segunda-feira, 25 de maio de 2009

...

Ah se eu conhecesse a magia
Para conquistar-te o coração
Se eu soubesse uma fantasia
Que te roubasse a razão...

Se eu possuísse guardada
A varinha de condão
Que ao tocar-te minha amada
Fizesse nascer-te a paixão...

Ah se eu soubesse das estrelas
Retirar todo o seu brilho
Para preencher estas telas
Que pinto seguindo o teu trilho...

Aguarelas de sonhos encantados
Com tons fortes e plangentes,
De beijos longos, alucinados
Em noites encantadas e quentes...

Ah se eu descobrisse o feitiço
Que te conquistasse a alma...
E esse teu corpo mestiço
Ou então... me matasse este amor que não se acalma.

sábado, 25 de abril de 2009

Volta

O teu beijo de revolta
Fez-me sentir o Travolta
Quando em meus braços envolta
Te pedi, te supliquei...volta!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ida

Encontro-te a boca atrevida
Nos meus detalhes perdida
Os teus lábios de fugida
Inebriam-me a mente aturdida

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Garota de Ipanema

Recordam-se da letra da canção de Tom Jobin e Vinícius de Morais!?
Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar
...
Pois é! Voltando à minha visita a Alcácer, aquela que vos dei ontem notícia, regresso hoje ao tema para vos confidenciar um amor.
Isso! O vosso amigo Bartolomeu apaixonou-se em Alcácer!
Não, não... quer dizer... sim, também me apaixonei por Alcácer, aliás, já estive muitíssimas vezes ali, mas em todas as visitas, encontro uma nova Alcácer, sempre igual, mas sempre diferente, desta vez, para além de Alcácer, apaixonei-me por uma jovem.
Uma jovem linda, dona do olhar mais sedutor que conheci até hoje, dona da expressão mais cativante que alguma vez conheci, dona de um corpo esbelto e gracioso, dona do meu olhar e do meu amor.
Conheci-a depois do almoço, quande me dispus a dar uma última caminhada ao longo da marginal à beira do rio, daquele rio sereno, simpático, ancestral, daquele rio que já conheceu riqueza, guerra, fartura e fome extremas, daquele rio que já conheceu (todas as) civilizações desde a pré-história aos nossos tempos. Conheci-a quando pausadamente, pensando em nada, o meu olhar, como que por magia encontrou o seu e por uma magia maior, o tempo parou, durante muito tempo.
Em seguida mostro-vos as fotos da minha amada... e da família. Espero que ela me perdoe a indiscrição.





Hmmmm... estão curiosos por saber o nome da minha amada, não é verdade?!
Pois seja.
Chama-se Laridae Sadina!
;)))

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Ah Pois É, Bébé

Ah pois é, dia de S. Valentim, hoje, e portanto... dia dos namorados... ou será dos enamorados?
«Lá vem este palerma do Bartolomeu, com as filosofias-baratas do costume»
Não meus amados(as) amigos(as), nem são filosofias, nem sequer as aprecei, são simplesmente reflexões. Vejamos: namorado(a), é aquele(a) que galanteia, que faz a corte, ou seja, que executa o "ritual" da sedução, ao passo que o ou a enamorado(a)é aquele(a)que se enleva, que se encanta, que se apaixona. Agora uma coisa é realíssima, compete a cada um optar pela situação com que melhor se identificar.
Hmmm? Como?
Ah sim, claro, pode começar por namorar e depois enamorar-se, o contrário é que no meu ponto de vista não tem grande lógica, de qualquer modo, penso que o mais razoável é optar por uma das duas, apesar de uma não ser incompatível com a outra.
Bom, adiante, eu a bem dizer, nem sequer vim aqui hoje para lhes falar de namorados, vim sim para lhes mostrar uma reportagem fotográfica, ilustrativa de diferentes amores que culminam num único. As fotos que irão ver de seguida, obtíve-as hoje, aproveitando a luminosidade do meio dia, em Alcácer do Sal. O rio estava sereníssimo, o casario também, assim como os campos, até as cegonhas alcândoradas das torres e as gaivotas nos rios, transbordavam de placidez.
Vejam e... deliciem-se tanto quanto eu. Ah e esparralhei-me numa magnífica açorda de marisco, regada por excelente borba branco geladinho, rematados por um delicioso pudim, e etc.
Ora vejam...

Estará o castelo a namorar a cidade, ou será que o rio se enamorou pela cidade?
Será que a cidade se encanta com o desfile mágico do rio, tendo por trás de si a presença protectora do castelo?

Temos aqui um caso de infidelidade, ou de uma trilogia amorosa? Se repararem com atenção, o barco da esquerda, representa um casal, é o «Pinto-Lusa» a "barca" da direita, é a «Amendoeira» ???

As pontes apaixonaram-se ambas pelo mesmo rio, aqui não se trata de namoro, ou de enamoro, é mesmo paixão assolapada... não conseguem ver mais nada ...

Será que a cegonha namora a torre da igreja de Santa Maria do Castelo, ou a torre, enamorou-se da cegonha?
;))))

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Só Sunshine

Vamos lá então dar as mãozinhas, fazer uma roda e executar a dança do sol... bora?!
;))


Só... a imensidão transforma o meu olhar limitado
Só... a amplidão do espaço possui a largueza que necessito para reinventar o mais profundo de mim mesmo
Só... a lonjura, a distância por alcançar, alimentam o sonho que me enche o peito e me faz desejar
Só... o calor do sol me aquece verdadeiramente a alma e me anima a dançar incessantemente a valsa da vida
Só a corrente cristalina de um rio hipnotiza os meus sentidos e me impele a descobrir onde toda a razão vai desaguar
São... tudo isto, os teus olhos... a tua boca... o teu corpo... os caminhos que não me canso de percorrer

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Mente Enveneada... ;)))


(Este gajo é uma moka do karáças... acho K se ele fosse gaja, mandava-lhe um bitaite... ou dois... não me perguntem porkê, mas kurto ouvi-lo... bués!!!)
;)))
Contava-me um amigo recentemente que ao entrar numa rotunda, chovia que se fartava, o carro, derrepente, ganhou vontade própria e andou para ali ás piruetas, e só parou quando lhe apeteceu(o carro).
Fiz um ar de surpreza e perguntei-lhe: Óh pá isso foi uma experiência transcendental, e sentis-te a sair do próprio corpo e a observar a cena de uma outra dimensão, ou ouvista a voz do carro afirmar imperiosa «tira as mãos do volante que agora quem conduz sou eu» ?
Olhou para mim irritado e mandou-me para o apêndice por onde ejacula o líquido que dá origem à vida.
Encolhi os ombros e esperei que ele escolhesse outro assunto de conversa. Entretanto fiquei a "ruminar" no gostinho especial que a maioria de nós evidencia para, quando as "coisas" descambam para alem do nosso controle, atribuirmos a culpa aos inertes.
Por exemplo: Se um gajo está na cozinha a descascar batatas e se descuida com a faca, corta um dedo, um golpezinho da treta, o que é que diz imediatamente?
Filha da puta da faca, cortou-me!
Se um tipo sobe a um escadote e se a meio se desiquilibra e malha cá em baixo, o que é que diz?
Cabrão do escadote está cos copos!
Se entra numa rotunda a chover, com velocidade desadequada para as condições do piso e o carro entra em desiquilíbrio, perde a aderência e desata a fazer peões... claro que aí o carro adquire vontade própria.
Terminadas estas ruminações, peguei no telefone e liguei para o meu amigo Roger... olha lá oh Roger, qual é a tua opinião acerca desta cena?
Diz-me ele: «Somos filhos do visionísmo, temos o corpo e a mente impregnados de veneno, um veneno que nos foi oferecido e que nós acabámos por ir bebendo voluntáriamente, acreditando que seria essa a forma de nos tornarmos herois»
Herois !? Perguntei, eu.
Sim, herois, mais não seja de nós mesmos...
Oh cum camando, este Roger lixa-me a caixa-cornea por completo... pera lá Bartolomeu, mas então um gajo nasce puro, total e completamente clean, quer de corpo, quer de espírito e depois começa a "enfrascar-se" em venenos pensando adquirir aquilo com que já nasceu?
Mas que engrenagem mais estranha!!!
Mais estranho ainda, é funcionar!!!!
;)))))))