Pois é... estive no Brasil, não ontem, nem ante-ontem, já passaram 15 dias.
Estive na antiga capital, Rio de Janeiro, estive hospedado no Copacabana Palace, na Av. Atlântica, a um passo do "calçadão" e a dois da praia.
Poucos locais onde já estive me provocaram a sensação de desagrado, porem o Rio, para além de desagrado, fez-me sentir logo de início o desejo quase incontível de me vir imediatamente embora.
No percurso do aeroporto para a cidade, avistam-se múltiplos aspectos de degradação, de desarrumação de completa pobreza e sujidade. O povo apesar de demonstrar afabilidade, é de uma indolência exasperante. Devo confessar, percorri diferentes artérias da cidade, a pé, com o relógio no pulso, por vezes atendendo o telemóvel e absolutamente sózinho. Duas coisas aconteceram: nem fui assaltado, tão pouco me apercebi de algum movimento nesse sentido e não fui abordado por uma carioca, desejando transar. Estas duas constatações, confirmam as minhas suspeitas... sou tão feio, mas tão feio, que nem os ladrões se arriscam, tão pouco as brasileiras.
Mas, minhas amigas e meus amigos, aquilo que mais me impressionou verificar naquele povo, foi a ausência de objectivos. Ao 2º dia de estadia, já fartíssimo de toda aquela indolência, enquanto me deslocava em visita ao "Corcovado", perguntei ao motorista do carro, o que faziam sentados em cadeiras, nos passeios, uns indivíduos que já tinha observado com frequência e que não me parecia que estivessem a vender alguma coisa. O motorista respondeu-me "não estão fazendo nada". Não? Mas eu já vi vários por aí, sentados em cadeiras isoladas, mas, são tantos assim, sem fazer nada?
Perante a minha admiração o motorista, sempre pausadamente reafirmou "é! esses cara tão só por aí" e argumentou "sabe o que é? brasileiro tem um lema de vida". Acredito que tenha, mas fico curioso, qual é esse lema? "relaxa e aproveita", responde-me o "cara" solicito.
Assim sendo, está tudo dito e, eu é que estou desenquadrado no meio de toda aquela bagunça.
E pronto, basei, não sem antes uma rapariga muito simpática me dedicar este tema;
http://www.youtube.com/watch?v=RzehD1VyuWE&feature=related
Elba Ramalho, chama-se ela... beijinho Elba, já cá estou... no meu aconchego!!!
;)
domingo, 23 de março de 2008
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Olá meus queridos amigos!!!!!!
Olá meus queridos amigos!!!!!!
Este é um post que não é um post, na medida em que pretende unicamente ser notícia de mim.
;))))
A vossa simpatia e amizade não tem obtido da minha parte a atenção devida e a devida correspondência.
Porém, preciso que saibam, que se mantêem no meu pensamento e, que não tenho escrito nem comentado, sobretudo porque das minhas ocupações profissionais não me tem restado tempo.
Até meio do próximo mês, vou continuar nesta azáfama, depois e, sobretudo depois de arrumar as ideias e de me voltar a poder concentrar, voltarei ao vosso convívio.
Até lá, recebam de mim beijos imensos, tanto os machos como as fêmias.
Não, não virei bicha... hãn?
Eu explico...
Esive recentemente num país do médio oriente e assisti a ao costume daquelas gentes (homens), que se beijam quando se encontram, tal como nós, apertamos o bacalhau.
Ora, nessa altura o vosso amigo Bartolomeu, cogitou consigo mesmo... espera lá... se estes marmajos que dão o corpinho ao manifesto no sofisma do paraíso, onde os aguardam 1000 virgens (todas fêmias) e se cumprimentam de beijinho... então é porque não são menos machos que eu e o meu vizinho Carvalho que até se baba quando vamos na rua e passa por nós uma fêvera a quem ele dispara de imediato... "até te chupava as unhinhas dos pés".
Portanto minhas e meus amigos, a partir de agora estão abulidos os preconceitos, iniciei uma campanha pelo beijo... indiscriminadamente.
lololololollolol
Beijões para todos!!!!!!!!!!!
Este é um post que não é um post, na medida em que pretende unicamente ser notícia de mim.
;))))
A vossa simpatia e amizade não tem obtido da minha parte a atenção devida e a devida correspondência.
Porém, preciso que saibam, que se mantêem no meu pensamento e, que não tenho escrito nem comentado, sobretudo porque das minhas ocupações profissionais não me tem restado tempo.
Até meio do próximo mês, vou continuar nesta azáfama, depois e, sobretudo depois de arrumar as ideias e de me voltar a poder concentrar, voltarei ao vosso convívio.
Até lá, recebam de mim beijos imensos, tanto os machos como as fêmias.
Não, não virei bicha... hãn?
Eu explico...
Esive recentemente num país do médio oriente e assisti a ao costume daquelas gentes (homens), que se beijam quando se encontram, tal como nós, apertamos o bacalhau.
Ora, nessa altura o vosso amigo Bartolomeu, cogitou consigo mesmo... espera lá... se estes marmajos que dão o corpinho ao manifesto no sofisma do paraíso, onde os aguardam 1000 virgens (todas fêmias) e se cumprimentam de beijinho... então é porque não são menos machos que eu e o meu vizinho Carvalho que até se baba quando vamos na rua e passa por nós uma fêvera a quem ele dispara de imediato... "até te chupava as unhinhas dos pés".
Portanto minhas e meus amigos, a partir de agora estão abulidos os preconceitos, iniciei uma campanha pelo beijo... indiscriminadamente.
lololololollolol
Beijões para todos!!!!!!!!!!!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Bartô & Amélie
Amélia... Amélia...!
Ainda um pouco ofegante, cheguei perto de Amélia que se mantinha estática de frente para o mar e para aquele luar imenso que tornava a sua silhueta mais brilhante e enigmática.
-Consegues imaginar onde nos encontramos, Bartolomeu?
Com o olhar perdido no infinito, Amélia lançou-me esta interrogação.
- Cabo da Roca, suponho, estarei enganado?
- No tempo em que nos encontramos, ainda não ganhou esse nome, virá a chamar-se assim, daqui a alguns séculos...
-Séculos?... mas então, em que época nos encontramos?... ou seja, em que ano estamos? que data é hoje?
- Hoje não tem data Bartolomeu, hoje não existe ainda, encontramo-nos antes do início dos tempos de que tu tens conhecimento.
- Ah pronto, assim já nos começamos a entender! O que me estás a dizer concretamente, é que morri, e estou algures, esperando uma passagem para outro algures, é isso?
- Não sejas palerma Bartolomeu! O facto de até aqui teres aprendido a reger a tua vida por um calendário repleto de datas e de acontecimentos situados ereméticamente nessas datas, não é de modo nenhum a confirmação de que outro tempo não exista, inclusivamente, paralelamente ao outro.
-Ah sim, a tal questão de Einstein, da relatividade e do paralelismo, ok! Então diz-me lá uma coizinha só, Amélinha do meu coração... qual dos dois tempos é que existe na verdade?
- Não gozes Bartolomeu, ambos os tempos existem paralelamente, a questão é que, não consegues ter consciência de ambos em simultâneo, entendes? Aliás, esse senhor que referiste, ensinou-te isso, quando te enunciou as teorias da quântica.
-Xacáver Amélia, queres dizer então que neste momento, me encontro preso num determinado hiato de tempo, apesar de o tempo que serve de referência à minha existência consciente estar a decorrer em simultâneo, é isso?
-Hmmm, não se trata propriamente de um hiato, mas para que possas perceber melhor, digamos que sim.
-Ah, muito bem, e é a ti que fico a dever tamanho prodígio?
-Vê se entendes de uma vez Bartolomeu, nada daquilo que estás a viver se fica a dever à minha vontade, mas sim e somente à tua. Quando formulaste o teu desejo na noite de ano novo.
-Sabes querida Amélia? Já estou fartérrimo de formular desejos, tanto em ocasiões vulgares, como em especiais e somente esta se foi concretizar, isto é que eu chamo de sorte hein...
-Pois meu querido, mas como te disse, nesta questão, sirvo somente de intermediária num processo.
-E... quando é que toda esta história irá terminar?
Amélia fingiu que não escutou a minha pergunta e, após alguns momentos, voltou-se na minha direcção e, exibindo novamente o seu sorriso encantador, perguntou-me...
-Conheces a lenda que está ligada ao Cabo da Roca, Bartolomeu?
-Lenda? Nem sabia que neste tempo em que estamos, já tinham inventado as lendas.
-Deixa de gozar Bartolomeu e, se aceitas um conselho, aproveita esta experiência extraordinária que muitíssimo poucos mortais tiveram ainda oportunidade de viver.
-Ok Amélia, venha então de lá essa tal lenda.
Amélia aproximou-se e depositou nos meus lábios um beijo apaziguador, iniciando a narrativa da lenda.
- Esta lenda irá ocorrer num tempo posterior àquele em que nos encontramos, mas muito anterior àquele de onde vieste. Irá passar-se neste preciso lugar e, passar-se-ha do seguinte modo... num pequeno lugar próximo deste, irão morar um menino de 5 anos e sua mãe. Certo dia a criança desaparecerá e a sua mãe procurá-lo-a em vão por todos os cantos da aldeia. Uns dias após o seu desaparecimento, uns pastores que irão passar por este local, ouvirão, vindo de um fundo buraco na rocha, o choro de uma criança. Alarmados, irão ver e perceberão tratar-se da criança desaparecida. Correrão imediatamente até ao lugar e avisarão a mãe desesperada e os restantes habitantes. Imediatamente correrão todos ao local e, conseguirão retirar o menino do buraco. Abraçada ao seu filho, soluçando de alegria, a mãe desesperada, ouvi-lo-à relatar o acontecido. Umas mulheres, haviam-no levado pelos ares e deitado naquele buraco. Porém logo depois, aprecera uma senhora muito linda e luminosa que o tinha acalmado e todos os dias lhe levava uma sopinha de rosas, com que se tinha mantido todo aquele tempo. Perante tanta alegria e contentamento, decidirão, mãe e aldeãos, seguir em romaria como forma de agradecimento à capelinha de Nossa Senhora. Logo que entrarem no templo e o menino vir a imagem de Nossa Senhora, exclamará... Mãe, foi aquela a Senhora que todos os dias me levou a sopinha!!!
Vês Bartolomeu, como é possível que dois tempos diferentes coexistam?
Ainda um pouco ofegante, cheguei perto de Amélia que se mantinha estática de frente para o mar e para aquele luar imenso que tornava a sua silhueta mais brilhante e enigmática.
-Consegues imaginar onde nos encontramos, Bartolomeu?
Com o olhar perdido no infinito, Amélia lançou-me esta interrogação.
- Cabo da Roca, suponho, estarei enganado?
- No tempo em que nos encontramos, ainda não ganhou esse nome, virá a chamar-se assim, daqui a alguns séculos...
-Séculos?... mas então, em que época nos encontramos?... ou seja, em que ano estamos? que data é hoje?
- Hoje não tem data Bartolomeu, hoje não existe ainda, encontramo-nos antes do início dos tempos de que tu tens conhecimento.
- Ah pronto, assim já nos começamos a entender! O que me estás a dizer concretamente, é que morri, e estou algures, esperando uma passagem para outro algures, é isso?
- Não sejas palerma Bartolomeu! O facto de até aqui teres aprendido a reger a tua vida por um calendário repleto de datas e de acontecimentos situados ereméticamente nessas datas, não é de modo nenhum a confirmação de que outro tempo não exista, inclusivamente, paralelamente ao outro.
-Ah sim, a tal questão de Einstein, da relatividade e do paralelismo, ok! Então diz-me lá uma coizinha só, Amélinha do meu coração... qual dos dois tempos é que existe na verdade?
- Não gozes Bartolomeu, ambos os tempos existem paralelamente, a questão é que, não consegues ter consciência de ambos em simultâneo, entendes? Aliás, esse senhor que referiste, ensinou-te isso, quando te enunciou as teorias da quântica.
-Xacáver Amélia, queres dizer então que neste momento, me encontro preso num determinado hiato de tempo, apesar de o tempo que serve de referência à minha existência consciente estar a decorrer em simultâneo, é isso?
-Hmmm, não se trata propriamente de um hiato, mas para que possas perceber melhor, digamos que sim.
-Ah, muito bem, e é a ti que fico a dever tamanho prodígio?
-Vê se entendes de uma vez Bartolomeu, nada daquilo que estás a viver se fica a dever à minha vontade, mas sim e somente à tua. Quando formulaste o teu desejo na noite de ano novo.
-Sabes querida Amélia? Já estou fartérrimo de formular desejos, tanto em ocasiões vulgares, como em especiais e somente esta se foi concretizar, isto é que eu chamo de sorte hein...
-Pois meu querido, mas como te disse, nesta questão, sirvo somente de intermediária num processo.
-E... quando é que toda esta história irá terminar?
Amélia fingiu que não escutou a minha pergunta e, após alguns momentos, voltou-se na minha direcção e, exibindo novamente o seu sorriso encantador, perguntou-me...
-Conheces a lenda que está ligada ao Cabo da Roca, Bartolomeu?
-Lenda? Nem sabia que neste tempo em que estamos, já tinham inventado as lendas.
-Deixa de gozar Bartolomeu e, se aceitas um conselho, aproveita esta experiência extraordinária que muitíssimo poucos mortais tiveram ainda oportunidade de viver.
-Ok Amélia, venha então de lá essa tal lenda.
Amélia aproximou-se e depositou nos meus lábios um beijo apaziguador, iniciando a narrativa da lenda.
- Esta lenda irá ocorrer num tempo posterior àquele em que nos encontramos, mas muito anterior àquele de onde vieste. Irá passar-se neste preciso lugar e, passar-se-ha do seguinte modo... num pequeno lugar próximo deste, irão morar um menino de 5 anos e sua mãe. Certo dia a criança desaparecerá e a sua mãe procurá-lo-a em vão por todos os cantos da aldeia. Uns dias após o seu desaparecimento, uns pastores que irão passar por este local, ouvirão, vindo de um fundo buraco na rocha, o choro de uma criança. Alarmados, irão ver e perceberão tratar-se da criança desaparecida. Correrão imediatamente até ao lugar e avisarão a mãe desesperada e os restantes habitantes. Imediatamente correrão todos ao local e, conseguirão retirar o menino do buraco. Abraçada ao seu filho, soluçando de alegria, a mãe desesperada, ouvi-lo-à relatar o acontecido. Umas mulheres, haviam-no levado pelos ares e deitado naquele buraco. Porém logo depois, aprecera uma senhora muito linda e luminosa que o tinha acalmado e todos os dias lhe levava uma sopinha de rosas, com que se tinha mantido todo aquele tempo. Perante tanta alegria e contentamento, decidirão, mãe e aldeãos, seguir em romaria como forma de agradecimento à capelinha de Nossa Senhora. Logo que entrarem no templo e o menino vir a imagem de Nossa Senhora, exclamará... Mãe, foi aquela a Senhora que todos os dias me levou a sopinha!!!
Vês Bartolomeu, como é possível que dois tempos diferentes coexistam?
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
À Atenção de Lady Papoila
Á minha frente, banhada pela refulgente luz da lua, Amélia mantinha-se inalcançável. Sempre que incitava o meu cavalo a galopar mais rápido, na tentativa de alcançar a égua de Amélia, ela tambem aumentava a velocidade, mantendo inalterável a distância que nos separava.
Cerca de meia hora depois de termos iniciado a suave cavalgada, que em alguns momentos atingíu velocidades vertiginosas, percebi, vindo do lado esquerdo do caminho, o rumor do mar e o ruído de ondas rebentando. Percebi que não nos encontraríamos distantes da orla marítima, segundo o meu sentido de orientação só poderia tratar-se do mar do Guincho.
Tentei de novo alcançar Amélia, sem sucesso. Pretendia certificar-me do local por onde passávamos. Poucas centenas de metros mais à frente, deparei-me finalmente com a imensidão do mar, enquanto à minha frente se estendia o vulto magestoso daquela que não poderia deixar de ser a Serra de Sintra.
Porém, algo extraordinário acontecia. À distância a que nos encontrávamos do mar, deveríamos estar sobre a estrada que liga Cascais ao Guincho e depois à Malveira, mas não, não se distinguia, próximo ou distante qualquer sinal da mesma.
Decidi então chamar por Amélia, na tentativa de que abrandasse o galope e me premitisse apróximar. Apesar da noite serena, sem vento e do silência absoluto que reinava no local, só ligeiramente alterado pelo contacto dos cascos de ambos os cavalos com a areia do caminho, Amélia não deu sinais de me ouvir.
Insisti, uma e outra vez, cheguei a gritar o nome da Amélia sem conseguir obter dela qualquer sinal de me escutar, mantendo o mesmo rítmo de galope, continuando na direcção que tomara no início do galope.
Mais meia hora volvida e, começámos a subir a vertente da serra que descai para o mar. Até aquele momento e durante todo o percurso, para alem da ausência de estrada, notei ainda a completa ausência de qualquer tipo de construcção ou, e de iluminação. Nem habitações, nem os conhecidos restaurantes que se estendem ao longo da estrada do Guincho, tão pouco as esporádicas moradias no meio da mata, nada se conseguia distinguir. A surpreza ganhou maior dimensão, quando ao passarmos no local onde deveríamos encontrar a povoação da Malveira, nada se via que me deixasse suspeitar da existência de qualquer ser humano. Continuámos Serra acima sem que as nossas montadas demonstrassem qualquer sinal de cançasso e, cerca de uma hora depois, subindo sempre pela encosta, atingimos um ponto que identifiquei como sendo o Cabo da Roca. Foi aí que Amélia deteve a sua montada, fazendo com que a sua égua levantasse as mãos, apoiando-se somente nas patas trazeiras, enquanto soltava um longo relincho, que ecoou pelo vasto espaço descampado, como brado de fera mitológica como que tentando desafiar as forças ocultas da natureza.
Amélia apeou-se e, deixando a sua égua em plena liberdade, dirigiu-se para a orla que dava para o abismo rochoso, sobre o mar que lá no fundo bramia e se desfazia em alva espuma contra os rochedos.
Apeei-me tambem e aproximei-me de Amélia.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Ora intão bamos lá dar uma... galopada!!!
Senti de novo o poder da presença de Amélia e a majestosidade da sua figura, senti que ambos exerciam domínio sobre a minha vontade. Consegui dominar durante alguns momentos o impulso quase irresistível de me aproximar de si, de a beijar e de lhe dizer que sim, que queria ficar para sempre junto dela. Durante o tempo que aguardei silenciosamente, admirei Amélia. Envergava um fato de amazona, em veludo negro, debroado a cetim negro tambem. A saia-calça era comprida, de cintura subida, a jaqueta, curta e justa, abtoava com dois botões de prata, presa no lado esquerdo da jaqueta, cintilava uma discreta rosa constituída por pequenos diamantes.
O conjunto, conferia à sua figura uma elegância suprema e uma sensualidade que tornavam Amélia ainda mais irresistível.
Resolutamente, aproximei-me de Amélia e segurando-lhe na mão, declarei. - Estou ansioso por esse passeio na tua companhia.
Dirigimo-nos de mãos-dadas para o vestíbulo de entrada onde Jarbas nos aguardava segurando uma capa em veludo brick que colocou sobre os ombros de Amélia.
Saímos a porta do palacete e no largo onde dias antes havia estacionado o meu carro, encontrava-se um jovem que não conhecia ainda. Este jovem, segurava pela redea, numa das mãos, um bem composto cavalo branco de raça lusitana, enorme, calmo, majestoso, na outra mão, uma fugosa e inquieta égua branca tambem, ambos de longas crinas e de pelo reluzente.
Era de noite, de Este, elevava-se nos céus uma lua enorme, que projectava sobre nós toda a magia da sua luz prateada. Amélia dirigiu-se para a égua, enquanto saudava o moço que segurava os dois animais, apresentando-me e apresentando-o, o seu nome é Miguel, nasceu na propriedade e é ele que trata dos nossos cavalos. Segui Amélia e ajudei-a a montar. Logo que Amélia se instalou na sela, a égua instantâneamente, ficou parada e colocando a cabeça primorosamente, aguardou serenamente que Amélia lhe desse sinal para iniciar a marcha.
Em seguida dirigi-me ao outro animal e, colocando o pé no estribo impulsionei-me para sobre ele.
Amélia deu então ordem de marcha à sua égua e entrámos a passo por uma vereda que contornava o palacete pelo lado Oeste. Em seguida, atingimos uma zona arenosa de pinhal e então Amélia deu ordem de trote à sua égua e um pouco mais`adiante, de galope. Bastou que encostasse os calcanhares das botas à barriga do meu cavalo, para que imediatamente ele entrasse também num galope suave, mas pujante e harmonioso, segui Amélia que corria sem parecer importar-se se a seguia.
O conjunto, conferia à sua figura uma elegância suprema e uma sensualidade que tornavam Amélia ainda mais irresistível.
Resolutamente, aproximei-me de Amélia e segurando-lhe na mão, declarei. - Estou ansioso por esse passeio na tua companhia.
Dirigimo-nos de mãos-dadas para o vestíbulo de entrada onde Jarbas nos aguardava segurando uma capa em veludo brick que colocou sobre os ombros de Amélia.
Saímos a porta do palacete e no largo onde dias antes havia estacionado o meu carro, encontrava-se um jovem que não conhecia ainda. Este jovem, segurava pela redea, numa das mãos, um bem composto cavalo branco de raça lusitana, enorme, calmo, majestoso, na outra mão, uma fugosa e inquieta égua branca tambem, ambos de longas crinas e de pelo reluzente.
Era de noite, de Este, elevava-se nos céus uma lua enorme, que projectava sobre nós toda a magia da sua luz prateada. Amélia dirigiu-se para a égua, enquanto saudava o moço que segurava os dois animais, apresentando-me e apresentando-o, o seu nome é Miguel, nasceu na propriedade e é ele que trata dos nossos cavalos. Segui Amélia e ajudei-a a montar. Logo que Amélia se instalou na sela, a égua instantâneamente, ficou parada e colocando a cabeça primorosamente, aguardou serenamente que Amélia lhe desse sinal para iniciar a marcha.
Em seguida dirigi-me ao outro animal e, colocando o pé no estribo impulsionei-me para sobre ele.
Amélia deu então ordem de marcha à sua égua e entrámos a passo por uma vereda que contornava o palacete pelo lado Oeste. Em seguida, atingimos uma zona arenosa de pinhal e então Amélia deu ordem de trote à sua égua e um pouco mais`adiante, de galope. Bastou que encostasse os calcanhares das botas à barriga do meu cavalo, para que imediatamente ele entrasse também num galope suave, mas pujante e harmonioso, segui Amélia que corria sem parecer importar-se se a seguia.
Bartolomeu, já te lixaste
Depois de colocar a indumentária que tinha sido escolhida para mim, olhei-me no enorme espelho colocado ao canto do quarto, do lado da janela.
Aquelas roupas davam-me um certo ar cómico, nunca me tinha visto enfiado dentro de semelhante trajo. Olhei para Jarbas, que se mantinha espectante a um lado e perguntei-lhe - Qual é a tua opinião Jarbas, parece-te que com este fato vou impressionar o cavalo?
Parece-me muitíssimo bem excelência, respondeu-me Jarbas.
Coloquei-me em frente ao mordomo, cruzei os braços, olhei-o de frente e com um tom de voz decidido disse-lhe: Ouve uma coisa Jarbas, vamos acabar de vez com toda esta palhaçada a que não estou a achar a mínima graça. Dizes-me se faz favor onde estou, quem são estas pessoas, o que estou aqui a fazer e... por favor, para com essa treta de me tratares por excelência. Ok?
Mantendo o olhar fixo no meu, Jarbas respondeu - V. Exª está na residência da Excelsa Senhora Marquesa D. Amélia e é convidado de honra da Senhora Marquesa.
Foda-se Jarbas... já me estás a tirar do sério, não consegues ser mais claro e explícito?
Sem me responder, Jarbas dirigiu-se à porta do quarto, abrindo-a e anunciando - A Senhora D. Amélia aguarda Vossa Excelência na sala da biblioteca.
Eu ainda me passo caráças, ai passo, passo, já estou a perder a paciência com esta merda toda, vamos lá ter com a marquesa, que eu quero pôr isto tudo em pratos limpos.
Jarbas conduziu-me de novo por diferentes corredores, até chegarmos em frente a uma enorme porta que jarbas abriu, dando-me passagem.
Entrei de rompante, exasperado e, perante o meu olhar, deparou-se um enorme salão, cujas paredes se apresentavam integralmente cobertas por ricas estantes em madeira exótica, repletas de encadernações de aspecto antiquíssimo. No centro do salão, dois enormes cadeirões, estofados a veludo grenat, sobre uma imensa carpete persa, ao lado de cada cadeirão uma luz de leitura, na parede do fundo, uma lareira onde crepitava um ténue fogo.
De pé, ao lado de um dos cadeirões, Amélia esperava-me.
Recebeu-me com um sorriso, um sorrijo que já me era familiar e que produzia em mim efeitos encantantórios.
-Bem vindo Bartolomeu, vejo que aceitaste o meu convite para passear a cavalo, vou mostrar-te a nossa propriedade.
- Nossa? Perdão Amélia, eu nem sei onde me encontro, ou sequer com quem estou e, gostava imenso que me esclarecesses acerca disso.
Amélia apróximou-se mantendo o seu sorriso adorável e enigmático, retorquindo -Porquê essa irritação toda Bartolomeu? Não estás a ser bem recebido na nossa casa? A minha companhia não te é agradável? Ha algo que te esteja a desagradar?
-Nada disso Amélia, simplesmente encontro-me num local que desconheço, acompanhado por pessoas que tambem não conheço e acontecem coisas que ultrapassam o meu entendimento, gostava bastante que me esclarecesses de tudo isto.
Améli voltou-se e em passo lento voltou para junto do sofá onde se encontrava quando cheguei, sem se voltar, respondeu-me - Lembras-te bartolomeu da noite em que nos conhecemos?
Sim, lembro-me perfeitamente, respondi-lhe.
-Lembras-te que nessa noite formulaste mentalmente um desejo?
-Ahhhh... lembro... mas, esse desejo, como dizes, não foi mais que mental, não o mencionei a ninguem.
-Para além de mental, foi formulado Bartolomeu, o bastante para que uma entidade tenha decidido satisfazêr-to.
Ri-me, um riso nervoso que tentava afastar maus pressentimentos, dirigindo-me de novo a Amélia, tentando brincar com a situação ripostei.
- Seria muito engraçado se as coisas funcionassem desse modo Amélia, um fulano formulava um desejo e plim plim plim, tudo acontecia num passe de mágica.
Amélia fingiu ignorar a minha brincadeira e continuou.
- Lembras-te ainda que me ofereceste ajuda nessa noite e que te disponibilizaste para me transportar a casa?
- Sim também me recordo.
- E recordas-te ainda que aceitaste deliberadamente o meu convite para permanecer nesta casa.
- Bom, o convite que me fizeste nessa dia, entendi-o com carácter não definitivo e, como uma cortezia da tua parte por te ter prestado auxílio.
- Bom, na verdade Bartolomeu, foste tu que pediste auxílio, no momento em que formulaste o teu desejo.
- Lembraste ainda de quando, após nos beijármos a primeira vez e ainda antes de fazermos amor eu te declarei que irias ser meu para sempre e tu selaste esse acordo, beijando-me com toda a tua alma? Nesse momento, entregaste-te a mim incondicionalmente e para sempre!
-Irra Marquesa, eu não fiz acordo algum, tudo não passou de um momento, até concordo que me senti apaixonado, que efectivamente senti dentro de mim um impulso, uma atracção imensa por ti, mas nunca pensei em algo para sempre.
Amélia, voltou-se de novo para mim, exibindo ainda no rosto aquele seu sorriso marivilhosamente encantantório e calmamente respondeu-me.
- Vamos então dar o nosso passeio?
Aquelas roupas davam-me um certo ar cómico, nunca me tinha visto enfiado dentro de semelhante trajo. Olhei para Jarbas, que se mantinha espectante a um lado e perguntei-lhe - Qual é a tua opinião Jarbas, parece-te que com este fato vou impressionar o cavalo?
Parece-me muitíssimo bem excelência, respondeu-me Jarbas.
Coloquei-me em frente ao mordomo, cruzei os braços, olhei-o de frente e com um tom de voz decidido disse-lhe: Ouve uma coisa Jarbas, vamos acabar de vez com toda esta palhaçada a que não estou a achar a mínima graça. Dizes-me se faz favor onde estou, quem são estas pessoas, o que estou aqui a fazer e... por favor, para com essa treta de me tratares por excelência. Ok?
Mantendo o olhar fixo no meu, Jarbas respondeu - V. Exª está na residência da Excelsa Senhora Marquesa D. Amélia e é convidado de honra da Senhora Marquesa.
Foda-se Jarbas... já me estás a tirar do sério, não consegues ser mais claro e explícito?
Sem me responder, Jarbas dirigiu-se à porta do quarto, abrindo-a e anunciando - A Senhora D. Amélia aguarda Vossa Excelência na sala da biblioteca.
Eu ainda me passo caráças, ai passo, passo, já estou a perder a paciência com esta merda toda, vamos lá ter com a marquesa, que eu quero pôr isto tudo em pratos limpos.
Jarbas conduziu-me de novo por diferentes corredores, até chegarmos em frente a uma enorme porta que jarbas abriu, dando-me passagem.
Entrei de rompante, exasperado e, perante o meu olhar, deparou-se um enorme salão, cujas paredes se apresentavam integralmente cobertas por ricas estantes em madeira exótica, repletas de encadernações de aspecto antiquíssimo. No centro do salão, dois enormes cadeirões, estofados a veludo grenat, sobre uma imensa carpete persa, ao lado de cada cadeirão uma luz de leitura, na parede do fundo, uma lareira onde crepitava um ténue fogo.
De pé, ao lado de um dos cadeirões, Amélia esperava-me.
Recebeu-me com um sorriso, um sorrijo que já me era familiar e que produzia em mim efeitos encantantórios.
-Bem vindo Bartolomeu, vejo que aceitaste o meu convite para passear a cavalo, vou mostrar-te a nossa propriedade.
- Nossa? Perdão Amélia, eu nem sei onde me encontro, ou sequer com quem estou e, gostava imenso que me esclarecesses acerca disso.
Amélia apróximou-se mantendo o seu sorriso adorável e enigmático, retorquindo -Porquê essa irritação toda Bartolomeu? Não estás a ser bem recebido na nossa casa? A minha companhia não te é agradável? Ha algo que te esteja a desagradar?
-Nada disso Amélia, simplesmente encontro-me num local que desconheço, acompanhado por pessoas que tambem não conheço e acontecem coisas que ultrapassam o meu entendimento, gostava bastante que me esclarecesses de tudo isto.
Améli voltou-se e em passo lento voltou para junto do sofá onde se encontrava quando cheguei, sem se voltar, respondeu-me - Lembras-te bartolomeu da noite em que nos conhecemos?
Sim, lembro-me perfeitamente, respondi-lhe.
-Lembras-te que nessa noite formulaste mentalmente um desejo?
-Ahhhh... lembro... mas, esse desejo, como dizes, não foi mais que mental, não o mencionei a ninguem.
-Para além de mental, foi formulado Bartolomeu, o bastante para que uma entidade tenha decidido satisfazêr-to.
Ri-me, um riso nervoso que tentava afastar maus pressentimentos, dirigindo-me de novo a Amélia, tentando brincar com a situação ripostei.
- Seria muito engraçado se as coisas funcionassem desse modo Amélia, um fulano formulava um desejo e plim plim plim, tudo acontecia num passe de mágica.
Amélia fingiu ignorar a minha brincadeira e continuou.
- Lembras-te ainda que me ofereceste ajuda nessa noite e que te disponibilizaste para me transportar a casa?
- Sim também me recordo.
- E recordas-te ainda que aceitaste deliberadamente o meu convite para permanecer nesta casa.
- Bom, o convite que me fizeste nessa dia, entendi-o com carácter não definitivo e, como uma cortezia da tua parte por te ter prestado auxílio.
- Bom, na verdade Bartolomeu, foste tu que pediste auxílio, no momento em que formulaste o teu desejo.
- Lembraste ainda de quando, após nos beijármos a primeira vez e ainda antes de fazermos amor eu te declarei que irias ser meu para sempre e tu selaste esse acordo, beijando-me com toda a tua alma? Nesse momento, entregaste-te a mim incondicionalmente e para sempre!
-Irra Marquesa, eu não fiz acordo algum, tudo não passou de um momento, até concordo que me senti apaixonado, que efectivamente senti dentro de mim um impulso, uma atracção imensa por ti, mas nunca pensei em algo para sempre.
Amélia, voltou-se de novo para mim, exibindo ainda no rosto aquele seu sorriso marivilhosamente encantantório e calmamente respondeu-me.
- Vamos então dar o nosso passeio?
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Ano novo...
Acordou-me do doce torpor em que me achava, uma leve agitação na àgua a meu lado.
Abri os olhos e regressando à realidade do momento, vejo ao meu lado a figura quieta de Pelítia que, de olhar baixo,erguia as mãos em concha e derramava àgua do banho sobre o meu peito.
Olhei de imediato para Amélia, tentando adivinhar na sua expressão a definição que buscava para tudo o que se passava. Amélia não deixou que o seu olhar se encontrasse com o meu e fingindo-se distraída com a observação do seu rosto num pequeno espelho de poilette, mostrava-se alheada do que se passava à sua volta.
Sem me olhar, Pelítia começou então a passar levemente as suas níveas mãos sobre o meu peito, ombros, peito novamente, descendo em seguida até à cintura, enquanto curvava o tronco na minha direcção, apróximando assim o seu rosto do meu.
Amélia continuava entretida com o seu espelho, fingindo ainda não prestar atenção ao que se passava entre mim e Plítia.
Uns momentos após se deter na minha cintura, Pelítia avançou com brandura os seus dedos na direcção da minha zona pélvica, enquanto, encostando o seu rosto ao meu, apróximou a sua boca do meu pescoço.
Senti que de novo o meu membro ganhava volume e rijeza, Pelíntia, sentiu-o tambem subir e ganhar rijeza e segurou-o com mais determinação, começando a massaja-lo lenta, mas determinadamente.
Nesse momento senti uma ligeira picada no pescoço, e numa fracção de tempo recordei-me da sensação que tinha sentido anteriormente no pescoço, o que me fez afastar bruscamente de Pelítia.
Instantaneamente, Amélia soltou um grito de obediência a Pelítia que de imediato se sentou no chão da banheira, dobrando as pernas e cruzando os braços em redor do tronco, enquanto lançava um olhar de ódio à sua ama exibindo ainda dois dentes caninos proeminentes.
Disparou-me o coração num susto tremendo.
Amélia percebendo o meu estado de ansiedade e espanto, sossegou-me com um sorriso muito meigo, enquanto me dizia - Não te assustes Bartolomeu, não se passa nada de mal contigo, é que Pelítia por vezes perde um pouco a razão e esquece as minhas ordens, mas podes estar seguro, desde que estejas junto de mim, ela não se irá atrever.
Dizendo isto, Amélia levantou-se, enquanto fazia um sinal a Pelítia que se levantou também, saindo da banheira e colocando um amplo roupão em volta de Amélia.
Levantei-me também, ainda inseguro de todas aquelas estranhas atitudes.
Então Pelítia, sempre com o olhar colocado no chão apróximou-se, oferecendo-me também um roupão. Olhei Pelítia e de novo me sobressaltei, a sua túnica, tal como o seu corpo, encontravam-se completamente secos, como se nunca tivesse estado dentro de àgua. Fiquei imóvel olhando Amélia e Pelítia saindo de mão dada por uma outra porta em que ainda não tinha reparado. Enquanto caminhava, Amélia convidou-me a regressar ao meu quarto e vestir uma toilete que já me havia sido separada pelo mordomo.
Quando entrei no quarto, ainda hesitante, encontrei Jarbas prefilado a par de um cabide de pé alto, onde estava colocado um fato de montar.
Pensei comigo mesmo... esta gente está a gozar comigo, ou então estou dentro de um daqueles sonhos de onde não conseguimos saír, por mais vezes que se acorde.
Decidi dirigir-me então a Jarbas e com um sorriso provocador, indaguei - então Jarbas, hoje vai haver montaria? helooo... montaria, tás a ver?... caça ao javali... javali... porco, homem!
Sem perder a pose erecta e mantendo o seu ar fleumático de nobre inglês, Jarbas respondeu-me - A Senhora Marquesa Amélia, convida Vossa Excelência a acompanha-la num passeio a cavalo nos terrenos da propriedade.
Decidi voltar a provocar o mordomo, tentando exaspera-lo e criar uma brecha na sua atitude que me pudesse ajudar a compreender todo aquele enredo e lancei-lhe - Ena Jarbas, fartas-te de falar e nem te engasgas, andas a praticar algum tipo de exercício linguístico? hmmm? língua... exercício... coiso e tal... hmmm?
Fui brindado com a mudez fleumática de Jarbas que mantendo o olhar num infinito inexistente, fez questão de ignorar a minha pergunta jucosa.
Insisti na provocação e atirei-lhe - Olha lá Jarbas, descontrai homem, estás aí tão hirto, parece que engoliste um pau de vassora.
Nada!
Jarbas manteve-se imóvel e imperturbável...
Abri os olhos e regressando à realidade do momento, vejo ao meu lado a figura quieta de Pelítia que, de olhar baixo,erguia as mãos em concha e derramava àgua do banho sobre o meu peito.
Olhei de imediato para Amélia, tentando adivinhar na sua expressão a definição que buscava para tudo o que se passava. Amélia não deixou que o seu olhar se encontrasse com o meu e fingindo-se distraída com a observação do seu rosto num pequeno espelho de poilette, mostrava-se alheada do que se passava à sua volta.
Sem me olhar, Pelítia começou então a passar levemente as suas níveas mãos sobre o meu peito, ombros, peito novamente, descendo em seguida até à cintura, enquanto curvava o tronco na minha direcção, apróximando assim o seu rosto do meu.
Amélia continuava entretida com o seu espelho, fingindo ainda não prestar atenção ao que se passava entre mim e Plítia.
Uns momentos após se deter na minha cintura, Pelítia avançou com brandura os seus dedos na direcção da minha zona pélvica, enquanto, encostando o seu rosto ao meu, apróximou a sua boca do meu pescoço.
Senti que de novo o meu membro ganhava volume e rijeza, Pelíntia, sentiu-o tambem subir e ganhar rijeza e segurou-o com mais determinação, começando a massaja-lo lenta, mas determinadamente.
Nesse momento senti uma ligeira picada no pescoço, e numa fracção de tempo recordei-me da sensação que tinha sentido anteriormente no pescoço, o que me fez afastar bruscamente de Pelítia.
Instantaneamente, Amélia soltou um grito de obediência a Pelítia que de imediato se sentou no chão da banheira, dobrando as pernas e cruzando os braços em redor do tronco, enquanto lançava um olhar de ódio à sua ama exibindo ainda dois dentes caninos proeminentes.
Disparou-me o coração num susto tremendo.
Amélia percebendo o meu estado de ansiedade e espanto, sossegou-me com um sorriso muito meigo, enquanto me dizia - Não te assustes Bartolomeu, não se passa nada de mal contigo, é que Pelítia por vezes perde um pouco a razão e esquece as minhas ordens, mas podes estar seguro, desde que estejas junto de mim, ela não se irá atrever.
Dizendo isto, Amélia levantou-se, enquanto fazia um sinal a Pelítia que se levantou também, saindo da banheira e colocando um amplo roupão em volta de Amélia.
Levantei-me também, ainda inseguro de todas aquelas estranhas atitudes.
Então Pelítia, sempre com o olhar colocado no chão apróximou-se, oferecendo-me também um roupão. Olhei Pelítia e de novo me sobressaltei, a sua túnica, tal como o seu corpo, encontravam-se completamente secos, como se nunca tivesse estado dentro de àgua. Fiquei imóvel olhando Amélia e Pelítia saindo de mão dada por uma outra porta em que ainda não tinha reparado. Enquanto caminhava, Amélia convidou-me a regressar ao meu quarto e vestir uma toilete que já me havia sido separada pelo mordomo.
Quando entrei no quarto, ainda hesitante, encontrei Jarbas prefilado a par de um cabide de pé alto, onde estava colocado um fato de montar.
Pensei comigo mesmo... esta gente está a gozar comigo, ou então estou dentro de um daqueles sonhos de onde não conseguimos saír, por mais vezes que se acorde.
Decidi dirigir-me então a Jarbas e com um sorriso provocador, indaguei - então Jarbas, hoje vai haver montaria? helooo... montaria, tás a ver?... caça ao javali... javali... porco, homem!
Sem perder a pose erecta e mantendo o seu ar fleumático de nobre inglês, Jarbas respondeu-me - A Senhora Marquesa Amélia, convida Vossa Excelência a acompanha-la num passeio a cavalo nos terrenos da propriedade.
Decidi voltar a provocar o mordomo, tentando exaspera-lo e criar uma brecha na sua atitude que me pudesse ajudar a compreender todo aquele enredo e lancei-lhe - Ena Jarbas, fartas-te de falar e nem te engasgas, andas a praticar algum tipo de exercício linguístico? hmmm? língua... exercício... coiso e tal... hmmm?
Fui brindado com a mudez fleumática de Jarbas que mantendo o olhar num infinito inexistente, fez questão de ignorar a minha pergunta jucosa.
Insisti na provocação e atirei-lhe - Olha lá Jarbas, descontrai homem, estás aí tão hirto, parece que engoliste um pau de vassora.
Nada!
Jarbas manteve-se imóvel e imperturbável...
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