quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Do Paradoxo...

Da acção à inacção
Do parar e observar,
ao movimento do olhar
Vai um ápice, uma fracção
Vão dois tempos enovelados
que nos fogem à percepção,
nos arrebatam e castigam
Nos agridem e nos afagam
Como o som de uma canção,
ou, um segredo irrevelado!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Da Lua... À Lua!


(ampliem a imágem até à exaustão)
Hoje, ao saír de casa ainda cedo, notei a sua presença.
Pairava la no alto, magnífica, brilhante, guardiã de segredos e feitiços, senhora plena de destinos, reguladora constante de marés.
Saí sem vontade de sair, sem vontade de abandonar a largueza do espaço e vir mergulhar no campo dos que arrastam a vontade, dos que contrariam o desejo, dos que amarrotam o sonho e se entregam contrariados à função de esgravatar, arranhando com os dedos descarnados o lixo social acumulado e guardado ao longo de gerações que fazem desse lixo a sua fantasiosa subsistência.
Se sou teu prisioneiro, disse-lhe. Serás minha também.
E... click!
Aqui está ela... é minha!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Grande Selvagem



Selvagem, como o teu corpo sedento do meu que, feito mar se encapela e depois... mansamente te envolve, conciliado, adoçado pelos raios do sol que nos fazem brilhar feitos deuses, numa imensidão de saberes esquecidos e de desejos eternamente secretos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

...

Ah se eu conhecesse a magia
Para conquistar-te o coração
Se eu soubesse uma fantasia
Que te roubasse a razão...

Se eu possuísse guardada
A varinha de condão
Que ao tocar-te minha amada
Fizesse nascer-te a paixão...

Ah se eu soubesse das estrelas
Retirar todo o seu brilho
Para preencher estas telas
Que pinto seguindo o teu trilho...

Aguarelas de sonhos encantados
Com tons fortes e plangentes,
De beijos longos, alucinados
Em noites encantadas e quentes...

Ah se eu descobrisse o feitiço
Que te conquistasse a alma...
E esse teu corpo mestiço
Ou então... me matasse este amor que não se acalma.

sábado, 25 de abril de 2009

Volta

O teu beijo de revolta
Fez-me sentir o Travolta
Quando em meus braços envolta
Te pedi, te supliquei...volta!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ida

Encontro-te a boca atrevida
Nos meus detalhes perdida
Os teus lábios de fugida
Inebriam-me a mente aturdida

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Garota de Ipanema

Recordam-se da letra da canção de Tom Jobin e Vinícius de Morais!?
Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar
...
Pois é! Voltando à minha visita a Alcácer, aquela que vos dei ontem notícia, regresso hoje ao tema para vos confidenciar um amor.
Isso! O vosso amigo Bartolomeu apaixonou-se em Alcácer!
Não, não... quer dizer... sim, também me apaixonei por Alcácer, aliás, já estive muitíssimas vezes ali, mas em todas as visitas, encontro uma nova Alcácer, sempre igual, mas sempre diferente, desta vez, para além de Alcácer, apaixonei-me por uma jovem.
Uma jovem linda, dona do olhar mais sedutor que conheci até hoje, dona da expressão mais cativante que alguma vez conheci, dona de um corpo esbelto e gracioso, dona do meu olhar e do meu amor.
Conheci-a depois do almoço, quande me dispus a dar uma última caminhada ao longo da marginal à beira do rio, daquele rio sereno, simpático, ancestral, daquele rio que já conheceu riqueza, guerra, fartura e fome extremas, daquele rio que já conheceu (todas as) civilizações desde a pré-história aos nossos tempos. Conheci-a quando pausadamente, pensando em nada, o meu olhar, como que por magia encontrou o seu e por uma magia maior, o tempo parou, durante muito tempo.
Em seguida mostro-vos as fotos da minha amada... e da família. Espero que ela me perdoe a indiscrição.





Hmmmm... estão curiosos por saber o nome da minha amada, não é verdade?!
Pois seja.
Chama-se Laridae Sadina!
;)))