quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ciência, técnica... (e) ou magia?!

Ah e tal... porque a técnica tem algo de magia!
E a ciência, o qué que tem?
Tão... a ciência é que cria a técnica, dá-lhe origem, fa-la surgir...
Ah sim?! Então, quando um cirurgião executa com êxito uma operação de alto risco, intervieram no processo, somente a ciência e a técnica... é isso?
Não, claro que interveio também o homem.
Ahhh!!!
Então e qual foio papel do homem, nesse processo?
Peraí... então o homem, aí, foi ... hmmm foi o executante da técnica, apoiado no conhecimento científico!
Pois... então e se o resultado da mesma operação, for desastroso?
Bom... nesse caso, é porque alguma coisa falhou.
Falhou... como?
Tão... ou a técnica aplicada não foi de acordo com o que a ciência determina, ou o homem não executou a técnica como devia...
Pôzé... então... e se durante a operação, o homem encontra imprevistos e decide experimentar algo que a ciência e a técnica não reconhecem?
É um risco e um recurso!
E se esse risco e esse recurso, resultam com sucesso?
Optimo!
Então e onde é que cabe a magia, no meio disto tudo?
E lá vens tu com a magia... xiça qué xato!
Então, parece-te que o facto de o homem não ficar paralizado perante o desconhecido, mas sim, tentar a descoberta de um novo caminho, perante o aparecimento de uma barreira, não se pode classificar de mágico, ou de magia?
Claro que não, pá! Repara por exemplo nas experiências feitas com ratos, em laboratório. Quando um rato é colocado à entrada de um labirinto e no outro extremo do mesmo, é colocado um pedaço de isco, o rato encontra sempre o caminho para chegar ao isco.
Hmmm... então, queres dizer que; quando buscamos algo, é porque temos a certeza que existe, mesmo que desconheçamos completamente o seu paradeiro?!
Pois! Tázaver como chegaste lá!?
E a isso não podemos chamar magia?!
Porra pá... já me táz a xatiar com essa cena da magia!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mentira, ou talvez não...

Para podermos construir uma ficção, precisamos de nos "socorrer" de elementos concretos e reais, dar-lhes um arranjo diferente, dispondo-os de forma a que, os nossos sentidos, possam construír com eles, uma nova imágem, a qual passará em dado momento, a substituir com a mesma veracidade, a imágem anterior, que deixou de ser real.
Assim, constroi-se uma mentira, ou uma nova realidade?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A influência...

Um dos aspectos que motiva o desenvolvimento da sociedade, é a influência.
A influência, manifesta-se de diferentes formas e tanto pode acelerar um processo, como retê-lo.
Em sociedade a influência, resulta habitualmente determinante e move-se na maioria das situações, a nível do pensamento.
Quantas vezes somos compelidos a avançar, ou a ficarmos parados numa determinada acção, por influência de um pensamento?!
Quantas vezes decidimos em função do conhecimento do pensamento alheio, relativamente à acção que pretendemos levar a cabo, sem nunca termos a certeza desse pensamento, mas deixando que as nossas acções sejam por ele influênciadas?!
Quando conseguimos afastar-nos desses pensamentos, os quais se encontram habitualmente amarrados a regras e a formas, na sua maioria religiosas, encontramos então a nossa espiritualidade, ou seja; ficamos a sós com nós mesmo, com a essência daquilo que somos, daquilo que é, com efeito, responsável por toda a criação e pelo resultado da mesma, quer a nível pessoal e individual, como a nivel global.
«É por isso que somos modernos. É por isso que não somos contemporâneos do futuro»
Mas somos inexorávelmente responsáveis pela sua (re)construcção.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

De onde surge a solução...?!

Perante o surgimento de um qualquer problema, tendemos a concentrar-nos em encontrar a forma de o solucionar.
Normalmente, após pesar e avaliar o problema de diversos ângulos, encontramos aquela que nos parece ser a única forma de o resolvermos.
Quanto maior ou mais difícil nos parece o problema, maior é a tendência para concluírmos que a única forma de o resolver, é também ela difícil e complicada, o que nos conduz muitas vezes a um estado de desespero e desânimo.
Contudo, por vezes, surge-nos quase do nada, uma segunda hipotese, simples e muitas vezes, contrária àquela que tinhamos encontrado e que nos parecia ser absoluta.
E são tantas as vezes em que essa segunda hipotese surge de onde nunca imaginámos que pudesse surgir...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Modelos, modelados

Einstein, afirmava não acreditar na educação.
Dizia:"O teu único modelo deves ser tu próprio, mesmo que esse modelo seja assustador". Contudo, foi um excelente aluno, sobretudo a matemática.
Então... a que modelo se estaria Einstein a referir?!
Acreditando ou não na educação, nunca deixaremos de ser modelos de nós próprios, uma vez que nunca teremos na vida, um a única educação...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ser... ou, não ser.

Pergunto-me com frequência:
O que é o homem?
Um conjunto mecânico e químico, dotado de uma ilusão... sob o efeito da qual, inventa o espaço e o tempo; imagens do espírito!
Então... na sua essência, o homem será somente espírito?!
Ou... o Homem é a interrogação de si mesmo?!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Orgasmo...

E... quando tudo acabou
Num instante, num orgasmo infinito
O mundo parou... A vida parou
Ao som do teu grito!

E então... as minhas mãos
Despiram o teu corpo, nu
Os teus espaços vãos
Numa sensação déja-vu

Cruzou-se-nos o olhar
Lento, calmo, distante
Buscando em nós o lugar
Do sono repousante

E voltámos, desse longe que somos
Desse peregrino andar
Provando aos gomos
Este novo manjar

E num beijo supremo
Num esforço Terreno
Descobri porque tremo
Ao teu leve aceno