quinta-feira, 3 de março de 2011

O Pensamento e a Liberdade

Aquilo que pensamos, não é da nossa exclusiva vontade!
O pensamento não é livre, ao contrário do que frequentemente supomos.
Cada pensamento é gerado pela influência de muitos outros, captados pelos nossos sentidos e transmitidos por alguém. Ou seja; os nossos sentidos são como uma antena de televisão que capta o que alguém está a transmitir, transfere a informação para a nossa cabeça que processa essa informação, do mesmo modo que um televisor ou um computador, servindo essas informações recebidas, para construir as nossas decisões.
É esta a dinâmica universal; o fluxo e o refluxo, a emissão e a recepção, resultando na circulação da informação.
Mas, será que a criação de informação tem um limite?
Ou terá a nossa capacidade de armazenamento dessa informação, um limite?
E, se esse limite existir; sérá o fim, a extinção da raça humana?
Descartes afirmou; "Cogito, ergo sum".
Estaria o filósofo a antever o fim da humanidade, ou a demonstrar-nos a nossa incapacidade de sermos verdadeiramente livres?!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ambíguo

Ambíguo.
Este termo é frequentemente empregue, para caracterizar alguém com quem é preciso ter-se cuidado, porque nunca se sabe, para que lado irá virar-se.
No entanto, esta caracteristica, poderá identificar também uma pessoa que, tanto pode ser isto, como aquilo. Não lhe chamaria polivalente, mas sim, uma pessoa capaz de ver, de sentir, de tentar e de arriscar, para além daquilo que é convencional, e, ou seguro.
Ambíguo, poderá relacionar-se então, como a capacidade extrasensorial, dilatada.
Ou seja, uma capacidade dúctil que permite a quem a possuí saír de si mesmo e expandir-se sem amarras de qualquer espécie que a contenham.
Por outro lado, penso não ser desejável, a generalização desta "qualidade".
Imagine-se que toda a gente se tornava de um momento para o outro, ambígua e dúctil?!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Éramos pequeninos, mas danados prá porrada!

Sou um apreciador de castelos.
Não é a imponência da obra que atrai a minha atenção, apesar de considerar de extrema significância, um conjunto de pormenores, relativos à construção em si, como por exemplo o esforço que foi preciso dispender, para preparar o terreno de implantação, assim como o transporte dos materiais necessários e a construção própriamente dita, dado que, na sua maioria, os castelos encontram-se alcandorados em locais de difícil acesso. Sendo necessário acrescentarmos ainda, a todas estas dificuldades, o desconhecimento de meios tecnológicos e ferramentas, sendo tudo feito à base da força humana e animal.
Mas, como dizia, aquilo que atrai a minha atenção, são outros pormenores, tais como a baixa estatura dos homens que os habitavam e a exiguidade dos espaços, tais como a estreiteza das escadas de acesso às ameias. Em alguns castelos que visitei, notei que as portas, sobretudo as que dão acesso às torres, nas ameias, são baixas e estreitas, o que revela a pequena estatura dos homens daquela época. Esta observação contrasta com a valentia e força que demonstraram possuir, ao defender-se e muitas vezes, a reprimir o ataque dos invasores e sitiantes.
Conclusão: éramos pequeninos, mas danados prá porrada!
;)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Eu, Tu e o Ovo...

A proposito do que escreve Salvador Massano Cardoso no seu "Esquecimento", em http://quartarepublica.blogspot.com/ e do mecanismo que remete as memórias menos gratas para um a parte recôndita do nosso cerebro, como forma de auto-protecção, lembrei-me da evolução humana ao longo dos milénios.
Cientistas defendem que a origem da nossa memória, está aquém da nossa existência. Ou seja, para que o ser humanos pudesse existir, foi necessário que existisse préviamente memória, talvez somente uma memória genética.
Á luz do conhecimento actual, percebemos com facilidade essa absoluta necessidade, a qual nos remete incomensurávelmente para a velhíssima questão... do ovo e da galinha e, qual dos dois terá aparecido primeiro, sendo que só uma galinha poderá fabricar um ovo, mas só um ovo, poderá dar origem ao aparecimento de uma galinha.
Tal como com a memória e o esquecimento, colocam-se ao homem mistérios só solúveis, ainda no campo espiritual, o material... bom esse, parece que se reconstroi a cada instante.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ciência, técnica... (e) ou magia?!

Ah e tal... porque a técnica tem algo de magia!
E a ciência, o qué que tem?
Tão... a ciência é que cria a técnica, dá-lhe origem, fa-la surgir...
Ah sim?! Então, quando um cirurgião executa com êxito uma operação de alto risco, intervieram no processo, somente a ciência e a técnica... é isso?
Não, claro que interveio também o homem.
Ahhh!!!
Então e qual foio papel do homem, nesse processo?
Peraí... então o homem, aí, foi ... hmmm foi o executante da técnica, apoiado no conhecimento científico!
Pois... então e se o resultado da mesma operação, for desastroso?
Bom... nesse caso, é porque alguma coisa falhou.
Falhou... como?
Tão... ou a técnica aplicada não foi de acordo com o que a ciência determina, ou o homem não executou a técnica como devia...
Pôzé... então... e se durante a operação, o homem encontra imprevistos e decide experimentar algo que a ciência e a técnica não reconhecem?
É um risco e um recurso!
E se esse risco e esse recurso, resultam com sucesso?
Optimo!
Então e onde é que cabe a magia, no meio disto tudo?
E lá vens tu com a magia... xiça qué xato!
Então, parece-te que o facto de o homem não ficar paralizado perante o desconhecido, mas sim, tentar a descoberta de um novo caminho, perante o aparecimento de uma barreira, não se pode classificar de mágico, ou de magia?
Claro que não, pá! Repara por exemplo nas experiências feitas com ratos, em laboratório. Quando um rato é colocado à entrada de um labirinto e no outro extremo do mesmo, é colocado um pedaço de isco, o rato encontra sempre o caminho para chegar ao isco.
Hmmm... então, queres dizer que; quando buscamos algo, é porque temos a certeza que existe, mesmo que desconheçamos completamente o seu paradeiro?!
Pois! Tázaver como chegaste lá!?
E a isso não podemos chamar magia?!
Porra pá... já me táz a xatiar com essa cena da magia!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mentira, ou talvez não...

Para podermos construir uma ficção, precisamos de nos "socorrer" de elementos concretos e reais, dar-lhes um arranjo diferente, dispondo-os de forma a que, os nossos sentidos, possam construír com eles, uma nova imágem, a qual passará em dado momento, a substituir com a mesma veracidade, a imágem anterior, que deixou de ser real.
Assim, constroi-se uma mentira, ou uma nova realidade?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A influência...

Um dos aspectos que motiva o desenvolvimento da sociedade, é a influência.
A influência, manifesta-se de diferentes formas e tanto pode acelerar um processo, como retê-lo.
Em sociedade a influência, resulta habitualmente determinante e move-se na maioria das situações, a nível do pensamento.
Quantas vezes somos compelidos a avançar, ou a ficarmos parados numa determinada acção, por influência de um pensamento?!
Quantas vezes decidimos em função do conhecimento do pensamento alheio, relativamente à acção que pretendemos levar a cabo, sem nunca termos a certeza desse pensamento, mas deixando que as nossas acções sejam por ele influênciadas?!
Quando conseguimos afastar-nos desses pensamentos, os quais se encontram habitualmente amarrados a regras e a formas, na sua maioria religiosas, encontramos então a nossa espiritualidade, ou seja; ficamos a sós com nós mesmo, com a essência daquilo que somos, daquilo que é, com efeito, responsável por toda a criação e pelo resultado da mesma, quer a nível pessoal e individual, como a nivel global.
«É por isso que somos modernos. É por isso que não somos contemporâneos do futuro»
Mas somos inexorávelmente responsáveis pela sua (re)construcção.