se, para melhor usufruir da sensação de sentir a terra e as ervas mas não reparou numa silva e picou-se. O corpo... a Sociedade, sentiu uma dor terrível no pé, calçou-se de novo e voltou para casa. Ao chegar a casa, descalçou-se e verificou que a picadela da silva lhe tinha provocado uma infecção no pé, que começava a apresentar vermelhidão e sinais de inchaço. Decidiu não dar importância, nem fazer qualquer tipo de tratamento, deitou-de. No dia seguinte, o corpo... a Sociedade, acordou com o pé inchadíssimo e uma ferida aberta no lugar da picadela da silva, começava a purgar um líquido viscoso e de côr amarelada. Então o corpo... a sociedade, decidiu continuar a não ligar ao pé, saindo para o trabalho, com um pé calçado e outro descalço.
Ao fim do dia, quando regressou a casa, o corpo... a Sociedade, reparou com espanto que a infecção do pé já tinha alastrado para a perna, que começava a apresentar uma côr roxeada, além de um monumental inchaço. As dores eram atrozes, mas mesmo assim, o corpo... a Sociedade, decidiu ir dormir sem dar importância ao agravamento da infecção. De manhã, ao acordar... o corpo verificou que a infecção do pé, já tinha conquistado terreno, chegando nessa altura, ao braço. Então, o corpo... a Sociedade, levantou-se com muito custo, sem forças, a cabeça a latejar, sem conseguir raciocinar e sem acção, colocou-se em frente ao espelho, olhou-se de alto a baixo e verificou que só tinha conseguido chegar até ali, porque a outra metade do corpo mantinha ainda alguma vitalidade. Uns minutos após olhar-se e reflectir, o corpo concluiu que se não tomasse medidas definitivas, se nãoeliminasse definitivamente aquela infecção, todo ele acabaria infectado e socumbiria.
Decidiu então, desinfectar a ferida do pé, tomar antibiotico, alimentar-se convenientemente e imobilizar a zona afectada, até que a infecção fosse debelada e ambos os lados do corpo... da Sociedade, pudessem readquirir força e vitalidade, apoiando-se mutuamente nos trabalhos, nas acções e no movimento, para alegria e sanidade do corpo... da Sociedade!
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
O papel do embrulho.
A pele que nos cobre e nos empresta uma aparência, a qual tentamos modificar de acordo com as situações, as épocas e as modas, serve também para cobrir um conjunto de órgãos e uma estrutura muscular e óssea que nos possibilitam a movimentação, a existência, da forma que fomos concebidos.
Podemos assim sintetizar de uma forma muito ligeira, que a pele está para os humanos, como o papel de fantasia, para os presentes de Natal, ou de aniversário...?!
Poderíamos mas na verdade, a nossa pele encontra-se num patamar de apreço, superior ao do papel que reveste o presente.
No caso do presente, o nosso primeiro olhar, dirige-se para o revestimento, para o brilho, o colorido, os motivos de decoração, a forma como está colocado mas, logo de seguida, o papel do embrulho deixa de ter qualquer interesse, muitas vezes, passado o momento inicial de apreço, até o rasgamos, na pressa de conhecer o que se encontra no interior; o objecto que dele se reveste.
Quanto à nossa pele, à pele que nos reveste os interiores e nos confere uma forma exterior, aquela forma porque somos conhecidos visualmente e que muitas vezes desejamos alterar de acordo com diferentes factores, por vezes até, de acordo com o estado de espírito... quanto a essa, nunca a curiosidade nos leva a querer rasga-la, para conhecer o que está dentro. Salvo nos casos em que algum dos órgãos interiores necessite de uma intervenção externa.
Podemos assim sintetizar de uma forma muito ligeira, que a pele está para os humanos, como o papel de fantasia, para os presentes de Natal, ou de aniversário...?!
Poderíamos mas na verdade, a nossa pele encontra-se num patamar de apreço, superior ao do papel que reveste o presente.
No caso do presente, o nosso primeiro olhar, dirige-se para o revestimento, para o brilho, o colorido, os motivos de decoração, a forma como está colocado mas, logo de seguida, o papel do embrulho deixa de ter qualquer interesse, muitas vezes, passado o momento inicial de apreço, até o rasgamos, na pressa de conhecer o que se encontra no interior; o objecto que dele se reveste.
Quanto à nossa pele, à pele que nos reveste os interiores e nos confere uma forma exterior, aquela forma porque somos conhecidos visualmente e que muitas vezes desejamos alterar de acordo com diferentes factores, por vezes até, de acordo com o estado de espírito... quanto a essa, nunca a curiosidade nos leva a querer rasga-la, para conhecer o que está dentro. Salvo nos casos em que algum dos órgãos interiores necessite de uma intervenção externa.
Dir-me-ão que esta analogia que estabeleci entre o papel de embrulho e a nossa pele, é no mínimo estapafurdia, que não tem nada a ver, que muitos de nós, sobretudo aqueles que se preocupam mais com a sua imagem, o seu aspecto exterior, o fazem para se sentir melhor consigo mesmo, que o fazem, no sentido de buscar felicidade através da janela da imagem que o espelho reflecte.
É verdade, sei-o por experiência. Certos dias, ao olhar-me ao espelho, vejo nele reflectida uma imagem que me agrada mais. Nesses dias, sinto uma alegria interior, um desejo maior de me movimentar, de fazer coisas novas, de ir a lugares diferentes, de conversar, de trocar ideias, de subir a uma montanha, olhar o mundo, e reflectir.
Gosto imenso de reflectir acerca das coisas humanas, dos "quê" e dos "porquê".
Mas... esbarro frequentemente numa questão: A questão da felicidade. Todos concordamos em que, o maior desejo da humanidade é o de alcançar a felicidade; Verificamos no entanto, que muitos de nós, se ocupam quase exclusivamente a criar situações que impeçam ou dificultem os outros de alcançar a sua própria felicidade, a sua realização pessoal, em suma, de se cumprirem nos seus desejos e objectivos.
Talvez porque os objectivos individuais se cruzam e interferem, se chocam e se impedem de evoluir...?
Talvez a Humanidade precise de uma consciência universal tão perfeita, capaz de conseguir dirigir as consciências individuais no mesmo sentido, sem que colidam entre si e, sem que percam a sua capacidade de decidir em que sentido pretendem ir.
Impossível?
Não me parece... aliás, acho até que é precisamente a existÊncia dessa consciência universal que está a permitir que as consciências individuais colidam e não encontrem a saída adequada que lhes permita entrar no caminho da evolução.
(Este post foi inspirado por um outro de um amigo, que pode ser lido em: http://massanocardoso.blogspot.com/2012/02/diversidade.html)
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Penso, logo... desisto.
Ha quem aplauda as decisões, os discursos, as atitudes de um superior exibicionista, ou, simplesmente desconhecedor da matéria sobre a qual decide, porque essa atitude lhe garante a manutenção do posto que ocupa e por conseguinte, a subsistência, sem que o acto de assim hipotecarem as suas inteligências, os incomode.
E os superiores (inferiormente capazes) ficam deste modo nivelados com os inferiores (superiormente incapazes).
A natureza humana, encontra sempre formas espertas para nivelar as fracas inteligências...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
A Crosta...
Este post, surge a propósito da insinuação (velada) deixada pela minha amiga psicóloga, Interessada, num comentário ao post anterior. Interpretava esta minha amiga, o sentido das palavras que escrevi e, remetendo para Freud, assinalou a possibilidade de eu estar a desenvolver um processo psicológico, conducente ao afloramento de uma homossexualidade latente-o-serôdia.
Felizmente, ou... infelizmente, nunca senti qualquer género de interesse sexual por pessoas do mesmo sexo, ou sequer por andróginos.
Bom, mas não é uma declaração de interesses que me motiva a escrever este texto.
Aquilo que pretendo relatar, são as considerações e memórias a que me conduziu o comentário da minha amiga Interessada.
Quando fundei este blog (gosto do termo "fundei", dá um certo ar importante e solene, à coisa) e nunca fui tipo de grandes obras, apesar de já contar no meu percurso de vida com algumas fundamentalmente importantes; fiz questão de colocar no meu perfil, a frase que penso definir-me com um grau de aproximação àquilo que me considero ser, bastante real.
«semeador de ideias nos campos da mente»
É verdade. O acto de semear sempre me fascinou. Penso poder iguala-lo de alguma forma, ao acto divino da criação. Não faço ideia se no Acto Primeiro a "coisa" decorreu do mesmo modo... se Deus lançou a semente à Terra, esperou que germinasse e no fim, depois de amadurecida, em lugar de se alimentar dela, deixou que o vento a transportasse e até outros lugares onde de novo germinou e amadureceu... não sei, suspeito que sim.
Mas, voltando à minha frase-apresentação: esta definição de mim próprio, reconheço-a em vários sentidos e aspectos da vida e, subordinada a um princípio verdadeiramente enraizado no meu carácter. Passo a explicar: Quando pretendo semear uma ideia em mente alheia, espero que essa ideia vá produzir uma reacção, um efeito; reacção essa e efeito esse, que espero poder vir a resultar em proveito do próprio, desencadeando outras sementeiras e outras colheitas e também em meu proveito, retirando da experiência resultados que me poderão ajudar a perceber aquilo que até ali não tinha sequer pensado.
Quando era garoto, era bastante irrequieto, possuía um espírito vivo e observador. Mal os meus pais se distraíam, já eu estava a "inventar" algo, que por sistema, resultava em asneira.
Certa vez, andaria pelos meus 4 ou 5 anos, ofereceram-me uma trotinete. Foi paixão à primeira-vista, assim que a desembrulharam, senti-me invadir por um forte desejo de correr o mundo empoleirado em cima daquela prancha de madeira com um guiador quase da minha altura, suportada por uma roda à frente e outra atrás, a tal ponto que, ao chegar a hora de dormir, a minha nova "amiga" teve de dormir encostada à minha cama, bem ali a jeito de lhe poder tocar.
Todos os dias era a trotinite o centro das minhas atenções e brincadeiras, apesar das quedas constantes, das esfoladelas e dos arranhões. Mas, com essas quedas e arranhões, nasceu um novo ponto de interesse; as feridas e as crostas. Começou a intrigar-me aquela coisa da crosta que se formava por cima da ferida, sobretudo aquelas que apanhavam uma área maior da pele. Este interesse, levou-me um dia, com muito jeitinho porque fazia doer, a levantar a crosta, para descobrir o que estaria por baixo.
Fui "apanhado" já no fim da "operação". Denunciou-me o silêncio e a quietude a que me tinha anormalmente remetido e que fizeram com que a minha mãe viesse inspeccionar o que se estava a passar.
«Vi logo que não "a" estavas a fazer boa... já estavas sossegadinho ha demasiado tempo»
-Mas que ideia foi essa de arrancares a crosta da ferida?
-Quis ver o que estava por baixo.
-Ah quiseste ver... pois é, então agora vamos ter de fazer novo curativo à ferida e vamos ter de colocar um penso.
-Não quero um penso!
-Mas vais ter de pôr. Não sabes que a crosta serve para proteger a ferida?
-Proteger de quê?
-Proteger de uns bichinhos muito pequenininhos que provocam as infecções.
-Mas eu não tenho bichinhos na ferida.
-Não sabes se tens, eles são tão pequenininhos que não os consegues ver sem uma lupa.
Pronto! Foi o bastante para que nova semente começasse a germinar na minha mente... uma lupa!
A partir daquele dia, não descansei, enquanto não me compraram uma lupa.
Assim que me apanhei com o objecto e percebi as sua enoooormes potencialidades, passei a querer ver tudo através da lupa.
Foi necessário que me explicassem que a lupa servia somente para quando se pretendia observar algo minúsculo, de contrário, correria o risco de ficar cego.
Cego???!!!
Eis que outra ideia me começa a germinar na mente!
Passei a andar de olhos fechados pela casa, imaginando que não via, apalpando as paredes, as portas, e... tropeçando nas cadeiras, estatelando-me ao comprido, batendo com a boca na esquina de uma mesa e partindo um dente incisivo.
Esta, não foi preciso explicarem-me as contra-indicações, demiti-me dela por iniciativa própria.
A minha Amiga Interessada já percebeu concerteza, se estiver a ler este texto, onde pretendo chegar com tão já longo arrazoado: Que o facto de se levantar a crosta, não garante que se consiga ver os micróbios que infectam a ferida, mesmo possuindo uma lupa com forte poder de aumento. Porque simplesmente, a ferida, pode nem sequer estar infectada...
;)))))))
domingo, 29 de janeiro de 2012
Puta que pariu a vida (nestas condições)!
Hoje... percebi que sou uma merda!
É!
Uma merda, no sentido em que, dentro de pouco tempo (e lá vem o cabrão do tempo à baila) me transformarei em MERDA!
Estou a falar a sério meus amigos.
Um dia destes bato a cassoleta, abafo, dou o badagaio, morro, CARALHO!
E deve ser tão bom morrer, ver-me livre de toda esta estupidez que me cerca, de todos estes cabrões, tão mortais quanto eu, que passam a vida a foder-me o pouco que ganho, porque se convenceram que com aquilo que me roubam, vão poder pagar a imortalidade.
Que errados que estão...
Bem podem sacar-me, a mim que pouco tenho, mas que sempre me preocupei em ter sem tirar aos outros.
Nunca serão imortais!
NUNCA!!!
Esses grandes filhos de uma puta, salvo as mãezinhas deles que provávelmente nunca deixaram que caralhos alheios lhes explorassem as entranhas... talvez por uma questão de religião... porque o pároco lá da aldeia passava a homilia a ameaçar com o filho da puta do pecado... e... oh quantas vezes elas, as mãezinhas deles, apertaram entre as pernas, a ideia de um vergalho ardente, palpitante, muito diferente do outro... meio teso, meio mole com que o pai da criança a penetrava, enquanto ela, triste, perdida nos seus sonhos de adolescente, ansiosa porque um dia, o destino lhe colocasse em frente um homem, um ser completo, erecto, vertical, determinado, capaz de a defender de a amar com todos os poderes dos sentidos... a viesse resgatar das garras daquela monotona civilidade.
Ide!
Ide todos, cabrões, filhos de uma puta, roubar, mas... já que para roubar tendes tanta arte... apurai-a e... tentai roubar-vos uns aos outros, caralho! Parem com essa fixação de roubar aqueles que já nada têem... foda-se!
É!
Já que a vossa doutrina se distingue da Outra... roubai-vos a vós próprios... como se só vocês existissem neste mundo.
Cabrões!
É!
Uma merda, no sentido em que, dentro de pouco tempo (e lá vem o cabrão do tempo à baila) me transformarei em MERDA!
Estou a falar a sério meus amigos.
Um dia destes bato a cassoleta, abafo, dou o badagaio, morro, CARALHO!
E deve ser tão bom morrer, ver-me livre de toda esta estupidez que me cerca, de todos estes cabrões, tão mortais quanto eu, que passam a vida a foder-me o pouco que ganho, porque se convenceram que com aquilo que me roubam, vão poder pagar a imortalidade.
Que errados que estão...
Bem podem sacar-me, a mim que pouco tenho, mas que sempre me preocupei em ter sem tirar aos outros.
Nunca serão imortais!
NUNCA!!!
Esses grandes filhos de uma puta, salvo as mãezinhas deles que provávelmente nunca deixaram que caralhos alheios lhes explorassem as entranhas... talvez por uma questão de religião... porque o pároco lá da aldeia passava a homilia a ameaçar com o filho da puta do pecado... e... oh quantas vezes elas, as mãezinhas deles, apertaram entre as pernas, a ideia de um vergalho ardente, palpitante, muito diferente do outro... meio teso, meio mole com que o pai da criança a penetrava, enquanto ela, triste, perdida nos seus sonhos de adolescente, ansiosa porque um dia, o destino lhe colocasse em frente um homem, um ser completo, erecto, vertical, determinado, capaz de a defender de a amar com todos os poderes dos sentidos... a viesse resgatar das garras daquela monotona civilidade.
Ide!
Ide todos, cabrões, filhos de uma puta, roubar, mas... já que para roubar tendes tanta arte... apurai-a e... tentai roubar-vos uns aos outros, caralho! Parem com essa fixação de roubar aqueles que já nada têem... foda-se!
É!
Já que a vossa doutrina se distingue da Outra... roubai-vos a vós próprios... como se só vocês existissem neste mundo.
Cabrões!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Não sei...
Para onde caminham os meus olhos?
O que querem afagar as minhas mãos?
A quem roubei eu, estes meus sonhos?
Todos eles, disfarçados de riso mas, solidão!
O que querem afagar as minhas mãos?
A quem roubei eu, estes meus sonhos?
Todos eles, disfarçados de riso mas, solidão!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
«Falta cumprir o amor por Portugal»
«Falta cumprir o amor a Portugal»
Palavras do tema de Dulce Pontes.
Sinto-me frequentemente impelido a contemplar o monumento edificado na margem direita do Tejo, mesmo defronte ao Mosteiro dos Jerónimos, conhecido por Padrão dos Descobrimentos.
O monumento, como todos saberão e aliás, a própria forma identifica, representa uma caravela de velas enfunadas, pronta para partir, rumo ao Sul.
Da equipagem desta nau, fazem parte 33 figuras que representam; à proa e de tamanho superior aos restantes, o Infante D. Henrique e de cada um dos lados da nau, alinhadas, 16 figuras de navegadores, poetas, cavaleiros, religiosos, príncipes e uma rainha. Cada uma destas personagens, desempenhou um papel importante na gesta portuguesa dos descobrimentos.
Como referi no início deste post, foram já muitas as ocasiões que me senti conduzido até junto do monumento e me quedei a observa-lo, a entendê-lo, a tentar desvendar com a máxima precisão o sentido das esculturas e o sentido das expressões que os personagens que identificamos com facilidade, apresentam e que lhes foram dadas por Leopoldo de Almeida.
A expressão facial de 32 daquelas figuras não apresentam diferenças significativas, umas das outras. São expressões que definem determinação e simultâneamente expectativa. Parecem dizer-nos... sabemos que vamos em direcção a um ponto no horizonte, não sabemos defini-lo nem caracteriza-lo, mas sabemos que o encontraremos, porque ele nos espera.
A maioria das figuras encontra-se de pé, algumas, poucas, com um joelho em terra, a maioria olha em frente, dois religiosos olham para o céu e dois cavaleiros olham para o chão, mas, uma figura, uma única figura, posicionada sensivelmente a meio do lado da nau voltado a nascente, olha para a direita e... encontra-se de costas voltadas para o Infante, segurando um padrão com as armas portuguesas, chama-se Martim Afonso de Sousa.
Martim Afonso de Sousa, foi filho bastardo do Rei Afonso III, foi governador da Índia e do Brasil, conhecido pelas suas excepcionais faculdades intelectuais, possuiu imensos bens, mas ambicionava sempre mais.
Porque terá Leopoldo de Almeida, colocado Martim Afonso de costas voltadas para o Infante?
Será que possuir um conhecimento superior leva os homens a voltar as costas ao poder?
Acabo, citando Jaime Cortesão: Os portugueses pertencem a um vasto processo espiritual, que visa, como supremo escopo, a libertação e a solideriedade das consciências.
Palavras do tema de Dulce Pontes.
Sinto-me frequentemente impelido a contemplar o monumento edificado na margem direita do Tejo, mesmo defronte ao Mosteiro dos Jerónimos, conhecido por Padrão dos Descobrimentos.
O monumento, como todos saberão e aliás, a própria forma identifica, representa uma caravela de velas enfunadas, pronta para partir, rumo ao Sul.
Da equipagem desta nau, fazem parte 33 figuras que representam; à proa e de tamanho superior aos restantes, o Infante D. Henrique e de cada um dos lados da nau, alinhadas, 16 figuras de navegadores, poetas, cavaleiros, religiosos, príncipes e uma rainha. Cada uma destas personagens, desempenhou um papel importante na gesta portuguesa dos descobrimentos.
Como referi no início deste post, foram já muitas as ocasiões que me senti conduzido até junto do monumento e me quedei a observa-lo, a entendê-lo, a tentar desvendar com a máxima precisão o sentido das esculturas e o sentido das expressões que os personagens que identificamos com facilidade, apresentam e que lhes foram dadas por Leopoldo de Almeida.
A expressão facial de 32 daquelas figuras não apresentam diferenças significativas, umas das outras. São expressões que definem determinação e simultâneamente expectativa. Parecem dizer-nos... sabemos que vamos em direcção a um ponto no horizonte, não sabemos defini-lo nem caracteriza-lo, mas sabemos que o encontraremos, porque ele nos espera.
A maioria das figuras encontra-se de pé, algumas, poucas, com um joelho em terra, a maioria olha em frente, dois religiosos olham para o céu e dois cavaleiros olham para o chão, mas, uma figura, uma única figura, posicionada sensivelmente a meio do lado da nau voltado a nascente, olha para a direita e... encontra-se de costas voltadas para o Infante, segurando um padrão com as armas portuguesas, chama-se Martim Afonso de Sousa.
Martim Afonso de Sousa, foi filho bastardo do Rei Afonso III, foi governador da Índia e do Brasil, conhecido pelas suas excepcionais faculdades intelectuais, possuiu imensos bens, mas ambicionava sempre mais.
Porque terá Leopoldo de Almeida, colocado Martim Afonso de costas voltadas para o Infante?
Será que possuir um conhecimento superior leva os homens a voltar as costas ao poder?
Acabo, citando Jaime Cortesão: Os portugueses pertencem a um vasto processo espiritual, que visa, como supremo escopo, a libertação e a solideriedade das consciências.
Assinar:
Postagens (Atom)