terça-feira, 24 de junho de 2008

Um castelo em claras

Ora bem... como a minha amiga Minucha me pede mais e a minha amiga Fausta me pede que arrebite, vou tentar satisfazer-lhes as vontades!?

Construí um castelo com claras
Claras, não. Brancas, eram brancas
Brancas pedras que arranquei
Com estas mãos da terra escavada
Ergui-o pedra-a-pedra com amor
Todo o trabalho foi feito com amor
Coloquei-lhe varandas e janelas de sacada
Voltei este castelo para sul, para o mar
Para ver chegar as aves na primavera
Nascia o sol com que despertáva à minha esquerda
Poisava no horizonte ao fim do dia, na direita
E perdia-se-me o olhar nesse horizonte
Renovava-se uma esperança a nascente
Adiava-se um futuro a poente
O presente indefinível permanecia nesse castelo
Todo construído de claras... claras não! Brancas!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

E S'Eu Fosse Um Pássaro?

Ah se eu fosse aquele pássaro além
Dono dos céus, senhor das brisas
Se o meu canto, encantasse alguem
Atravessando mágico, essas brumas lisas

Ah se o meu canto fosse ouvido
Se te tocasse o coração solitário
E se, como asa, batendo sem sentido
Encontrando-te, me acalmasse o desvario

Ah se eu fosse aquele pássaro além
Aquele que esvoaça de ramo em ramo
Buscando uns braços que o embalem
Como eu busco os lábios de quem amo

Ah se a brisa me levasse para longe
Se vendavais arrancassem estas penas
Se me transformasse numa ave-monge
Deixaria de dormir pelas empenas

terça-feira, 3 de junho de 2008

Adeus meu amor!!

Rasgo a pele, querendo arrancar as marcas profundas que em mim deixaste.

Mas persiste em mim o teu perfume, não me sai dos lábios o doce dos teus beijos.

Não morre no meu peito, no meu ventre, no meu sexo, o desejo de ti.

Não se apaga a memória do som dos teus gemidos.

Ecoam ainda vibrantes nesta casa as palavras com que te despediste.

Adeus meu amor!!

domingo, 18 de maio de 2008

Naturalmente!!??

Salvador Dali, disse um dia: Entre a Natureza e mim está em curso uma grande batalha, porque eu tenho de melhorar a Natureza. Eu diria que o objectivo de controlar e "melhorar" a Natureza, tem sido a "pedra filosofal" da maioria dos cientistas. Todos aqueles que até aos nossos dias desenvolveram fórmulas que conduziram à descoberta processos tecnológicos, visaram com isso tornar a vida humana mais prática, mais veloz, mais confortável, em suma, num processo natural, tentaram modificar a Natureza no seu rumo original.
Pensemos: Se acontecesse um súbito cataclísmo universal, manter-se-íam para além dele esses conhecimentos e essas descobertas, ou seria novamente a lei da Natureza a comandar os destinos do Homem?
;))

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O Tempo!

Hoje, apetece-me filosofar um pouco...
O Tempo!
De entre tudo aquilo que consideramos natural, o tempo é inegávelmente, aquilo que, sendo abstracto, compõe, condiciona, ou regula, todos os momentos da nossa vida.
Momentos!
Espaços, mais ou menos curtos, que por indefiníveis razões, ou motivos, dividem o tempo e tornam-no memorável.
O tempo é atribuído de modo igual, mas, partilhado de maneiras diferentes e aproveitado, usado, ou gasto de infinitas formas, mesmo que, de forma nenhuma.
O tempo!
Alquímia da existência, sequência de hiatos, preenchidos pela presença dos sentidos.
Reformulemos então a expressão "Penso, logo... existo" digamos que... Se recordo o tempo, então...conheço os momentos, assim sendo, a nova expressão passa a ser: " Conheço, logo... sou tempo"
;)))))

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O Mar De Novo - De Novo O Mar!

Pousam-me os olhos, sobre
Esse mar sereno
Enche-se o mundo, pobre
De desejo pleno

Completa-se o sonho, quieto
Nesse horizonte eterno
Astro pungente, amuleto
Planeta etereo, corpo morno

Pousam-me os olhos sobre esse mar
Exalta-se em mim o desejo
A vontade imensa de te amar
De afogar todo este amor num só beijo

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Oh Mar ! (a pedido da Slim)

Oh Mar!...
Tu que conheces o encanto e o pranto,
que cobres tanta terra como um manto.
Que imenso, tocas o céu , no horizonte,
Diz-me mar... onde fica a tua fonte?
És tu oh mar!...
Onde os homens se agigantam e se perdem
Onde se encontram, ou se ajoelham
Senhores dos sonhos e das brumas
Ligando os mundos como estradas

Diz-me mar...
É do homem que te vem essa força com que o esmagas?