Hoje vou falar sobre equídeos!
Uiii, consigo ouvir as vossas mentes a pensar "de certezinha que o gajo vai escrever sobre sexo".
... não vou escrever sobre sexo, mas para que não se sintam defraudados, pontualmente e discretamente insinuarei uns pequenos apontamentos com carácter sexual.
Afinal se cá estamos hoje é porque pelo menos um homem e uma mulher, dedicaram algum tempo das suas vidas numa actividade que culmina em orgasmo, que por sua vez apelidamos de sexo... ok, ok, ha também quem perfira chamar-lhe amor, ou então, "fazer amor".
Bahhh, como se alguem pudesse fazer algo que não é mais que um sentimento... a velha mania de chamar coisas diferentes às coisas, só para que uns pensem coisas diferentes daquelas coisas que afinal, são as coisas que se pretende dizer.
Bom, mas eu disse que não ia falar especialmente de sexo, mas sim de cavalos e éguas. É verdade!
Sempre senti uma especial atracção por cavalos ... lá estão vocês... não tem nada a ver com sexo, caramba, tirem o sexo da cabeça e concentrem-se somente naquilo que estou a querer transmitir. ok?
Bom, então vamos lá.
Quando ainda vivia na cidade, alimentava o desejo de um dia ir viver para o campo e de possuir um cavalo e uma égua e, consequentemente os descendentes que conseguissem "produzir".
Como o início deste desejo demorou a concretizar-se, um dia decidi ter aulas de equitação e comecei a frequentar uma escola de equitação.
Porreiro, foi fixe, conheci bué piple, a maioria a atirar pro snob, bué "tias e tios" que davam muitíssimo mais importância à etiqueta que identificava a marca da bota, ou da calça, ou do colete, que propriamente aos ensinamentos do equitador, mas cada um é como é e agente finge que num topa népias e, cada um segue com a sua vidinha.
Quando iniciei as minhas lides equestres, fui atribuído a um equitador, o Zé, tipo interessantíssimo, que passo a descrever.
Baixo, pernas arqueadas, oculos fundo de garrafa, meio careca, speedado/desorientado, sempre a rir e sempre engatatão. O facto é que, ou por ser tão descontraído e natural, ou porque desempenhava também o papel de administrador e relações-públicas da escola, o mulherio até lhe dava alguma atenção.
Ao segundo dia de aulas, eu e o Zé, já nos tratávamos por tu e, como descobrimos o gosto mutuo por wisky, acabámos o dia no barzinho da escola a beber 2 ou 3.
Estes finais de dia, repetiram-se e repetia-se também o tema de conversa do Zé.
-Sabes Bartolomeu? Eu faço vir as gajas quando andam no volteio!
Este gajo é tolo, pensei com os meus botões.
Como não dei continuação à conversa, o meu amigo Zé, voltou à carga.
- Já são muitos anos, já as topo muito bem, quando elas começam a ficar vermelhas, meto o cavalo a trote e elas vêem-se num instante.
Ai o caráças, ouve lá òh Zé, pensas que sou tótó?
-Não acreditas? Quando for dar volteio, chamo-te para veres.
-Foda-se óh Zé, chamas-me para quê?
- Para veres a gaja a vir-se à valentona em cima do cavalo, algumas quase desmaiam.
-Vai-te pó ... deve ser, deve.
-Vais ver, prá próxima eu chamo-te.
-Oh Zé, ainda não percebeste? eu não estou interessado em ir-me especar no picadeiro, à espera que uma gaja que anda no volteio, se venha. Não me estás a ver, pois não?
- O meu amigo Zé mudou de assunto e eu acompanhei, mas, mais volta menos volta, lá ia o gajo cair no assunto das clientes da escola, que eram boas como o milho e, que aquela era cheia de papel e a outra que era divorciada e ia lá com a filha e porque aquela matulona é que era boa para ti, até que tive de me impôr com o Zé.
- Oh Zé desculpa lá, mas assim não dá meu, estou-me a cagar para a vida particular das clientes e das mamãs das meninas, pá. Ouve uma coisa Zé, eu não tenho interesse nenhum pela vida particular das pessoas, topas?
Como o Zé exibiu um ar de espanto, decidi sossegá-lo.
Ouve man, por aquilo que percebo, não gosto menos de mulheres que tu, só que, não me interessa andar a espiar as vidas delas, tal como não me interessa que espiem a minha, ok?
- Acho que o zé não percebeu patavina, o mundo dele, girava num eixo diferente do meu, apesar de se tocarem em alguns pontos.
Confesso que, deixei de me relacionar tão intimamente com o Zé, sem deixar no entanto de conversar e de por vezes beber um copo.
Um final de tarde chuvoso, estáva a montar no picadeiro, e o amigo ´Zé numa das cabeceiras a dar aula de volteio a uma jovem senhora, possívelmente, na casa dos trinta, quando num trote curto me aproximei do local onde eles estavam, o Zé fez-me sinal para parar. Quando se está no picadeiro, as ordens dadas pelo equitador, são para se cumprir, assim fiz. Parei e fiquei a aguardar indicações. Eis senão quando o amigo zé dá voz de trote ao cavalo do volteio e reparo no ar afogueado da senhora, foi um instante, enquanto a jovem amazona, inclinou a cabeça para trás, colocou o olhar no vazio e lentamente, deixou-se escorregar de lado até ao chão.
Imediatamente saltei da sela e dirigi-me à senhora ainda meio atordoada e ofegante, ajudei-a a levantar, mas estou certo que ela nem sequer me viu. Ajudei-a a chegar às bancadas e a sentar, perguntei-lhe se queria um copo de água, ou outra coisa. Respondeu-me que estava bem, que não precisava de nada. Nesse momento ouvi a voz do Zé Manuel chamar-me para montar o meu cavalo que já tinha aproveitado a liberdade para passear pelo picadeiro.
Quando olhei para o Zé Manuel, pude compreender que exibia um enorme ar de satisfação por ter conseguido provar-me que conseguia fazer uma mulher atingir o orgasmo em cima do cavalo.
Mas... afinal, prometi que ia falar de éguas e cavalos...
Bom, amanhã volto ao assunto dos equídeos.
Está prometido!!
Uiii, consigo ouvir as vossas mentes a pensar "de certezinha que o gajo vai escrever sobre sexo".
... não vou escrever sobre sexo, mas para que não se sintam defraudados, pontualmente e discretamente insinuarei uns pequenos apontamentos com carácter sexual.
Afinal se cá estamos hoje é porque pelo menos um homem e uma mulher, dedicaram algum tempo das suas vidas numa actividade que culmina em orgasmo, que por sua vez apelidamos de sexo... ok, ok, ha também quem perfira chamar-lhe amor, ou então, "fazer amor".
Bahhh, como se alguem pudesse fazer algo que não é mais que um sentimento... a velha mania de chamar coisas diferentes às coisas, só para que uns pensem coisas diferentes daquelas coisas que afinal, são as coisas que se pretende dizer.
Bom, mas eu disse que não ia falar especialmente de sexo, mas sim de cavalos e éguas. É verdade!
Sempre senti uma especial atracção por cavalos ... lá estão vocês... não tem nada a ver com sexo, caramba, tirem o sexo da cabeça e concentrem-se somente naquilo que estou a querer transmitir. ok?
Bom, então vamos lá.
Quando ainda vivia na cidade, alimentava o desejo de um dia ir viver para o campo e de possuir um cavalo e uma égua e, consequentemente os descendentes que conseguissem "produzir".
Como o início deste desejo demorou a concretizar-se, um dia decidi ter aulas de equitação e comecei a frequentar uma escola de equitação.
Porreiro, foi fixe, conheci bué piple, a maioria a atirar pro snob, bué "tias e tios" que davam muitíssimo mais importância à etiqueta que identificava a marca da bota, ou da calça, ou do colete, que propriamente aos ensinamentos do equitador, mas cada um é como é e agente finge que num topa népias e, cada um segue com a sua vidinha.
Quando iniciei as minhas lides equestres, fui atribuído a um equitador, o Zé, tipo interessantíssimo, que passo a descrever.
Baixo, pernas arqueadas, oculos fundo de garrafa, meio careca, speedado/desorientado, sempre a rir e sempre engatatão. O facto é que, ou por ser tão descontraído e natural, ou porque desempenhava também o papel de administrador e relações-públicas da escola, o mulherio até lhe dava alguma atenção.
Ao segundo dia de aulas, eu e o Zé, já nos tratávamos por tu e, como descobrimos o gosto mutuo por wisky, acabámos o dia no barzinho da escola a beber 2 ou 3.
Estes finais de dia, repetiram-se e repetia-se também o tema de conversa do Zé.
-Sabes Bartolomeu? Eu faço vir as gajas quando andam no volteio!
Este gajo é tolo, pensei com os meus botões.
Como não dei continuação à conversa, o meu amigo Zé, voltou à carga.
- Já são muitos anos, já as topo muito bem, quando elas começam a ficar vermelhas, meto o cavalo a trote e elas vêem-se num instante.
Ai o caráças, ouve lá òh Zé, pensas que sou tótó?
-Não acreditas? Quando for dar volteio, chamo-te para veres.
-Foda-se óh Zé, chamas-me para quê?
- Para veres a gaja a vir-se à valentona em cima do cavalo, algumas quase desmaiam.
-Vai-te pó ... deve ser, deve.
-Vais ver, prá próxima eu chamo-te.
-Oh Zé, ainda não percebeste? eu não estou interessado em ir-me especar no picadeiro, à espera que uma gaja que anda no volteio, se venha. Não me estás a ver, pois não?
- O meu amigo Zé mudou de assunto e eu acompanhei, mas, mais volta menos volta, lá ia o gajo cair no assunto das clientes da escola, que eram boas como o milho e, que aquela era cheia de papel e a outra que era divorciada e ia lá com a filha e porque aquela matulona é que era boa para ti, até que tive de me impôr com o Zé.
- Oh Zé desculpa lá, mas assim não dá meu, estou-me a cagar para a vida particular das clientes e das mamãs das meninas, pá. Ouve uma coisa Zé, eu não tenho interesse nenhum pela vida particular das pessoas, topas?
Como o Zé exibiu um ar de espanto, decidi sossegá-lo.
Ouve man, por aquilo que percebo, não gosto menos de mulheres que tu, só que, não me interessa andar a espiar as vidas delas, tal como não me interessa que espiem a minha, ok?
- Acho que o zé não percebeu patavina, o mundo dele, girava num eixo diferente do meu, apesar de se tocarem em alguns pontos.
Confesso que, deixei de me relacionar tão intimamente com o Zé, sem deixar no entanto de conversar e de por vezes beber um copo.
Um final de tarde chuvoso, estáva a montar no picadeiro, e o amigo ´Zé numa das cabeceiras a dar aula de volteio a uma jovem senhora, possívelmente, na casa dos trinta, quando num trote curto me aproximei do local onde eles estavam, o Zé fez-me sinal para parar. Quando se está no picadeiro, as ordens dadas pelo equitador, são para se cumprir, assim fiz. Parei e fiquei a aguardar indicações. Eis senão quando o amigo zé dá voz de trote ao cavalo do volteio e reparo no ar afogueado da senhora, foi um instante, enquanto a jovem amazona, inclinou a cabeça para trás, colocou o olhar no vazio e lentamente, deixou-se escorregar de lado até ao chão.
Imediatamente saltei da sela e dirigi-me à senhora ainda meio atordoada e ofegante, ajudei-a a levantar, mas estou certo que ela nem sequer me viu. Ajudei-a a chegar às bancadas e a sentar, perguntei-lhe se queria um copo de água, ou outra coisa. Respondeu-me que estava bem, que não precisava de nada. Nesse momento ouvi a voz do Zé Manuel chamar-me para montar o meu cavalo que já tinha aproveitado a liberdade para passear pelo picadeiro.
Quando olhei para o Zé Manuel, pude compreender que exibia um enorme ar de satisfação por ter conseguido provar-me que conseguia fazer uma mulher atingir o orgasmo em cima do cavalo.
Mas... afinal, prometi que ia falar de éguas e cavalos...
Bom, amanhã volto ao assunto dos equídeos.
Está prometido!!