segunda-feira, 5 de outubro de 2009

E dançámos...


Ouvi-a chamar, saí.
Lá estava, altíssima, brilhante, envolta por véus transparentes que deixavam adivinhar-lhe os contornos do corpo.
Ao ver-me riu-se e de imediato deu início a uma dança de enfeitiçar, escondendo-se e revelando-se, fingindo que não me via observa-la.
De cá, gritei-lhe.
Desce, vem dançar comigo!
Riu-se mais ainda, rodopiou e num gesto largo, respondeu-me.
Vem, sobe até mim e vem dançar.
Fechei os olhos e senti elevar-me no espaço, leve, rápido, nu... e dançámos.

domingo, 4 de outubro de 2009

Lá, no infinito

Olho através das janelas da tua alma e descubro o caminho para o paraíso.
Inalo o aroma que se solta dos teus cabelos e invento a chegada da Primavera.
Percorres-me a pele com a suavidade dos teus dedos e sinto o arrepio da paixão.
Invento-te e inventas-me a cada instante, reconheço a grandez a da Criação no explendor de cada beijo teu.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Do Paradoxo...

Da acção à inacção
Do parar e observar,
ao movimento do olhar
Vai um ápice, uma fracção
Vão dois tempos enovelados
que nos fogem à percepção,
nos arrebatam e castigam
Nos agridem e nos afagam
Como o som de uma canção,
ou, um segredo irrevelado!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Da Lua... À Lua!


(ampliem a imágem até à exaustão)
Hoje, ao saír de casa ainda cedo, notei a sua presença.
Pairava la no alto, magnífica, brilhante, guardiã de segredos e feitiços, senhora plena de destinos, reguladora constante de marés.
Saí sem vontade de sair, sem vontade de abandonar a largueza do espaço e vir mergulhar no campo dos que arrastam a vontade, dos que contrariam o desejo, dos que amarrotam o sonho e se entregam contrariados à função de esgravatar, arranhando com os dedos descarnados o lixo social acumulado e guardado ao longo de gerações que fazem desse lixo a sua fantasiosa subsistência.
Se sou teu prisioneiro, disse-lhe. Serás minha também.
E... click!
Aqui está ela... é minha!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Grande Selvagem



Selvagem, como o teu corpo sedento do meu que, feito mar se encapela e depois... mansamente te envolve, conciliado, adoçado pelos raios do sol que nos fazem brilhar feitos deuses, numa imensidão de saberes esquecidos e de desejos eternamente secretos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

...

Ah se eu conhecesse a magia
Para conquistar-te o coração
Se eu soubesse uma fantasia
Que te roubasse a razão...

Se eu possuísse guardada
A varinha de condão
Que ao tocar-te minha amada
Fizesse nascer-te a paixão...

Ah se eu soubesse das estrelas
Retirar todo o seu brilho
Para preencher estas telas
Que pinto seguindo o teu trilho...

Aguarelas de sonhos encantados
Com tons fortes e plangentes,
De beijos longos, alucinados
Em noites encantadas e quentes...

Ah se eu descobrisse o feitiço
Que te conquistasse a alma...
E esse teu corpo mestiço
Ou então... me matasse este amor que não se acalma.

sábado, 25 de abril de 2009

Volta

O teu beijo de revolta
Fez-me sentir o Travolta
Quando em meus braços envolta
Te pedi, te supliquei...volta!