http://www.youtube.com/watch?v=-1auRCameVY
Bom... life is an'ilusion!!!
Ou... uma utupia, ou... uma metáfora!
E... porque tudo é feito de ilusões e de equívocos dos sentidos, é que todos avançamos por esta trilha ilusória, convencidos da nossa auto-determinação e, assim, convencendo os outros, da sua.
A primeira coisa de que nos convenceram, assim que nascemos, foi de que sabiamos alimentar-nos. Puro engano, alguns d nós, morrem mais rápidamente por erros sucessívos de alimentação.
Depois, convenceram-nos que sabiamos falar. Outro engano, mesmo depois de muitos anos de prática deste exercício, somos confrontados com a necessidade de transmitir um pensamento, uma ideia, um sentimento, um desejo e não somos capazes de encontrar as palavras necessárias para o fazer, ou sequer de construírmos a frase que os consiga expressar.
Em seguida, convenceram-nos de que sabiamos andar. Pura ilusão! Passamos um tempão a tentar ganhar equilíbrio, depois a ensaiar os primeiros passos, depois as primeiras corridas, depois as primeiras caminhadas e, quando estamos convencidos de que já dominamos completamente a técnia... enfraquecem-se-nos as pernas... começamos a tropeçar, depois... a cair e por fim... tombamos de vez!
A vida é uma ilusão!!!
quarta-feira, 26 de março de 2008
terça-feira, 25 de março de 2008
E & C
Hoje vou falar sobre equídeos!
Uiii, consigo ouvir as vossas mentes a pensar "de certezinha que o gajo vai escrever sobre sexo".
... não vou escrever sobre sexo, mas para que não se sintam defraudados, pontualmente e discretamente insinuarei uns pequenos apontamentos com carácter sexual.
Afinal se cá estamos hoje é porque pelo menos um homem e uma mulher, dedicaram algum tempo das suas vidas numa actividade que culmina em orgasmo, que por sua vez apelidamos de sexo... ok, ok, ha também quem perfira chamar-lhe amor, ou então, "fazer amor".
Bahhh, como se alguem pudesse fazer algo que não é mais que um sentimento... a velha mania de chamar coisas diferentes às coisas, só para que uns pensem coisas diferentes daquelas coisas que afinal, são as coisas que se pretende dizer.
Bom, mas eu disse que não ia falar especialmente de sexo, mas sim de cavalos e éguas. É verdade!
Sempre senti uma especial atracção por cavalos ... lá estão vocês... não tem nada a ver com sexo, caramba, tirem o sexo da cabeça e concentrem-se somente naquilo que estou a querer transmitir. ok?
Bom, então vamos lá.
Quando ainda vivia na cidade, alimentava o desejo de um dia ir viver para o campo e de possuir um cavalo e uma égua e, consequentemente os descendentes que conseguissem "produzir".
Como o início deste desejo demorou a concretizar-se, um dia decidi ter aulas de equitação e comecei a frequentar uma escola de equitação.
Porreiro, foi fixe, conheci bué piple, a maioria a atirar pro snob, bué "tias e tios" que davam muitíssimo mais importância à etiqueta que identificava a marca da bota, ou da calça, ou do colete, que propriamente aos ensinamentos do equitador, mas cada um é como é e agente finge que num topa népias e, cada um segue com a sua vidinha.
Quando iniciei as minhas lides equestres, fui atribuído a um equitador, o Zé, tipo interessantíssimo, que passo a descrever.
Baixo, pernas arqueadas, oculos fundo de garrafa, meio careca, speedado/desorientado, sempre a rir e sempre engatatão. O facto é que, ou por ser tão descontraído e natural, ou porque desempenhava também o papel de administrador e relações-públicas da escola, o mulherio até lhe dava alguma atenção.
Ao segundo dia de aulas, eu e o Zé, já nos tratávamos por tu e, como descobrimos o gosto mutuo por wisky, acabámos o dia no barzinho da escola a beber 2 ou 3.
Estes finais de dia, repetiram-se e repetia-se também o tema de conversa do Zé.
-Sabes Bartolomeu? Eu faço vir as gajas quando andam no volteio!
Este gajo é tolo, pensei com os meus botões.
Como não dei continuação à conversa, o meu amigo Zé, voltou à carga.
- Já são muitos anos, já as topo muito bem, quando elas começam a ficar vermelhas, meto o cavalo a trote e elas vêem-se num instante.
Ai o caráças, ouve lá òh Zé, pensas que sou tótó?
-Não acreditas? Quando for dar volteio, chamo-te para veres.
-Foda-se óh Zé, chamas-me para quê?
- Para veres a gaja a vir-se à valentona em cima do cavalo, algumas quase desmaiam.
-Vai-te pó ... deve ser, deve.
-Vais ver, prá próxima eu chamo-te.
-Oh Zé, ainda não percebeste? eu não estou interessado em ir-me especar no picadeiro, à espera que uma gaja que anda no volteio, se venha. Não me estás a ver, pois não?
- O meu amigo Zé mudou de assunto e eu acompanhei, mas, mais volta menos volta, lá ia o gajo cair no assunto das clientes da escola, que eram boas como o milho e, que aquela era cheia de papel e a outra que era divorciada e ia lá com a filha e porque aquela matulona é que era boa para ti, até que tive de me impôr com o Zé.
- Oh Zé desculpa lá, mas assim não dá meu, estou-me a cagar para a vida particular das clientes e das mamãs das meninas, pá. Ouve uma coisa Zé, eu não tenho interesse nenhum pela vida particular das pessoas, topas?
Como o Zé exibiu um ar de espanto, decidi sossegá-lo.
Ouve man, por aquilo que percebo, não gosto menos de mulheres que tu, só que, não me interessa andar a espiar as vidas delas, tal como não me interessa que espiem a minha, ok?
- Acho que o zé não percebeu patavina, o mundo dele, girava num eixo diferente do meu, apesar de se tocarem em alguns pontos.
Confesso que, deixei de me relacionar tão intimamente com o Zé, sem deixar no entanto de conversar e de por vezes beber um copo.
Um final de tarde chuvoso, estáva a montar no picadeiro, e o amigo ´Zé numa das cabeceiras a dar aula de volteio a uma jovem senhora, possívelmente, na casa dos trinta, quando num trote curto me aproximei do local onde eles estavam, o Zé fez-me sinal para parar. Quando se está no picadeiro, as ordens dadas pelo equitador, são para se cumprir, assim fiz. Parei e fiquei a aguardar indicações. Eis senão quando o amigo zé dá voz de trote ao cavalo do volteio e reparo no ar afogueado da senhora, foi um instante, enquanto a jovem amazona, inclinou a cabeça para trás, colocou o olhar no vazio e lentamente, deixou-se escorregar de lado até ao chão.
Imediatamente saltei da sela e dirigi-me à senhora ainda meio atordoada e ofegante, ajudei-a a levantar, mas estou certo que ela nem sequer me viu. Ajudei-a a chegar às bancadas e a sentar, perguntei-lhe se queria um copo de água, ou outra coisa. Respondeu-me que estava bem, que não precisava de nada. Nesse momento ouvi a voz do Zé Manuel chamar-me para montar o meu cavalo que já tinha aproveitado a liberdade para passear pelo picadeiro.
Quando olhei para o Zé Manuel, pude compreender que exibia um enorme ar de satisfação por ter conseguido provar-me que conseguia fazer uma mulher atingir o orgasmo em cima do cavalo.
Mas... afinal, prometi que ia falar de éguas e cavalos...
Bom, amanhã volto ao assunto dos equídeos.
Está prometido!!
Uiii, consigo ouvir as vossas mentes a pensar "de certezinha que o gajo vai escrever sobre sexo".
... não vou escrever sobre sexo, mas para que não se sintam defraudados, pontualmente e discretamente insinuarei uns pequenos apontamentos com carácter sexual.
Afinal se cá estamos hoje é porque pelo menos um homem e uma mulher, dedicaram algum tempo das suas vidas numa actividade que culmina em orgasmo, que por sua vez apelidamos de sexo... ok, ok, ha também quem perfira chamar-lhe amor, ou então, "fazer amor".
Bahhh, como se alguem pudesse fazer algo que não é mais que um sentimento... a velha mania de chamar coisas diferentes às coisas, só para que uns pensem coisas diferentes daquelas coisas que afinal, são as coisas que se pretende dizer.
Bom, mas eu disse que não ia falar especialmente de sexo, mas sim de cavalos e éguas. É verdade!
Sempre senti uma especial atracção por cavalos ... lá estão vocês... não tem nada a ver com sexo, caramba, tirem o sexo da cabeça e concentrem-se somente naquilo que estou a querer transmitir. ok?
Bom, então vamos lá.
Quando ainda vivia na cidade, alimentava o desejo de um dia ir viver para o campo e de possuir um cavalo e uma égua e, consequentemente os descendentes que conseguissem "produzir".
Como o início deste desejo demorou a concretizar-se, um dia decidi ter aulas de equitação e comecei a frequentar uma escola de equitação.
Porreiro, foi fixe, conheci bué piple, a maioria a atirar pro snob, bué "tias e tios" que davam muitíssimo mais importância à etiqueta que identificava a marca da bota, ou da calça, ou do colete, que propriamente aos ensinamentos do equitador, mas cada um é como é e agente finge que num topa népias e, cada um segue com a sua vidinha.
Quando iniciei as minhas lides equestres, fui atribuído a um equitador, o Zé, tipo interessantíssimo, que passo a descrever.
Baixo, pernas arqueadas, oculos fundo de garrafa, meio careca, speedado/desorientado, sempre a rir e sempre engatatão. O facto é que, ou por ser tão descontraído e natural, ou porque desempenhava também o papel de administrador e relações-públicas da escola, o mulherio até lhe dava alguma atenção.
Ao segundo dia de aulas, eu e o Zé, já nos tratávamos por tu e, como descobrimos o gosto mutuo por wisky, acabámos o dia no barzinho da escola a beber 2 ou 3.
Estes finais de dia, repetiram-se e repetia-se também o tema de conversa do Zé.
-Sabes Bartolomeu? Eu faço vir as gajas quando andam no volteio!
Este gajo é tolo, pensei com os meus botões.
Como não dei continuação à conversa, o meu amigo Zé, voltou à carga.
- Já são muitos anos, já as topo muito bem, quando elas começam a ficar vermelhas, meto o cavalo a trote e elas vêem-se num instante.
Ai o caráças, ouve lá òh Zé, pensas que sou tótó?
-Não acreditas? Quando for dar volteio, chamo-te para veres.
-Foda-se óh Zé, chamas-me para quê?
- Para veres a gaja a vir-se à valentona em cima do cavalo, algumas quase desmaiam.
-Vai-te pó ... deve ser, deve.
-Vais ver, prá próxima eu chamo-te.
-Oh Zé, ainda não percebeste? eu não estou interessado em ir-me especar no picadeiro, à espera que uma gaja que anda no volteio, se venha. Não me estás a ver, pois não?
- O meu amigo Zé mudou de assunto e eu acompanhei, mas, mais volta menos volta, lá ia o gajo cair no assunto das clientes da escola, que eram boas como o milho e, que aquela era cheia de papel e a outra que era divorciada e ia lá com a filha e porque aquela matulona é que era boa para ti, até que tive de me impôr com o Zé.
- Oh Zé desculpa lá, mas assim não dá meu, estou-me a cagar para a vida particular das clientes e das mamãs das meninas, pá. Ouve uma coisa Zé, eu não tenho interesse nenhum pela vida particular das pessoas, topas?
Como o Zé exibiu um ar de espanto, decidi sossegá-lo.
Ouve man, por aquilo que percebo, não gosto menos de mulheres que tu, só que, não me interessa andar a espiar as vidas delas, tal como não me interessa que espiem a minha, ok?
- Acho que o zé não percebeu patavina, o mundo dele, girava num eixo diferente do meu, apesar de se tocarem em alguns pontos.
Confesso que, deixei de me relacionar tão intimamente com o Zé, sem deixar no entanto de conversar e de por vezes beber um copo.
Um final de tarde chuvoso, estáva a montar no picadeiro, e o amigo ´Zé numa das cabeceiras a dar aula de volteio a uma jovem senhora, possívelmente, na casa dos trinta, quando num trote curto me aproximei do local onde eles estavam, o Zé fez-me sinal para parar. Quando se está no picadeiro, as ordens dadas pelo equitador, são para se cumprir, assim fiz. Parei e fiquei a aguardar indicações. Eis senão quando o amigo zé dá voz de trote ao cavalo do volteio e reparo no ar afogueado da senhora, foi um instante, enquanto a jovem amazona, inclinou a cabeça para trás, colocou o olhar no vazio e lentamente, deixou-se escorregar de lado até ao chão.
Imediatamente saltei da sela e dirigi-me à senhora ainda meio atordoada e ofegante, ajudei-a a levantar, mas estou certo que ela nem sequer me viu. Ajudei-a a chegar às bancadas e a sentar, perguntei-lhe se queria um copo de água, ou outra coisa. Respondeu-me que estava bem, que não precisava de nada. Nesse momento ouvi a voz do Zé Manuel chamar-me para montar o meu cavalo que já tinha aproveitado a liberdade para passear pelo picadeiro.
Quando olhei para o Zé Manuel, pude compreender que exibia um enorme ar de satisfação por ter conseguido provar-me que conseguia fazer uma mulher atingir o orgasmo em cima do cavalo.
Mas... afinal, prometi que ia falar de éguas e cavalos...
Bom, amanhã volto ao assunto dos equídeos.
Está prometido!!
domingo, 23 de março de 2008
Lá & Cá
Pois é... estive no Brasil, não ontem, nem ante-ontem, já passaram 15 dias.
Estive na antiga capital, Rio de Janeiro, estive hospedado no Copacabana Palace, na Av. Atlântica, a um passo do "calçadão" e a dois da praia.
Poucos locais onde já estive me provocaram a sensação de desagrado, porem o Rio, para além de desagrado, fez-me sentir logo de início o desejo quase incontível de me vir imediatamente embora.
No percurso do aeroporto para a cidade, avistam-se múltiplos aspectos de degradação, de desarrumação de completa pobreza e sujidade. O povo apesar de demonstrar afabilidade, é de uma indolência exasperante. Devo confessar, percorri diferentes artérias da cidade, a pé, com o relógio no pulso, por vezes atendendo o telemóvel e absolutamente sózinho. Duas coisas aconteceram: nem fui assaltado, tão pouco me apercebi de algum movimento nesse sentido e não fui abordado por uma carioca, desejando transar. Estas duas constatações, confirmam as minhas suspeitas... sou tão feio, mas tão feio, que nem os ladrões se arriscam, tão pouco as brasileiras.
Mas, minhas amigas e meus amigos, aquilo que mais me impressionou verificar naquele povo, foi a ausência de objectivos. Ao 2º dia de estadia, já fartíssimo de toda aquela indolência, enquanto me deslocava em visita ao "Corcovado", perguntei ao motorista do carro, o que faziam sentados em cadeiras, nos passeios, uns indivíduos que já tinha observado com frequência e que não me parecia que estivessem a vender alguma coisa. O motorista respondeu-me "não estão fazendo nada". Não? Mas eu já vi vários por aí, sentados em cadeiras isoladas, mas, são tantos assim, sem fazer nada?
Perante a minha admiração o motorista, sempre pausadamente reafirmou "é! esses cara tão só por aí" e argumentou "sabe o que é? brasileiro tem um lema de vida". Acredito que tenha, mas fico curioso, qual é esse lema? "relaxa e aproveita", responde-me o "cara" solicito.
Assim sendo, está tudo dito e, eu é que estou desenquadrado no meio de toda aquela bagunça.
E pronto, basei, não sem antes uma rapariga muito simpática me dedicar este tema;
http://www.youtube.com/watch?v=RzehD1VyuWE&feature=related
Elba Ramalho, chama-se ela... beijinho Elba, já cá estou... no meu aconchego!!!
;)
Estive na antiga capital, Rio de Janeiro, estive hospedado no Copacabana Palace, na Av. Atlântica, a um passo do "calçadão" e a dois da praia.
Poucos locais onde já estive me provocaram a sensação de desagrado, porem o Rio, para além de desagrado, fez-me sentir logo de início o desejo quase incontível de me vir imediatamente embora.
No percurso do aeroporto para a cidade, avistam-se múltiplos aspectos de degradação, de desarrumação de completa pobreza e sujidade. O povo apesar de demonstrar afabilidade, é de uma indolência exasperante. Devo confessar, percorri diferentes artérias da cidade, a pé, com o relógio no pulso, por vezes atendendo o telemóvel e absolutamente sózinho. Duas coisas aconteceram: nem fui assaltado, tão pouco me apercebi de algum movimento nesse sentido e não fui abordado por uma carioca, desejando transar. Estas duas constatações, confirmam as minhas suspeitas... sou tão feio, mas tão feio, que nem os ladrões se arriscam, tão pouco as brasileiras.
Mas, minhas amigas e meus amigos, aquilo que mais me impressionou verificar naquele povo, foi a ausência de objectivos. Ao 2º dia de estadia, já fartíssimo de toda aquela indolência, enquanto me deslocava em visita ao "Corcovado", perguntei ao motorista do carro, o que faziam sentados em cadeiras, nos passeios, uns indivíduos que já tinha observado com frequência e que não me parecia que estivessem a vender alguma coisa. O motorista respondeu-me "não estão fazendo nada". Não? Mas eu já vi vários por aí, sentados em cadeiras isoladas, mas, são tantos assim, sem fazer nada?
Perante a minha admiração o motorista, sempre pausadamente reafirmou "é! esses cara tão só por aí" e argumentou "sabe o que é? brasileiro tem um lema de vida". Acredito que tenha, mas fico curioso, qual é esse lema? "relaxa e aproveita", responde-me o "cara" solicito.
Assim sendo, está tudo dito e, eu é que estou desenquadrado no meio de toda aquela bagunça.
E pronto, basei, não sem antes uma rapariga muito simpática me dedicar este tema;
http://www.youtube.com/watch?v=RzehD1VyuWE&feature=related
Elba Ramalho, chama-se ela... beijinho Elba, já cá estou... no meu aconchego!!!
;)
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Olá meus queridos amigos!!!!!!
Olá meus queridos amigos!!!!!!
Este é um post que não é um post, na medida em que pretende unicamente ser notícia de mim.
;))))
A vossa simpatia e amizade não tem obtido da minha parte a atenção devida e a devida correspondência.
Porém, preciso que saibam, que se mantêem no meu pensamento e, que não tenho escrito nem comentado, sobretudo porque das minhas ocupações profissionais não me tem restado tempo.
Até meio do próximo mês, vou continuar nesta azáfama, depois e, sobretudo depois de arrumar as ideias e de me voltar a poder concentrar, voltarei ao vosso convívio.
Até lá, recebam de mim beijos imensos, tanto os machos como as fêmias.
Não, não virei bicha... hãn?
Eu explico...
Esive recentemente num país do médio oriente e assisti a ao costume daquelas gentes (homens), que se beijam quando se encontram, tal como nós, apertamos o bacalhau.
Ora, nessa altura o vosso amigo Bartolomeu, cogitou consigo mesmo... espera lá... se estes marmajos que dão o corpinho ao manifesto no sofisma do paraíso, onde os aguardam 1000 virgens (todas fêmias) e se cumprimentam de beijinho... então é porque não são menos machos que eu e o meu vizinho Carvalho que até se baba quando vamos na rua e passa por nós uma fêvera a quem ele dispara de imediato... "até te chupava as unhinhas dos pés".
Portanto minhas e meus amigos, a partir de agora estão abulidos os preconceitos, iniciei uma campanha pelo beijo... indiscriminadamente.
lololololollolol
Beijões para todos!!!!!!!!!!!
Este é um post que não é um post, na medida em que pretende unicamente ser notícia de mim.
;))))
A vossa simpatia e amizade não tem obtido da minha parte a atenção devida e a devida correspondência.
Porém, preciso que saibam, que se mantêem no meu pensamento e, que não tenho escrito nem comentado, sobretudo porque das minhas ocupações profissionais não me tem restado tempo.
Até meio do próximo mês, vou continuar nesta azáfama, depois e, sobretudo depois de arrumar as ideias e de me voltar a poder concentrar, voltarei ao vosso convívio.
Até lá, recebam de mim beijos imensos, tanto os machos como as fêmias.
Não, não virei bicha... hãn?
Eu explico...
Esive recentemente num país do médio oriente e assisti a ao costume daquelas gentes (homens), que se beijam quando se encontram, tal como nós, apertamos o bacalhau.
Ora, nessa altura o vosso amigo Bartolomeu, cogitou consigo mesmo... espera lá... se estes marmajos que dão o corpinho ao manifesto no sofisma do paraíso, onde os aguardam 1000 virgens (todas fêmias) e se cumprimentam de beijinho... então é porque não são menos machos que eu e o meu vizinho Carvalho que até se baba quando vamos na rua e passa por nós uma fêvera a quem ele dispara de imediato... "até te chupava as unhinhas dos pés".
Portanto minhas e meus amigos, a partir de agora estão abulidos os preconceitos, iniciei uma campanha pelo beijo... indiscriminadamente.
lololololollolol
Beijões para todos!!!!!!!!!!!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Bartô & Amélie
Amélia... Amélia...!
Ainda um pouco ofegante, cheguei perto de Amélia que se mantinha estática de frente para o mar e para aquele luar imenso que tornava a sua silhueta mais brilhante e enigmática.
-Consegues imaginar onde nos encontramos, Bartolomeu?
Com o olhar perdido no infinito, Amélia lançou-me esta interrogação.
- Cabo da Roca, suponho, estarei enganado?
- No tempo em que nos encontramos, ainda não ganhou esse nome, virá a chamar-se assim, daqui a alguns séculos...
-Séculos?... mas então, em que época nos encontramos?... ou seja, em que ano estamos? que data é hoje?
- Hoje não tem data Bartolomeu, hoje não existe ainda, encontramo-nos antes do início dos tempos de que tu tens conhecimento.
- Ah pronto, assim já nos começamos a entender! O que me estás a dizer concretamente, é que morri, e estou algures, esperando uma passagem para outro algures, é isso?
- Não sejas palerma Bartolomeu! O facto de até aqui teres aprendido a reger a tua vida por um calendário repleto de datas e de acontecimentos situados ereméticamente nessas datas, não é de modo nenhum a confirmação de que outro tempo não exista, inclusivamente, paralelamente ao outro.
-Ah sim, a tal questão de Einstein, da relatividade e do paralelismo, ok! Então diz-me lá uma coizinha só, Amélinha do meu coração... qual dos dois tempos é que existe na verdade?
- Não gozes Bartolomeu, ambos os tempos existem paralelamente, a questão é que, não consegues ter consciência de ambos em simultâneo, entendes? Aliás, esse senhor que referiste, ensinou-te isso, quando te enunciou as teorias da quântica.
-Xacáver Amélia, queres dizer então que neste momento, me encontro preso num determinado hiato de tempo, apesar de o tempo que serve de referência à minha existência consciente estar a decorrer em simultâneo, é isso?
-Hmmm, não se trata propriamente de um hiato, mas para que possas perceber melhor, digamos que sim.
-Ah, muito bem, e é a ti que fico a dever tamanho prodígio?
-Vê se entendes de uma vez Bartolomeu, nada daquilo que estás a viver se fica a dever à minha vontade, mas sim e somente à tua. Quando formulaste o teu desejo na noite de ano novo.
-Sabes querida Amélia? Já estou fartérrimo de formular desejos, tanto em ocasiões vulgares, como em especiais e somente esta se foi concretizar, isto é que eu chamo de sorte hein...
-Pois meu querido, mas como te disse, nesta questão, sirvo somente de intermediária num processo.
-E... quando é que toda esta história irá terminar?
Amélia fingiu que não escutou a minha pergunta e, após alguns momentos, voltou-se na minha direcção e, exibindo novamente o seu sorriso encantador, perguntou-me...
-Conheces a lenda que está ligada ao Cabo da Roca, Bartolomeu?
-Lenda? Nem sabia que neste tempo em que estamos, já tinham inventado as lendas.
-Deixa de gozar Bartolomeu e, se aceitas um conselho, aproveita esta experiência extraordinária que muitíssimo poucos mortais tiveram ainda oportunidade de viver.
-Ok Amélia, venha então de lá essa tal lenda.
Amélia aproximou-se e depositou nos meus lábios um beijo apaziguador, iniciando a narrativa da lenda.
- Esta lenda irá ocorrer num tempo posterior àquele em que nos encontramos, mas muito anterior àquele de onde vieste. Irá passar-se neste preciso lugar e, passar-se-ha do seguinte modo... num pequeno lugar próximo deste, irão morar um menino de 5 anos e sua mãe. Certo dia a criança desaparecerá e a sua mãe procurá-lo-a em vão por todos os cantos da aldeia. Uns dias após o seu desaparecimento, uns pastores que irão passar por este local, ouvirão, vindo de um fundo buraco na rocha, o choro de uma criança. Alarmados, irão ver e perceberão tratar-se da criança desaparecida. Correrão imediatamente até ao lugar e avisarão a mãe desesperada e os restantes habitantes. Imediatamente correrão todos ao local e, conseguirão retirar o menino do buraco. Abraçada ao seu filho, soluçando de alegria, a mãe desesperada, ouvi-lo-à relatar o acontecido. Umas mulheres, haviam-no levado pelos ares e deitado naquele buraco. Porém logo depois, aprecera uma senhora muito linda e luminosa que o tinha acalmado e todos os dias lhe levava uma sopinha de rosas, com que se tinha mantido todo aquele tempo. Perante tanta alegria e contentamento, decidirão, mãe e aldeãos, seguir em romaria como forma de agradecimento à capelinha de Nossa Senhora. Logo que entrarem no templo e o menino vir a imagem de Nossa Senhora, exclamará... Mãe, foi aquela a Senhora que todos os dias me levou a sopinha!!!
Vês Bartolomeu, como é possível que dois tempos diferentes coexistam?
Ainda um pouco ofegante, cheguei perto de Amélia que se mantinha estática de frente para o mar e para aquele luar imenso que tornava a sua silhueta mais brilhante e enigmática.
-Consegues imaginar onde nos encontramos, Bartolomeu?
Com o olhar perdido no infinito, Amélia lançou-me esta interrogação.
- Cabo da Roca, suponho, estarei enganado?
- No tempo em que nos encontramos, ainda não ganhou esse nome, virá a chamar-se assim, daqui a alguns séculos...
-Séculos?... mas então, em que época nos encontramos?... ou seja, em que ano estamos? que data é hoje?
- Hoje não tem data Bartolomeu, hoje não existe ainda, encontramo-nos antes do início dos tempos de que tu tens conhecimento.
- Ah pronto, assim já nos começamos a entender! O que me estás a dizer concretamente, é que morri, e estou algures, esperando uma passagem para outro algures, é isso?
- Não sejas palerma Bartolomeu! O facto de até aqui teres aprendido a reger a tua vida por um calendário repleto de datas e de acontecimentos situados ereméticamente nessas datas, não é de modo nenhum a confirmação de que outro tempo não exista, inclusivamente, paralelamente ao outro.
-Ah sim, a tal questão de Einstein, da relatividade e do paralelismo, ok! Então diz-me lá uma coizinha só, Amélinha do meu coração... qual dos dois tempos é que existe na verdade?
- Não gozes Bartolomeu, ambos os tempos existem paralelamente, a questão é que, não consegues ter consciência de ambos em simultâneo, entendes? Aliás, esse senhor que referiste, ensinou-te isso, quando te enunciou as teorias da quântica.
-Xacáver Amélia, queres dizer então que neste momento, me encontro preso num determinado hiato de tempo, apesar de o tempo que serve de referência à minha existência consciente estar a decorrer em simultâneo, é isso?
-Hmmm, não se trata propriamente de um hiato, mas para que possas perceber melhor, digamos que sim.
-Ah, muito bem, e é a ti que fico a dever tamanho prodígio?
-Vê se entendes de uma vez Bartolomeu, nada daquilo que estás a viver se fica a dever à minha vontade, mas sim e somente à tua. Quando formulaste o teu desejo na noite de ano novo.
-Sabes querida Amélia? Já estou fartérrimo de formular desejos, tanto em ocasiões vulgares, como em especiais e somente esta se foi concretizar, isto é que eu chamo de sorte hein...
-Pois meu querido, mas como te disse, nesta questão, sirvo somente de intermediária num processo.
-E... quando é que toda esta história irá terminar?
Amélia fingiu que não escutou a minha pergunta e, após alguns momentos, voltou-se na minha direcção e, exibindo novamente o seu sorriso encantador, perguntou-me...
-Conheces a lenda que está ligada ao Cabo da Roca, Bartolomeu?
-Lenda? Nem sabia que neste tempo em que estamos, já tinham inventado as lendas.
-Deixa de gozar Bartolomeu e, se aceitas um conselho, aproveita esta experiência extraordinária que muitíssimo poucos mortais tiveram ainda oportunidade de viver.
-Ok Amélia, venha então de lá essa tal lenda.
Amélia aproximou-se e depositou nos meus lábios um beijo apaziguador, iniciando a narrativa da lenda.
- Esta lenda irá ocorrer num tempo posterior àquele em que nos encontramos, mas muito anterior àquele de onde vieste. Irá passar-se neste preciso lugar e, passar-se-ha do seguinte modo... num pequeno lugar próximo deste, irão morar um menino de 5 anos e sua mãe. Certo dia a criança desaparecerá e a sua mãe procurá-lo-a em vão por todos os cantos da aldeia. Uns dias após o seu desaparecimento, uns pastores que irão passar por este local, ouvirão, vindo de um fundo buraco na rocha, o choro de uma criança. Alarmados, irão ver e perceberão tratar-se da criança desaparecida. Correrão imediatamente até ao lugar e avisarão a mãe desesperada e os restantes habitantes. Imediatamente correrão todos ao local e, conseguirão retirar o menino do buraco. Abraçada ao seu filho, soluçando de alegria, a mãe desesperada, ouvi-lo-à relatar o acontecido. Umas mulheres, haviam-no levado pelos ares e deitado naquele buraco. Porém logo depois, aprecera uma senhora muito linda e luminosa que o tinha acalmado e todos os dias lhe levava uma sopinha de rosas, com que se tinha mantido todo aquele tempo. Perante tanta alegria e contentamento, decidirão, mãe e aldeãos, seguir em romaria como forma de agradecimento à capelinha de Nossa Senhora. Logo que entrarem no templo e o menino vir a imagem de Nossa Senhora, exclamará... Mãe, foi aquela a Senhora que todos os dias me levou a sopinha!!!
Vês Bartolomeu, como é possível que dois tempos diferentes coexistam?
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
À Atenção de Lady Papoila
Á minha frente, banhada pela refulgente luz da lua, Amélia mantinha-se inalcançável. Sempre que incitava o meu cavalo a galopar mais rápido, na tentativa de alcançar a égua de Amélia, ela tambem aumentava a velocidade, mantendo inalterável a distância que nos separava.
Cerca de meia hora depois de termos iniciado a suave cavalgada, que em alguns momentos atingíu velocidades vertiginosas, percebi, vindo do lado esquerdo do caminho, o rumor do mar e o ruído de ondas rebentando. Percebi que não nos encontraríamos distantes da orla marítima, segundo o meu sentido de orientação só poderia tratar-se do mar do Guincho.
Tentei de novo alcançar Amélia, sem sucesso. Pretendia certificar-me do local por onde passávamos. Poucas centenas de metros mais à frente, deparei-me finalmente com a imensidão do mar, enquanto à minha frente se estendia o vulto magestoso daquela que não poderia deixar de ser a Serra de Sintra.
Porém, algo extraordinário acontecia. À distância a que nos encontrávamos do mar, deveríamos estar sobre a estrada que liga Cascais ao Guincho e depois à Malveira, mas não, não se distinguia, próximo ou distante qualquer sinal da mesma.
Decidi então chamar por Amélia, na tentativa de que abrandasse o galope e me premitisse apróximar. Apesar da noite serena, sem vento e do silência absoluto que reinava no local, só ligeiramente alterado pelo contacto dos cascos de ambos os cavalos com a areia do caminho, Amélia não deu sinais de me ouvir.
Insisti, uma e outra vez, cheguei a gritar o nome da Amélia sem conseguir obter dela qualquer sinal de me escutar, mantendo o mesmo rítmo de galope, continuando na direcção que tomara no início do galope.
Mais meia hora volvida e, começámos a subir a vertente da serra que descai para o mar. Até aquele momento e durante todo o percurso, para alem da ausência de estrada, notei ainda a completa ausência de qualquer tipo de construcção ou, e de iluminação. Nem habitações, nem os conhecidos restaurantes que se estendem ao longo da estrada do Guincho, tão pouco as esporádicas moradias no meio da mata, nada se conseguia distinguir. A surpreza ganhou maior dimensão, quando ao passarmos no local onde deveríamos encontrar a povoação da Malveira, nada se via que me deixasse suspeitar da existência de qualquer ser humano. Continuámos Serra acima sem que as nossas montadas demonstrassem qualquer sinal de cançasso e, cerca de uma hora depois, subindo sempre pela encosta, atingimos um ponto que identifiquei como sendo o Cabo da Roca. Foi aí que Amélia deteve a sua montada, fazendo com que a sua égua levantasse as mãos, apoiando-se somente nas patas trazeiras, enquanto soltava um longo relincho, que ecoou pelo vasto espaço descampado, como brado de fera mitológica como que tentando desafiar as forças ocultas da natureza.
Amélia apeou-se e, deixando a sua égua em plena liberdade, dirigiu-se para a orla que dava para o abismo rochoso, sobre o mar que lá no fundo bramia e se desfazia em alva espuma contra os rochedos.
Apeei-me tambem e aproximei-me de Amélia.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Ora intão bamos lá dar uma... galopada!!!
Senti de novo o poder da presença de Amélia e a majestosidade da sua figura, senti que ambos exerciam domínio sobre a minha vontade. Consegui dominar durante alguns momentos o impulso quase irresistível de me aproximar de si, de a beijar e de lhe dizer que sim, que queria ficar para sempre junto dela. Durante o tempo que aguardei silenciosamente, admirei Amélia. Envergava um fato de amazona, em veludo negro, debroado a cetim negro tambem. A saia-calça era comprida, de cintura subida, a jaqueta, curta e justa, abtoava com dois botões de prata, presa no lado esquerdo da jaqueta, cintilava uma discreta rosa constituída por pequenos diamantes.
O conjunto, conferia à sua figura uma elegância suprema e uma sensualidade que tornavam Amélia ainda mais irresistível.
Resolutamente, aproximei-me de Amélia e segurando-lhe na mão, declarei. - Estou ansioso por esse passeio na tua companhia.
Dirigimo-nos de mãos-dadas para o vestíbulo de entrada onde Jarbas nos aguardava segurando uma capa em veludo brick que colocou sobre os ombros de Amélia.
Saímos a porta do palacete e no largo onde dias antes havia estacionado o meu carro, encontrava-se um jovem que não conhecia ainda. Este jovem, segurava pela redea, numa das mãos, um bem composto cavalo branco de raça lusitana, enorme, calmo, majestoso, na outra mão, uma fugosa e inquieta égua branca tambem, ambos de longas crinas e de pelo reluzente.
Era de noite, de Este, elevava-se nos céus uma lua enorme, que projectava sobre nós toda a magia da sua luz prateada. Amélia dirigiu-se para a égua, enquanto saudava o moço que segurava os dois animais, apresentando-me e apresentando-o, o seu nome é Miguel, nasceu na propriedade e é ele que trata dos nossos cavalos. Segui Amélia e ajudei-a a montar. Logo que Amélia se instalou na sela, a égua instantâneamente, ficou parada e colocando a cabeça primorosamente, aguardou serenamente que Amélia lhe desse sinal para iniciar a marcha.
Em seguida dirigi-me ao outro animal e, colocando o pé no estribo impulsionei-me para sobre ele.
Amélia deu então ordem de marcha à sua égua e entrámos a passo por uma vereda que contornava o palacete pelo lado Oeste. Em seguida, atingimos uma zona arenosa de pinhal e então Amélia deu ordem de trote à sua égua e um pouco mais`adiante, de galope. Bastou que encostasse os calcanhares das botas à barriga do meu cavalo, para que imediatamente ele entrasse também num galope suave, mas pujante e harmonioso, segui Amélia que corria sem parecer importar-se se a seguia.
O conjunto, conferia à sua figura uma elegância suprema e uma sensualidade que tornavam Amélia ainda mais irresistível.
Resolutamente, aproximei-me de Amélia e segurando-lhe na mão, declarei. - Estou ansioso por esse passeio na tua companhia.
Dirigimo-nos de mãos-dadas para o vestíbulo de entrada onde Jarbas nos aguardava segurando uma capa em veludo brick que colocou sobre os ombros de Amélia.
Saímos a porta do palacete e no largo onde dias antes havia estacionado o meu carro, encontrava-se um jovem que não conhecia ainda. Este jovem, segurava pela redea, numa das mãos, um bem composto cavalo branco de raça lusitana, enorme, calmo, majestoso, na outra mão, uma fugosa e inquieta égua branca tambem, ambos de longas crinas e de pelo reluzente.
Era de noite, de Este, elevava-se nos céus uma lua enorme, que projectava sobre nós toda a magia da sua luz prateada. Amélia dirigiu-se para a égua, enquanto saudava o moço que segurava os dois animais, apresentando-me e apresentando-o, o seu nome é Miguel, nasceu na propriedade e é ele que trata dos nossos cavalos. Segui Amélia e ajudei-a a montar. Logo que Amélia se instalou na sela, a égua instantâneamente, ficou parada e colocando a cabeça primorosamente, aguardou serenamente que Amélia lhe desse sinal para iniciar a marcha.
Em seguida dirigi-me ao outro animal e, colocando o pé no estribo impulsionei-me para sobre ele.
Amélia deu então ordem de marcha à sua égua e entrámos a passo por uma vereda que contornava o palacete pelo lado Oeste. Em seguida, atingimos uma zona arenosa de pinhal e então Amélia deu ordem de trote à sua égua e um pouco mais`adiante, de galope. Bastou que encostasse os calcanhares das botas à barriga do meu cavalo, para que imediatamente ele entrasse também num galope suave, mas pujante e harmonioso, segui Amélia que corria sem parecer importar-se se a seguia.
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