Hoje, acordei cedo, como é meu habito.
Preparei-me e tomei um delicioso pequeno almoço, à janela da cozinha, apreciando o sol ainda baixo, os campos e uma ave de rapina, não sei se um açor ou um peneireiro... ou outra, que pairava a pouca distância e a pouca altura, esperando que um coelho ou outro roedor se distraísse, proporcionando-lhe a primeira refeição do dia.
Estive um bom pedaço de tempo a aprecia-la, até que, repentinamente, saindo daquele ponto estático, picou a direito até ao chão e deixei de a ver.
O ciclo natural da vida a cumprir-se, pensei. Calcei então umas botas grossas, coloquei um boné e saí sem destino determinado, somente andando pelos carreiros entre arbustos selvagens, atravessando vinhas e bordejando campos já semeados.
Cerca de uma hora depois, avistei lá ao fundo uns vizinhos que num campo fresado se atarefavam a fazer algo que não identifiquei do ponto onde me encontrava.
Decidi ir até eles, para melhor perceber o que faziam. Eram quatro, três homens e uma mulher. O terreno terá uma área de dois, dois hectares e meio e quando lá cheguei, já se achava, em parte, "plantado" de pequenos seguementos de cana, todos muito bem enfileirados e muito direitinhos.
Cumprimentei e retribuiram a saudação, sem pararem de fazer o que faziam e que era, usando uma bitola e seguindo a orientação de um arame muito bem esticado, espetar na terra os pedaços de cana.
Fiquei a observa-los durante alguns minutos, tentando perceber a finalidade do que faziam, já que tinha partido do princípio que não andariam a semear canas. Passados alguns instantes, sem perceber concretamente, que tarefa andavam aquelas almas a desempenhar, reparei, olhando para a extenção das canas que já se encontravam espetadas no solo, que, tanto vistas de frente, como de qualquer um dos lados esquerdo ou direito, elas apresentavam-se sempre em filas rigorosamente rectas. Fiquei por ali durante um bom bocado e quando os meus vizinhos já se tinham afastado do ponto onde me encontrava, decidi ir ao encontro deles e indagar a utilidade do trabalho que faziam.
Responderam-me como quem diz: então? não se está mesmo a ver? que andavam a marcar o lugar onde iriam plantar o bacêlo...
Ahhhhh!!!
Então estes pauzinhos são para marcar o lugar do ba... ahhhh... agora compreendi! E ri-me, tanto da minha ignorância, como do ar surpreendido deles.
Depois acrescentei; mas vocês têm um "olho" espectacular... conseguem fazer as fileiras rigorosamente paralelas, umas às outras e todas à mesma distância.
Voltaram a olhar-me com o mesmo ar surpreendido, como se eu estivesse a dizer a coisa mais estapafúrdia deste mundo.
Depois, encolheram os ombros e responderam-me; olhe lá, nada disto é "a olho"!
- Ah não? Então?
- Não senhor, isto é feito com régua e esquadro!
Pronto, pensei, como dei mostras de não perceber o que faziam, agora estão a querer gozar comigo, e esbocei um sorriso amarelo, assim como quem diz: tá bem abelha.
- Não acredita? Então quando formos marcar a outra carreira, já vai ver.
- Nesse caso vou esperar mais um bocado.
E assim fiz, esperei que terminassem de espetar os pauzinhos e para meu enorme espanto, quando chegaram ao fim, ficou um deles no extremo da nova carreira, outro, passou para o outro extremo e os outros dois esticaram um arame na perpendicular e... pegando num enorme esquadro em madeira e numa régua, traçaram a distância certa e a prependicular à fila anterior.
Depois de ver... e de compreender, o espanto dissipou-se, mas uma nova dúvida me surgiu; será que estes bacanos são Maçons?
Nesta não caí eu em perguntar, mas como não usavam avental...
Preparei-me e tomei um delicioso pequeno almoço, à janela da cozinha, apreciando o sol ainda baixo, os campos e uma ave de rapina, não sei se um açor ou um peneireiro... ou outra, que pairava a pouca distância e a pouca altura, esperando que um coelho ou outro roedor se distraísse, proporcionando-lhe a primeira refeição do dia.
Estive um bom pedaço de tempo a aprecia-la, até que, repentinamente, saindo daquele ponto estático, picou a direito até ao chão e deixei de a ver.
O ciclo natural da vida a cumprir-se, pensei. Calcei então umas botas grossas, coloquei um boné e saí sem destino determinado, somente andando pelos carreiros entre arbustos selvagens, atravessando vinhas e bordejando campos já semeados.
Cerca de uma hora depois, avistei lá ao fundo uns vizinhos que num campo fresado se atarefavam a fazer algo que não identifiquei do ponto onde me encontrava.
Decidi ir até eles, para melhor perceber o que faziam. Eram quatro, três homens e uma mulher. O terreno terá uma área de dois, dois hectares e meio e quando lá cheguei, já se achava, em parte, "plantado" de pequenos seguementos de cana, todos muito bem enfileirados e muito direitinhos.
Cumprimentei e retribuiram a saudação, sem pararem de fazer o que faziam e que era, usando uma bitola e seguindo a orientação de um arame muito bem esticado, espetar na terra os pedaços de cana.
Fiquei a observa-los durante alguns minutos, tentando perceber a finalidade do que faziam, já que tinha partido do princípio que não andariam a semear canas. Passados alguns instantes, sem perceber concretamente, que tarefa andavam aquelas almas a desempenhar, reparei, olhando para a extenção das canas que já se encontravam espetadas no solo, que, tanto vistas de frente, como de qualquer um dos lados esquerdo ou direito, elas apresentavam-se sempre em filas rigorosamente rectas. Fiquei por ali durante um bom bocado e quando os meus vizinhos já se tinham afastado do ponto onde me encontrava, decidi ir ao encontro deles e indagar a utilidade do trabalho que faziam.
Responderam-me como quem diz: então? não se está mesmo a ver? que andavam a marcar o lugar onde iriam plantar o bacêlo...
Ahhhhh!!!
Então estes pauzinhos são para marcar o lugar do ba... ahhhh... agora compreendi! E ri-me, tanto da minha ignorância, como do ar surpreendido deles.
Depois acrescentei; mas vocês têm um "olho" espectacular... conseguem fazer as fileiras rigorosamente paralelas, umas às outras e todas à mesma distância.
Voltaram a olhar-me com o mesmo ar surpreendido, como se eu estivesse a dizer a coisa mais estapafúrdia deste mundo.
Depois, encolheram os ombros e responderam-me; olhe lá, nada disto é "a olho"!
- Ah não? Então?
- Não senhor, isto é feito com régua e esquadro!
Pronto, pensei, como dei mostras de não perceber o que faziam, agora estão a querer gozar comigo, e esbocei um sorriso amarelo, assim como quem diz: tá bem abelha.
- Não acredita? Então quando formos marcar a outra carreira, já vai ver.
- Nesse caso vou esperar mais um bocado.
E assim fiz, esperei que terminassem de espetar os pauzinhos e para meu enorme espanto, quando chegaram ao fim, ficou um deles no extremo da nova carreira, outro, passou para o outro extremo e os outros dois esticaram um arame na perpendicular e... pegando num enorme esquadro em madeira e numa régua, traçaram a distância certa e a prependicular à fila anterior.
Depois de ver... e de compreender, o espanto dissipou-se, mas uma nova dúvida me surgiu; será que estes bacanos são Maçons?
Nesta não caí eu em perguntar, mas como não usavam avental...