«Lá vem este palerma do Bartolomeu, com as filosofias-baratas do costume»
Não meus amados(as) amigos(as), nem são filosofias, nem sequer as aprecei, são simplesmente reflexões. Vejamos: namorado(a), é aquele(a) que galanteia, que faz a corte, ou seja, que executa o "ritual" da sedução, ao passo que o ou a enamorado(a)é aquele(a)que se enleva, que se encanta, que se apaixona. Agora uma coisa é realíssima, compete a cada um optar pela situação com que melhor se identificar.
Hmmm? Como?
Ah sim, claro, pode começar por namorar e depois enamorar-se, o contrário é que no meu ponto de vista não tem grande lógica, de qualquer modo, penso que o mais razoável é optar por uma das duas, apesar de uma não ser incompatível com a outra.
Bom, adiante, eu a bem dizer, nem sequer vim aqui hoje para lhes falar de namorados, vim sim para lhes mostrar uma reportagem fotográfica, ilustrativa de diferentes amores que culminam num único. As fotos que irão ver de seguida, obtíve-as hoje, aproveitando a luminosidade do meio dia, em Alcácer do Sal. O rio estava sereníssimo, o casario também, assim como os campos, até as cegonhas alcândoradas das torres e as gaivotas nos rios, transbordavam de placidez.
Vejam e... deliciem-se tanto quanto eu. Ah e esparralhei-me numa magnífica açorda de marisco, regada por excelente borba branco geladinho, rematados por um delicioso pudim, e etc.
Ora vejam...

Estará o castelo a namorar a cidade, ou será que o rio se enamorou pela cidade?
Será que a cidade se encanta com o desfile mágico do rio, tendo por trás de si a presença protectora do castelo?

Temos aqui um caso de infidelidade, ou de uma trilogia amorosa? Se repararem com atenção, o barco da esquerda, representa um casal, é o «Pinto-Lusa» a "barca" da direita, é a «Amendoeira» ???

As pontes apaixonaram-se ambas pelo mesmo rio, aqui não se trata de namoro, ou de enamoro, é mesmo paixão assolapada... não conseguem ver mais nada ...

Será que a cegonha namora a torre da igreja de Santa Maria do Castelo, ou a torre, enamorou-se da cegonha?
;))))

