domingo, 1 de fevereiro de 2009

Aquilo Que O Meu Olhar Vê



Ha pouco, ha poucochinho, saí para o alpendre de minha casa e, voltando o olhar para oriente, para o lugar de onde o sol nasce e onde se reflectia naquele momento, fui presenteado pela natureza, que exibindo a sua natural beleza, tal e qual mulher garbosa, consciente do seu encanto me convidou a capta-la através da objectiva. Mas, como captá-la seria ínfimo, perante tão grandioso quadro, tornou-se imperativo mostrá-la, sem contudo deixar de a guardar.
Quem apreciar, delicie-se tal como eu, com este momento de magia.
Agora, enquanto escrevo estas linhas, olho através da vidraça. Aquilo que lá estava continua, mas, entre o sol e a terra, intrepuzeram-se nuvens, que impedem as plantas de brilhar e que à terra roubam o calor.
Daqui a pouco, a poucochinho, voltará a brilhar o sol e estender-se por estes campos encharcados, voltará esta bela mulher a que chamam natureza a readquirir o seu brilho o seu glamour e a sua esbelta e sensual silhueta voltarão a seduzir-me.
Não vou gastar já o rolo todo, vou guardar algumas fotografias para mais tarde.
;)))

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Meu deserto de Rosas

Hoje vim falar de flores... melhor, vim falar de uma flor, uma rosa a rosa do deserto!
Óh sô Sting... mande brasa por favor.


Habituámo-nos a relacionar o nome de rosa com uma planta, caracterizada por possuir raízes, caule, folhas e pétalas. (não, não me esqueci dos espinhos, mas evitei-os, não fosse picar-me neles)
Ora bem, a rosa do deserto, é uma formação calcária gerada pelo efeito das raras chuvas que ao cairem sobre a areia do deserto, fazem com que se misturem com partículas de gêsso,as quais, pelo efeito do calor escaldante solidificam, dando desse modo origem a "esculturas" em tudo semelhantes a rosas. Essas esculturas, aparecem à superfície, fruto dos fortes ventos que fustigam as areias e... quando surgem atraem a atenção e "enfeitiçam" o seu "achador".
Sem alguma vez ter tido o privilégio de passear pelo deserto, já tive contudo a oportunidade de conhecer algumas rosas, espontâneas, naturais e tão enfeitiçantes pelo singelo prefume que delas se solta, quanto uma maravilhosa rosa do deserto.
Play it again Sting...
;)))

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

De Ti...

Soltam-se flores dos teus cabelos
Quando tu passas por mim
Desses cabelos tão belos
Cheirosos como um jardim

Soltam-se dos teus lábios sorrisos
Das tuas finas mãos, estrelas
Flores, dos teus cabelos lisos
Belos, como só as coisas belas

Quando andas és miragem
Composta de fantasia
Saborosa como a aragem
Fresca da maresia

Quando te tenho em meus braços
Ou sonho que beijo teus lábios
Pétalas de rosa ou de um lilás
Que se espalham em teu regaço
Esqueço os conselhos sábios
Só de amar-te sou capaz

Quando andas, não sei se andas, se sou eu que te sonho.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Respondendo... (ou, pensando responder)





Pretendo responder com este vídeo aos comentários que as minhas amigas tão amávelmente quiseram deixar no post anterior.
Em muitos momentos da nossa vida, sentimo-nos uma ínfima partícula de algo que desconhecemos, mas que acreditamos fazer parte de uma imensa e transcendental obra. Sentimo-nos... muitas vezes perdidos num céu pintado, ora de cores brilhantes e quentes, ora de negros e frios cinzentos.
Faz parte dessa viagem a que não nos podemos furtar e que certamente nos conduz ao crescimento pessoal, o qual só se concretizará se tiver como componente mais forte, o amor. And... at last, but in the beginning, we will find Him. Será que este Ele que buscamos incessantemente é a complitude de nós mesmo?
Será que Ele, somos nós quando completos?
Será por isso que fomos concebidos à sua imágem e nos tornaremos Nele depois de completarmos o caminho?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A Estrada...



Quantas estradas será necessário "palmilhar" para que um tipo se sinta um homem?
Aos 14 anos, à mesa do jantar, num mês de Março, anunciei de surpresa aos meus pais: Vou passar estes dias de férias da Páscoa a acampar!
Após alguns momentos de silêncio, a minha mãe, talvez alertada pelo sentido feminino que tudo intuí, perguntou receosa... e com quem vais?
Sózinho, respondi.
Ai filho, é muito perigoso, e para onde vais?
Isso ainda não sei, vou por aí.
Naquela época não eram ainda sonhados os telemóveis, as comunicações eram estabelecidas básicamente por telefone, por carta ou telegrama.
Passados os primeiros minutos de desconcerto, a minha mãe começou a despejar perguntas e a apresentar argumentos desencorajadores, enquanto o meu pai terminava a refeição pacatamente sem se manifestar.
Quando terminámos a refeição a minha mãe, percebendo que os argumentos não estavam a surtir efeito, perguntou a opinião ao meu pai. Ele olhou-a de frente e respondeu: Deixa-o, já tem idade para se saber orientar.
No dia da partida tinha um farnel arranjado, um dinheirinho, muita roupinha quente (porque as noites decorriam frias) e um rol de recomendações quase infindável.
Dei um beijo à minha mãe e disse-lhe sossegadamente: Não se preocupe mãe, está na altura de descobrir o mundo.
A partir daquele dia, muitas foram as saídas e regressos da e à casa paterna e materna. Muitas foram as estradas que palmilhei, muitas foram as gentes com que me cruzei, muito foi o conhecimento e a experiência que bebi de todos eles, muitas foram as partilhas.
Mas... será que me posso considerar um homem?
Algo que o mundo me ensinou a entender, foi precisamente que os caminhos são infinitos, tal como o crescimento, tal como o conhecimento, tal como amadurecimento, tal como o prazer de dar e receber.
Será que algum dia o Homem se irá achar completo?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

The musical box

Será que a vida, tambem pode ser uma caixinha de música?!


Estaríamos no ano setenta-e-qualquer-coisa, teria eu uns vinte-e-qualquer-coisa anos, vieram a Portugal os "Genesis" o Crime of the century era ainda recentíssimo e o pessoal andava todo mortinho por ver actuar as grandes bandas.
Exibiram-se em Cascais, no pavilhão super-lotado, na rua super-lotada, no jardim, na praia.
Aqui o cromo conseguiu entrar sem bilhete, literalmente empurrado numa corrente de gente madura.
Lá dentro o mundo deixou de existir, a magia do som, das luzes, da grandiosidade da banda, invadiam por completo os sentidos daqueles que ainda os possuíam operantes.
Depois, foi a praia, a praia dos pescadores, onde a festa dos sentidos continuou, onde encontrei uma menina linda que me encantou e a quem encantei, cantando... Brush back your air, and let me get to know your flesh...

Peace Train

Continuando na linha do Gato (da Maria Árvore) e do Esteves (do Bartolomeu)...



Repararam no gesto de mão feito pelo Senhor Yusuf quando dedicou o seu Trem da Vida ao Senhor Mohamed, prémio Nóbel da Paz?
Pois foi, ele ergueu a mão direita, na direcção do Homem!
Hmm... Hmm...

Não sei se alguma vez se interrogaram acerca da origem do aperto de mão!?
Não?... Sim?...
Pois é, a coisa remonta ao tempo dos Egípcios. Tinha como finalidade demonstrar reciprocamente que nenhum dos dois empunhava uma arma, ou seja, que tinha as mãos limpas.
;)))
Consigo ouvir aqui os vossos pensamentos!
Estão as vossas mentes a cogitar... Bahh!!! nesse caso os canhotos podiam lixar os destros, até porque, os canhotos são por definição gajos mais hábeis no manuseamento de objectos.
Mas ha um outro aspecto a acrescentar... é que, uma ancestral revelação, diz que o membro direito corresponde ao amor e o esquerdo à força.
Bom, tudo isto seria irrelevante, ou menos relevante, se por coincidência não fosse o Egipto habitado por um povo subjugado que Moisés conduziu pelo deserto durante 40 anos até Canaã, ou seja, a Terra prometida por Deus, ou seja, a actual Israel.
Certamente já notaram que a bandeira Israelita é composta ao centro por uma estrela de 6 pontas, inscrita a azul, designada por Estrela de David, tal como o símbulo de emergência médica, é constituído por uma estrela, azul, tambem de 6 pontas, com um bordão e uma serpente inscritos ao centro, a branco.
Ou seja, a bandeira de Israel é composta por uma estrela azul de 6 pontas, inscrita sobre fundo branco, e o símbulo de emergência médica é composto por uma estrela azul, com um bordão e uma serpente enrolada ao mesmo, em branco.
Sendo que, o criador do símbulo de emergência médica, tenha sido Leo R. Schwartz, nascido na américa do norte, mas... Schwartz será um nome de origem judaica?!
Voltando à história do aperto de mão e do lado direito ser o da bondade e o esquerdo o da força, temos um outro aspecto a ter em conta... as linhas da mão. Se repararem as linhas inscritas na palma da mão da generalidade das pessoas, configura um M, algumas porem, raras, apresentam uma estrela, essas pertencem aos "escolhidos".
Voltando ao trem da paz...e, ou ao trem da vida..."something good is to comming, some day"
;)