sábado, 16 de abril de 2011
Sinto que sinto, o que sinto.
Como caçador que sai... Antes do romper da alva. E pelas quebradas vai... Correndo a lebre que salta. Sinto que me chamam o Vento, A Terra, o Sol e o Mar. E o passar do tempo, lento, E o desejo de não voltar. Sinto sede de universo, De lonjora e mansidão. Do aconchego no regresso, Que me oferece o meu chão. Sinto sede de voltar, Sem nunca chegar a partir. De te ver, de te abraçar, De te beijar, e sentir. Sinto medo de te inventar, Na lonjura da razão. De te ter, de te encontrar, De segurar tua mão.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
O Homem.
Diluem-se os tempos numa luz futura, que após outra, sucessão infinita de dias e de noites, de choros e alegrias, de conquistas e repousos, se reconstrói. Derrotas não existem, porque o Homem será eternamente guerreiro, à conquista de um reino imaginário, onde os sonhos e as mãos se confundem... e os passos, são eternamente leves.
sábado, 12 de março de 2011
Ás vezes...
Ás vezes, sou o espanto de mim mesmo
Ás vezes, olho o mundo e não o entendo
Ás vezes, sinto-me uma rocha no deserto
Ás vezes, sinto-me da razão, tão perto
Ás vezes, sinto a força brotar do medo
Ás vezes, descubro soluções a esmo
E assim, fazendo e desfazendo, vou gastando os meus dias, vou chorando as alegrias e as angústias suspirando, alimentando a esperança, alimentando o sofrimento de ter nascido esperando.
(Dedicado ao meu amigo Henrique-da-Travessa e ao seu ovo de Colombo)
;)
Ás vezes, olho o mundo e não o entendo
Ás vezes, sinto-me uma rocha no deserto
Ás vezes, sinto-me da razão, tão perto
Ás vezes, sinto a força brotar do medo
Ás vezes, descubro soluções a esmo
E assim, fazendo e desfazendo, vou gastando os meus dias, vou chorando as alegrias e as angústias suspirando, alimentando a esperança, alimentando o sofrimento de ter nascido esperando.
(Dedicado ao meu amigo Henrique-da-Travessa e ao seu ovo de Colombo)
;)
quinta-feira, 10 de março de 2011
Sonhos!
Todas as minhas raizes se afundam, no terreno imaginário dos sonhos.
Todos os meus desejos, todos os que tanto quis, e nunca fiz; se guardam e resguardam ainda, nos sonhos... naqueles sonhos que ainda não sonhei e que sonho, sonhar.
Todas as minhas certezes, são sonhos... sonhos passados, sonhados.
Todas as estrelas que compõem o firmamento, são sonhadas, nos meus sonhos. Elas não existem na verdade. Somente brilham, de noite, porque as sonho!
Todos os meus desejos, todos os que tanto quis, e nunca fiz; se guardam e resguardam ainda, nos sonhos... naqueles sonhos que ainda não sonhei e que sonho, sonhar.
Todas as minhas certezes, são sonhos... sonhos passados, sonhados.
Todas as estrelas que compõem o firmamento, são sonhadas, nos meus sonhos. Elas não existem na verdade. Somente brilham, de noite, porque as sonho!
quinta-feira, 3 de março de 2011
O Pensamento e a Liberdade
Aquilo que pensamos, não é da nossa exclusiva vontade!
O pensamento não é livre, ao contrário do que frequentemente supomos.
Cada pensamento é gerado pela influência de muitos outros, captados pelos nossos sentidos e transmitidos por alguém. Ou seja; os nossos sentidos são como uma antena de televisão que capta o que alguém está a transmitir, transfere a informação para a nossa cabeça que processa essa informação, do mesmo modo que um televisor ou um computador, servindo essas informações recebidas, para construir as nossas decisões.
É esta a dinâmica universal; o fluxo e o refluxo, a emissão e a recepção, resultando na circulação da informação.
Mas, será que a criação de informação tem um limite?
Ou terá a nossa capacidade de armazenamento dessa informação, um limite?
E, se esse limite existir; sérá o fim, a extinção da raça humana?
Descartes afirmou; "Cogito, ergo sum".
Estaria o filósofo a antever o fim da humanidade, ou a demonstrar-nos a nossa incapacidade de sermos verdadeiramente livres?!
O pensamento não é livre, ao contrário do que frequentemente supomos.
Cada pensamento é gerado pela influência de muitos outros, captados pelos nossos sentidos e transmitidos por alguém. Ou seja; os nossos sentidos são como uma antena de televisão que capta o que alguém está a transmitir, transfere a informação para a nossa cabeça que processa essa informação, do mesmo modo que um televisor ou um computador, servindo essas informações recebidas, para construir as nossas decisões.
É esta a dinâmica universal; o fluxo e o refluxo, a emissão e a recepção, resultando na circulação da informação.
Mas, será que a criação de informação tem um limite?
Ou terá a nossa capacidade de armazenamento dessa informação, um limite?
E, se esse limite existir; sérá o fim, a extinção da raça humana?
Descartes afirmou; "Cogito, ergo sum".
Estaria o filósofo a antever o fim da humanidade, ou a demonstrar-nos a nossa incapacidade de sermos verdadeiramente livres?!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Ambíguo
Ambíguo.
Este termo é frequentemente empregue, para caracterizar alguém com quem é preciso ter-se cuidado, porque nunca se sabe, para que lado irá virar-se.
No entanto, esta caracteristica, poderá identificar também uma pessoa que, tanto pode ser isto, como aquilo. Não lhe chamaria polivalente, mas sim, uma pessoa capaz de ver, de sentir, de tentar e de arriscar, para além daquilo que é convencional, e, ou seguro.
Ambíguo, poderá relacionar-se então, como a capacidade extrasensorial, dilatada.
Ou seja, uma capacidade dúctil que permite a quem a possuí saír de si mesmo e expandir-se sem amarras de qualquer espécie que a contenham.
Por outro lado, penso não ser desejável, a generalização desta "qualidade".
Imagine-se que toda a gente se tornava de um momento para o outro, ambígua e dúctil?!
Este termo é frequentemente empregue, para caracterizar alguém com quem é preciso ter-se cuidado, porque nunca se sabe, para que lado irá virar-se.
No entanto, esta caracteristica, poderá identificar também uma pessoa que, tanto pode ser isto, como aquilo. Não lhe chamaria polivalente, mas sim, uma pessoa capaz de ver, de sentir, de tentar e de arriscar, para além daquilo que é convencional, e, ou seguro.
Ambíguo, poderá relacionar-se então, como a capacidade extrasensorial, dilatada.
Ou seja, uma capacidade dúctil que permite a quem a possuí saír de si mesmo e expandir-se sem amarras de qualquer espécie que a contenham.
Por outro lado, penso não ser desejável, a generalização desta "qualidade".
Imagine-se que toda a gente se tornava de um momento para o outro, ambígua e dúctil?!
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Éramos pequeninos, mas danados prá porrada!
Sou um apreciador de castelos.
Não é a imponência da obra que atrai a minha atenção, apesar de considerar de extrema significância, um conjunto de pormenores, relativos à construção em si, como por exemplo o esforço que foi preciso dispender, para preparar o terreno de implantação, assim como o transporte dos materiais necessários e a construção própriamente dita, dado que, na sua maioria, os castelos encontram-se alcandorados em locais de difícil acesso. Sendo necessário acrescentarmos ainda, a todas estas dificuldades, o desconhecimento de meios tecnológicos e ferramentas, sendo tudo feito à base da força humana e animal.
Mas, como dizia, aquilo que atrai a minha atenção, são outros pormenores, tais como a baixa estatura dos homens que os habitavam e a exiguidade dos espaços, tais como a estreiteza das escadas de acesso às ameias. Em alguns castelos que visitei, notei que as portas, sobretudo as que dão acesso às torres, nas ameias, são baixas e estreitas, o que revela a pequena estatura dos homens daquela época. Esta observação contrasta com a valentia e força que demonstraram possuir, ao defender-se e muitas vezes, a reprimir o ataque dos invasores e sitiantes.
Conclusão: éramos pequeninos, mas danados prá porrada!
;)
Não é a imponência da obra que atrai a minha atenção, apesar de considerar de extrema significância, um conjunto de pormenores, relativos à construção em si, como por exemplo o esforço que foi preciso dispender, para preparar o terreno de implantação, assim como o transporte dos materiais necessários e a construção própriamente dita, dado que, na sua maioria, os castelos encontram-se alcandorados em locais de difícil acesso. Sendo necessário acrescentarmos ainda, a todas estas dificuldades, o desconhecimento de meios tecnológicos e ferramentas, sendo tudo feito à base da força humana e animal.
Mas, como dizia, aquilo que atrai a minha atenção, são outros pormenores, tais como a baixa estatura dos homens que os habitavam e a exiguidade dos espaços, tais como a estreiteza das escadas de acesso às ameias. Em alguns castelos que visitei, notei que as portas, sobretudo as que dão acesso às torres, nas ameias, são baixas e estreitas, o que revela a pequena estatura dos homens daquela época. Esta observação contrasta com a valentia e força que demonstraram possuir, ao defender-se e muitas vezes, a reprimir o ataque dos invasores e sitiantes.
Conclusão: éramos pequeninos, mas danados prá porrada!
;)
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