D'ont giv'in Without a fight
Ké komo kem diz... "não entregues os pontos sem espernear"
Olá my friend's!!!
Já não vos colocava as bistinhas em cima desde o ano transacto.
Durante estes dias ouvi muitos amigos formularem desejos de muita paz, saúde, felicidade, dinheiro e até houve quem me desejasse mais tesão, para o ano que ontem começou. Na verdade senti que alguns dos desejos ultrapassavam o mero cliché. Senti sobretudo que paira no ar, de mão-dada com o medo pelo desconhecido, o medo pelos resultados daquilo em que se possa transformar tudo o que já se conhece. Assediam-nos diariamente, notícias desoladoras de uma transformação social, que nos parece o caudal de um rio que aumenta minuto a minuto, resultado das chuvas torrenciais que não param de cair. Parece-nos que os céus se abriram e desabam sobre as nossas cabeças.
But, we must never giv up!
Aliás, desistir é algo que não caracteriza os humanos. Quando as condições se apresentam mais desfavoráveis, quando a sensação que se tem é de completa impotência e nos parece que não há mais nada que se possa fazer, surge-nos sempre um sinal, um pensamento que ganha dimensão e se contrapõe à crise, surgindo com ele a solução que nos permite readquirir a estabilidade que julgávamos perdida. Este "fenómeno" acontece na nossa vida individual e social. É o nosso espírito gregário que nos conduz ás grandes crises, mas é ele também que nos mantém lutadores, reivindicativos, esperançosos, activos, produtivos e regeneradores.
Este palavreado todo, não pretende seduzir ninguém, tão pouco culminar numa frase poética e profética, do estilo "meus irmãos... eu sou a salvação!"
;)))
Nã senhor, este palavreado todo, tem uma única intenção, dizer-lhes que a humanidade possui uma força irredutível que assenta naquele espírito gregario da espécie, complementada pela inteligência, feita de acumulação de experiências, e que, é fundamental, é imprescindível manter-nos atentos e cooperantes, e... sentirmo-nos e tocar-nos uns aos outros.
Juntos, seremos capazes de resistir!
;))
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Simbiose
Já velhinho mas ainda com um bozeirõe quinté me faz arrepios nos testículos:
Hoje não me apetece versejar... talvez rimar.
A minha amiga querida de Seu nome Inês, direccionou a minha atenção para uma reflexão. A questão da originalidade e daquilo que vulgarmente se designa por plágio.
Ora bem, creio que este assunto, para ser bem "debulhado" obrigar-nos-ia a regredir uma montanha de tempo... no tempo. No meu caso levar-me-ia a uns milhares de anos atrás... ou seria... à frente. Ai meu bom Deus, que se me está a surgir nova dúvida. Bom, vamos concentrar a atenção nesta, para já. Dizia eu que ha uns milhares de anos atrás, ainda não conhecia a palavra simbiose, muito menos o seu significado, iniciei uma viágem que me levou desde a ásia central, até lá cima à zona do litoral ocidental da Galiza. Não fiz a viagem de uma assentada, obviamente, até porque ainda não existiam estradas nem veículos, aquilo que é hoje desigando por Europa, era uma zona geográfica repleta de animais selvagens e de montanhas, e o clima era lixado. Resumindo, para conseguir chegar à Galiza, precisei de morrer e nascer um porradão de vezes. Morrer foi fácil. Uma vez porque um sacana de um tigre dente de sabre me deu uma patada que me botou a tripalhada toda de fora, outra porque um urso que me apanhou desprevenido e me filou o cachaço, outra porque um auroque marado dos cornos me afinfou uma marrada que me atirou pró malagueiro... resumindo, antes de chegar a metade da jornada, já tinha batido a pataleta e renascido umas centenas de vezes.
O engraçado da questão é que comecei a notar que em cada renascimento, vinha encontrar tudo diferente daquilo que tinha deixado.
É!
O pessoal começou a aparecer vestido com umas peles, começavam a conseguir comunicar-se através de sons e de gestos, juntávam-se à noite em volta do fogo e partilhavam o alimento e as experiências, olhavam para as pedras, os paus e os ossos e imaginavam objectos e utensílios e adornos a que depois davam forma.
E... facto a que dei muita importância. Passaram a substituir a técnica da paulada na cabeça da fêmia, o posterior arrastamento pelos cabelos até à caverna e a consequente cópula, pela dança da sedução. O processo tornou-se mais trabalhoso, mas os resultados foram compensatórios. A humanidade aumentou exponêncialmente.
Nesta época, eu ainda não tinha ouvido falar naquilo que afinal tem sido o verdadeiro responsável pela evolução humana, o código genético. Essa espiral constituída por cromossomas que armazenam toda a informação que nos define no estado actual e que afinal, é a soma das transformações operadas desde que iniciei essa viàgem ha milhares de anos.
Onde nos conduz todo este arrazoado ? Perguntais vos com toda propriedade...
Tudo aquilo que fica dito, conduz-nos em primeira instância à grande questão levantada públicamente pelo Guilherme, aquele rapaz que adorava sacudir a pêra, conhecido pelo nick-name de Shakespeare. Perguntou ele no 3º acto do seu "Hamlet" em tom desafiatório, ao maralhal... "to be, or... not to be"... "that is the question?"
Claro que foi esta "question" que fez com que aqui o cromo se mantivesse a caminhar desde ha milhares de anos, passando consecutivamente pelo processo do renascimento.
Mas... e a resposta a tão inquietante pergunta?
Surge 100 anos depois, pela autoria do Renato, aquele filosofo francéis que todos conhecem pelo nomezinho de Descartes, disse o moço: "Dubito, ergo cogito, ergo sum" oh seija... "Eu duvido, logo penso, logo existo".
Ai o caraças... então afinal, é que é que ficamos?
Para tentar desonevlar a "coisa", tive de voltar a fazer um exercício de memória e recordar-me de comé ca "coisa" tinha aumentado de tamanho. E então, pé ante-pé, lá fui chegando à conclusão que foi precisamente o plágio que me fez evoluir.
É verdade!
É que, de cada vez que evoluí, foi porque adaptei aquilo que alguem me contou e que posteriormente contei a alguem, que por sua vez contou a outro e por aí adiante.
Voltando à questão do Abana a Pêra "ser ou não ser" e à resposta do Des, "cogito", encontro o encadeamento lógico para tudo.
Assim sendo, e porque imagino que quem conseguiu chegar até aqui na leitura já esteja fartinho de me aturar, vou resumir.
Em minha opinião, nada é absolutamente inédito. Tão pouco os pensamentos, visto que esses são sempre fruto de uma aprendizagem que se obtem através da imagem e do som, mas sempre vinda de uma fonte que por sua vez a obteve de outra, and so, and so, and so.
Já aconteceu a todos, penso eu, estarem a ouvir alguem falar pela primeira vez de determinado pensamento, ou ideia e pensarem... olha! eu já tinha pensado precisamente nisto, como é que este bacano foi ter precisamente o mesmo pensamento que eu?
Hmmm?
Ah o título! Já quase me esquecia. Bom "simbiose" tem origem no Grego (Zorba) deriva da junção de sýn, juntamente + bíosis, modo de vida.
;)
Então minha querida Inês, na minha humble opinion, a cena toda já vem de muito longe e fundamenta-se na necessidade de partilhar experiências, conhecimentos, opiniões, medos, desejos, paixões e... mentiras, muitas mentiras, afinal, secalhar a nossa existência não passa de uma mentira sem tamanho.
Quécáxas?
;)))
Hoje não me apetece versejar... talvez rimar.
A minha amiga querida de Seu nome Inês, direccionou a minha atenção para uma reflexão. A questão da originalidade e daquilo que vulgarmente se designa por plágio.
Ora bem, creio que este assunto, para ser bem "debulhado" obrigar-nos-ia a regredir uma montanha de tempo... no tempo. No meu caso levar-me-ia a uns milhares de anos atrás... ou seria... à frente. Ai meu bom Deus, que se me está a surgir nova dúvida. Bom, vamos concentrar a atenção nesta, para já. Dizia eu que ha uns milhares de anos atrás, ainda não conhecia a palavra simbiose, muito menos o seu significado, iniciei uma viágem que me levou desde a ásia central, até lá cima à zona do litoral ocidental da Galiza. Não fiz a viagem de uma assentada, obviamente, até porque ainda não existiam estradas nem veículos, aquilo que é hoje desigando por Europa, era uma zona geográfica repleta de animais selvagens e de montanhas, e o clima era lixado. Resumindo, para conseguir chegar à Galiza, precisei de morrer e nascer um porradão de vezes. Morrer foi fácil. Uma vez porque um sacana de um tigre dente de sabre me deu uma patada que me botou a tripalhada toda de fora, outra porque um urso que me apanhou desprevenido e me filou o cachaço, outra porque um auroque marado dos cornos me afinfou uma marrada que me atirou pró malagueiro... resumindo, antes de chegar a metade da jornada, já tinha batido a pataleta e renascido umas centenas de vezes.
O engraçado da questão é que comecei a notar que em cada renascimento, vinha encontrar tudo diferente daquilo que tinha deixado.
É!
O pessoal começou a aparecer vestido com umas peles, começavam a conseguir comunicar-se através de sons e de gestos, juntávam-se à noite em volta do fogo e partilhavam o alimento e as experiências, olhavam para as pedras, os paus e os ossos e imaginavam objectos e utensílios e adornos a que depois davam forma.
E... facto a que dei muita importância. Passaram a substituir a técnica da paulada na cabeça da fêmia, o posterior arrastamento pelos cabelos até à caverna e a consequente cópula, pela dança da sedução. O processo tornou-se mais trabalhoso, mas os resultados foram compensatórios. A humanidade aumentou exponêncialmente.
Nesta época, eu ainda não tinha ouvido falar naquilo que afinal tem sido o verdadeiro responsável pela evolução humana, o código genético. Essa espiral constituída por cromossomas que armazenam toda a informação que nos define no estado actual e que afinal, é a soma das transformações operadas desde que iniciei essa viàgem ha milhares de anos.
Onde nos conduz todo este arrazoado ? Perguntais vos com toda propriedade...
Tudo aquilo que fica dito, conduz-nos em primeira instância à grande questão levantada públicamente pelo Guilherme, aquele rapaz que adorava sacudir a pêra, conhecido pelo nick-name de Shakespeare. Perguntou ele no 3º acto do seu "Hamlet" em tom desafiatório, ao maralhal... "to be, or... not to be"... "that is the question?"
Claro que foi esta "question" que fez com que aqui o cromo se mantivesse a caminhar desde ha milhares de anos, passando consecutivamente pelo processo do renascimento.
Mas... e a resposta a tão inquietante pergunta?
Surge 100 anos depois, pela autoria do Renato, aquele filosofo francéis que todos conhecem pelo nomezinho de Descartes, disse o moço: "Dubito, ergo cogito, ergo sum" oh seija... "Eu duvido, logo penso, logo existo".
Ai o caraças... então afinal, é que é que ficamos?
Para tentar desonevlar a "coisa", tive de voltar a fazer um exercício de memória e recordar-me de comé ca "coisa" tinha aumentado de tamanho. E então, pé ante-pé, lá fui chegando à conclusão que foi precisamente o plágio que me fez evoluir.
É verdade!
É que, de cada vez que evoluí, foi porque adaptei aquilo que alguem me contou e que posteriormente contei a alguem, que por sua vez contou a outro e por aí adiante.
Voltando à questão do Abana a Pêra "ser ou não ser" e à resposta do Des, "cogito", encontro o encadeamento lógico para tudo.
Assim sendo, e porque imagino que quem conseguiu chegar até aqui na leitura já esteja fartinho de me aturar, vou resumir.
Em minha opinião, nada é absolutamente inédito. Tão pouco os pensamentos, visto que esses são sempre fruto de uma aprendizagem que se obtem através da imagem e do som, mas sempre vinda de uma fonte que por sua vez a obteve de outra, and so, and so, and so.
Já aconteceu a todos, penso eu, estarem a ouvir alguem falar pela primeira vez de determinado pensamento, ou ideia e pensarem... olha! eu já tinha pensado precisamente nisto, como é que este bacano foi ter precisamente o mesmo pensamento que eu?
Hmmm?
Ah o título! Já quase me esquecia. Bom "simbiose" tem origem no Grego (Zorba) deriva da junção de sýn, juntamente + bíosis, modo de vida.
;)
Então minha querida Inês, na minha humble opinion, a cena toda já vem de muito longe e fundamenta-se na necessidade de partilhar experiências, conhecimentos, opiniões, medos, desejos, paixões e... mentiras, muitas mentiras, afinal, secalhar a nossa existência não passa de uma mentira sem tamanho.
Quécáxas?
;)))
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Fui "picado" por uma Rosa... dos Ventos
Um dia, hei-de conseguir colocar uma música, sem ser necessário que os meus amigos recorram ao Youtube, até lá...
http://www.youtube.com/watch?v=o26SlmROH5Q
Perco-me divagando, em rastos antigos
Em sombras e sons, nos ventos perdido
Acho-me, dispersso em toscos abrigos
Busco em tudo, para tudo, um sentido
Encontro amigos, nas mãos ancorados
Peregrinando, em busca de um sonho
Todos em mim e, eu neles amparados
Trocando saberes com um ar risonho
E... Reinvento-me a cada curva fechada
Rio, com cada raio de sol que me aquece
Adormeço, em cada floresta encantada
Persigo aquele sonho que não me esquece
;)
http://www.youtube.com/watch?v=o26SlmROH5Q
Perco-me divagando, em rastos antigos
Em sombras e sons, nos ventos perdido
Acho-me, dispersso em toscos abrigos
Busco em tudo, para tudo, um sentido
Encontro amigos, nas mãos ancorados
Peregrinando, em busca de um sonho
Todos em mim e, eu neles amparados
Trocando saberes com um ar risonho
E... Reinvento-me a cada curva fechada
Rio, com cada raio de sol que me aquece
Adormeço, em cada floresta encantada
Persigo aquele sonho que não me esquece
;)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Será que um dia me irão nascer guelrras...?
Quando o meu tempo findar
Não enterres o meu corpo
Entrega-o sim, mas ao mar
Sê do meu desejo arquétipo
Não quero que bichos o comam
Nem que a terra o desfaça
Quero que os fundos recolham
Os restos d'esta barcaça
Quero o seu descanso eterno
Entre as algas e corais
Como que ao ventre materno
Voltando pelos seus ais
Quando o meu tempo findar
Entrega-o naquela morada
Sem esquife ou cortejo a acompanhar
Só o corpo, nu, sem mais nada!
Não enterres o meu corpo
Entrega-o sim, mas ao mar
Sê do meu desejo arquétipo
Não quero que bichos o comam
Nem que a terra o desfaça
Quero que os fundos recolham
Os restos d'esta barcaça
Quero o seu descanso eterno
Entre as algas e corais
Como que ao ventre materno
Voltando pelos seus ais
Quando o meu tempo findar
Entrega-o naquela morada
Sem esquife ou cortejo a acompanhar
Só o corpo, nu, sem mais nada!
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
E Tu... Quem És?
Sou a mistura de terras desconhecidas
De águas muitas, claras, mas bravias
De sóis escaldantes, de ventanias
Sou a grêta que se abre em terra estéril
Sou o verbo, sou, o desejo incumprido
A flôr que desponta ao sol primaveril
Sou, o bravo guerreiro já de lutas abolido
Sou filho de amores... e de sonhos grandiosos
Sou actor profano de peças reescritas
Percorri caminhos, galguei escarpas ardilosas
Bebi amores, vomitei cruas desditas
E... da terra à terra, retorno sempre esperançoso.
E tu... Quem és?
De águas muitas, claras, mas bravias
De sóis escaldantes, de ventanias
Sou a grêta que se abre em terra estéril
Sou o verbo, sou, o desejo incumprido
A flôr que desponta ao sol primaveril
Sou, o bravo guerreiro já de lutas abolido
Sou filho de amores... e de sonhos grandiosos
Sou actor profano de peças reescritas
Percorri caminhos, galguei escarpas ardilosas
Bebi amores, vomitei cruas desditas
E... da terra à terra, retorno sempre esperançoso.
E tu... Quem és?
domingo, 16 de novembro de 2008
Lua
http://www.youtube.com/watch?v=G82VUCzrhQo&NR=1
Sinto-te chegar, como sempre envolta em teu manto mágico de poeira luminosa.
Entras em silêncio pelo quarto, nua, lânguida, diáfana, vagarosa, querendo encantar-me.
Traças pelo chão, pela cama a tua presença, até que, subtilmente tocas o meu corpo nu que ansioso aguardava pelo teu.
Morna, acaricias-me a pele num arrepio cósmico, fingindo querer acordar-me, sabendo que não dormia.
De novo, como sempre, marcas-me no corpo os teus desejos, como se meus fossem. Deitas-te comigo, amas-me, envolves-me nos teus braços, sonho-te estonteante no meu leito,enquanto foste a minha pele.
Depois, sem um beijo, passas para lá da vidraça ainda aberta, regressas ao teu firmamento encantado ondede danças com as estrelas, deixando-me a pensar se me amas realmente, ou se o teu encanto que me encata não passa de um castigo que mereço.
Amanhã , se ainda fores nova lua, cá estarei, despido sobre o meu leito, esperando pelo teu abraço.
;))
Sinto-te chegar, como sempre envolta em teu manto mágico de poeira luminosa.
Entras em silêncio pelo quarto, nua, lânguida, diáfana, vagarosa, querendo encantar-me.
Traças pelo chão, pela cama a tua presença, até que, subtilmente tocas o meu corpo nu que ansioso aguardava pelo teu.
Morna, acaricias-me a pele num arrepio cósmico, fingindo querer acordar-me, sabendo que não dormia.
De novo, como sempre, marcas-me no corpo os teus desejos, como se meus fossem. Deitas-te comigo, amas-me, envolves-me nos teus braços, sonho-te estonteante no meu leito,enquanto foste a minha pele.
Depois, sem um beijo, passas para lá da vidraça ainda aberta, regressas ao teu firmamento encantado ondede danças com as estrelas, deixando-me a pensar se me amas realmente, ou se o teu encanto que me encata não passa de um castigo que mereço.
Amanhã , se ainda fores nova lua, cá estarei, despido sobre o meu leito, esperando pelo teu abraço.
;))
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
O Sabor e a Vista
Brincando um cadito cos sons:
http://www.youtube.com/watch?v=klKCQZJEFlA&feature=related
Inicia-se agora, a época do ano que muito me agrada. Não direi que seja a que mais me agrada, porque dedico a minha preferência à Primavera e ao Outono. Contudo, a aspreza dos dias genuínos de inverno, confere-me uma sensação de bem-estar interior, quase insuperável.
Os fenómenos meteorológicos próprios da época, a nudez dos campos e das árvores, o recolhimento das gentes, faz-me sentir como se o mundo fosse só meu. É estranha esta agradável sensação, mais estranha ainda, por que não tem a ver com o meu carácter natural. Isto, porque gosto de interagir, de conversar, de initimizar, de perguntar, de sentir a naturalidade e genuinidade dos locais e das pessoas. Não prefiro o campo interior ao litoral, não me extasio mais no cimo de uma montanha nortenha, que perdido no meio da planície alentejana. Ah a propósito, adoro perder-me por caminhos desconhecidos. Parece estranho e contraditório este gosto, na medida em que vai no sentido oposto àquele que è "normal". Um dos locais onde me deu prazer perder-me foi no "Pulo do Lobo", concelho de Mértula. Bah... para ser sincero , não cheguei bem a perder-me, pois sem recorrer a indicações de ninguem, passado pouco tempo, encontrei o caminho. A paisagem que se disfruta no Pulo do Lobo, é algo de extraordinário, contudo, é a sensação do inóspito e do vazio que nos conferem a sensação do eterno. O espaço, o silêncio, o abrupto, o insólito da paisagem que parece um pedaço de superfície de outro planeta, levam-nos a reflectir sobre a dimensão universal da existência. Depois, ha outro aspecto que me regala nesta época. A gastronomia. Nunca me sabe tão bem como no Inverno, depois de percorrer estradas de montanha, geladas e solitárias, uma refeição confeccionada da forma tradicional, com os produtos da região, tomada num restaurante de estrada, sobretudo se no interior crepitar um lume, seja de lareira, ou até de salamandra. As carnes, os legumes, o pão, o vinho e os doces.... aiii os doces, sabem-me pela vida, como costumava dizer a minha avó. E a acompanhar tudo isto, a conversa interessada dos donos da casa.
Bom, está a chegar-se o fim de semana, quem sabe o menino Bartolomeu solta as amarras e vai por aí à descoberta de novos espaços, ambientes e paladares!?
http://www.youtube.com/watch?v=klKCQZJEFlA&feature=related
Inicia-se agora, a época do ano que muito me agrada. Não direi que seja a que mais me agrada, porque dedico a minha preferência à Primavera e ao Outono. Contudo, a aspreza dos dias genuínos de inverno, confere-me uma sensação de bem-estar interior, quase insuperável.
Os fenómenos meteorológicos próprios da época, a nudez dos campos e das árvores, o recolhimento das gentes, faz-me sentir como se o mundo fosse só meu. É estranha esta agradável sensação, mais estranha ainda, por que não tem a ver com o meu carácter natural. Isto, porque gosto de interagir, de conversar, de initimizar, de perguntar, de sentir a naturalidade e genuinidade dos locais e das pessoas. Não prefiro o campo interior ao litoral, não me extasio mais no cimo de uma montanha nortenha, que perdido no meio da planície alentejana. Ah a propósito, adoro perder-me por caminhos desconhecidos. Parece estranho e contraditório este gosto, na medida em que vai no sentido oposto àquele que è "normal". Um dos locais onde me deu prazer perder-me foi no "Pulo do Lobo", concelho de Mértula. Bah... para ser sincero , não cheguei bem a perder-me, pois sem recorrer a indicações de ninguem, passado pouco tempo, encontrei o caminho. A paisagem que se disfruta no Pulo do Lobo, é algo de extraordinário, contudo, é a sensação do inóspito e do vazio que nos conferem a sensação do eterno. O espaço, o silêncio, o abrupto, o insólito da paisagem que parece um pedaço de superfície de outro planeta, levam-nos a reflectir sobre a dimensão universal da existência. Depois, ha outro aspecto que me regala nesta época. A gastronomia. Nunca me sabe tão bem como no Inverno, depois de percorrer estradas de montanha, geladas e solitárias, uma refeição confeccionada da forma tradicional, com os produtos da região, tomada num restaurante de estrada, sobretudo se no interior crepitar um lume, seja de lareira, ou até de salamandra. As carnes, os legumes, o pão, o vinho e os doces.... aiii os doces, sabem-me pela vida, como costumava dizer a minha avó. E a acompanhar tudo isto, a conversa interessada dos donos da casa.
Bom, está a chegar-se o fim de semana, quem sabe o menino Bartolomeu solta as amarras e vai por aí à descoberta de novos espaços, ambientes e paladares!?
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