Invade-me essa luz forte da lua.
Afaga-me esse prateado efémero
feito em mim, pele de mulher nua
excita-me, acaricia-me, etéreo.
Percorre-me as veias, os sentidos,
fere-me, reconforta-me, endoidece-me
leva-me inebriante a lugares perdidos
Tento prendê-lo em mim, mas foge-me
Magentiza-me asfixia-me, a magia desse luar
A intensidade dessa luz reflectida
Tal como me magnetizou um dia o teu olhar
Tal como me asfixiou, um dia a tua partida.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Não consegues apanhar-me...
De súbito, entras-me de rompante pela janela da memória. O motivo por que o fizeste, ultrapassa toda a minha capacidade de entender, resta-me a certeza da recordação.
Atónito pela tua presença inesperada, embriago-me com o perfume que julgava ter ja esquecido e que começa a envolver-me completamente. É o teu perfume! Semi-cerro os olhos e torno mais viva a tua imagem no meu cerebro e no meu coração. Oiço o teu riso vivo de criança ladina. Oiço o teu desafio insistente para corrermos na praia. Sinto o teu beijo de convencimento e sigo-te.
E fazes como sempre fizeste quando corríamos e eu fingia que não conseguia ser mais veloz só para poder apreciar a graciosidade dos teus longos cabelos soltos ao vento e a leveza do teu corpo esbelto que parecia flanar alguns passos à minha frente. E voltavas o teu belo rosto, rindo abertamente enquanto repetias... não consegues apanhar-me... não consegues apanhar-me... não consegues apanhar-me...
Não consegui... não soube... apanhar-te... conquistar-te.
Sobraste-me em vivacidade, em desejo de infinito e de conquista.
Derrotou-me o medo de não de não acreditares no meu amor!!!
Atónito pela tua presença inesperada, embriago-me com o perfume que julgava ter ja esquecido e que começa a envolver-me completamente. É o teu perfume! Semi-cerro os olhos e torno mais viva a tua imagem no meu cerebro e no meu coração. Oiço o teu riso vivo de criança ladina. Oiço o teu desafio insistente para corrermos na praia. Sinto o teu beijo de convencimento e sigo-te.
E fazes como sempre fizeste quando corríamos e eu fingia que não conseguia ser mais veloz só para poder apreciar a graciosidade dos teus longos cabelos soltos ao vento e a leveza do teu corpo esbelto que parecia flanar alguns passos à minha frente. E voltavas o teu belo rosto, rindo abertamente enquanto repetias... não consegues apanhar-me... não consegues apanhar-me... não consegues apanhar-me...
Não consegui... não soube... apanhar-te... conquistar-te.
Sobraste-me em vivacidade, em desejo de infinito e de conquista.
Derrotou-me o medo de não de não acreditares no meu amor!!!
sábado, 19 de janeiro de 2008
Sem saber se existo...
Sem eu querer
Os teus seios atraíram o meu olhar
Sem eu saber
Os teus lábios quizeram-me beijar
Sem eu pedir
Nossas mãos percorreram nossos corpos
Sem eu ouvir
Pediste-me para te amar
Sem eu sentir
Inundaste-me de amor todos os poros
Sem eu mentir
Banhaste-te nos meus olhos de mar
Sem me mover
Libertaste em mim toda a paixão
Os teus seios atraíram o meu olhar
Sem eu saber
Os teus lábios quizeram-me beijar
Sem eu pedir
Nossas mãos percorreram nossos corpos
Sem eu ouvir
Pediste-me para te amar
Sem eu sentir
Inundaste-me de amor todos os poros
Sem eu mentir
Banhaste-te nos meus olhos de mar
Sem me mover
Libertaste em mim toda a paixão
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
O Ano Novo do Bartolomeu, continuação...
Apesar de o dia se apresentar invernoso e de me achar despido sobre a roupa de cama, a minha pele e a de Amélia que se achava deitada ao meu lado, quase queimavam.
Ainda aturdido pela velocidade vertiginosa a que os acontecimentos recentes tinham ocorrido, tentei reorganizar os pensamentos, as memórias e as imagens que se iam sucedendo no meu espírito. Tudo se apresentava incrivelmente irreal, porém, ao meu lado, naquela cama, lá estáva o corpo divinal de Amélia, mágicamente despido, como que atestando a realidade do que me parecia irreal.
Voltei-me então para Amélia que me olhava serena, suave e linda. Tive a sensação que o seu corpo flutuava, esfreguei os olhos tentando retirar o resto de turpor que pudesse fazer-me entender erradamente o que via. Amélia flutuava, talvez a um centímetro da roupa de cama, mas tinha a certeza que a pele das suas costas não a tocava. Amélia flutuava! Admirado, estendi a mão na sua direcção, tentando tocar-lhe. Nesse momento Amélia, com uma agilidade surpreendente, e antes que a tocasse, levantou-se, colocou de novo o robe e exibindo o seu sorriso mais amoroso, estendeu a mão na minha direcção, enquanto me pedia... vamos tomar um banho Bartolomeu?
Senti que algo me impulsionava, fazendo com que saltasse da cama e num ápice me encontrasse de mão dada com Amélia, que me conduziu para o quarto de banho.
Não trocámos uma palavra enquanto percorríamos o espaço que nos separava da porta, quando entrámos, deparei com a presença de uma figura feminina que ainda não havia conhecido até àquele momento.
Tratáva-se de uma jovem, aparentando 15 ou 16 anos, de aspecto frágil, tom de pele ligeiramente nacarada, olhos grandes, mas inexpressivos, cabelos loiros muito longos, seguros por uma tiara ornamentada de profusas flores minúsculas de multi cores, vestia uma túnica branca, fina, de onde transparecia integralmente o seu corpo esguio e franzino. Segurava numa das mãos um pote de cristal, de onde retirava sais aromáticos que ia espalhando na água da banheira.
Logo que entrámos, Amélia apresentou a nova personagem.
Esta menina chama-se Pelítia, é minha aia, mantem-se permanentemente ao meu lado e satisfaz-me em todos os meus desejos.
Enquanto fazia esta apresentação, Amélia passava meiga e lentamente a costa dos seus dedos pelo rosto de Pelítia. Enquanto que esta, mantendo o olhar baixo, desenhou uma breve flexão de joelhos, demonstrando obdiência e assentimento.
Achei que não me devia dirigir a Pelítia, mas não deixei no entanto de a observar, tentando intuír o significado de todo aquilo que se me estava a revelar.
Amélia parou em frente a Pelítia e voltou-se de costas, enquanto esta, poisando o pote dos sais lhe retirou o robe que a cobria. Depois, Amélia, deu-me de novo a mão e conduziu-me à banheira, de onde tinha começado a saír um leve vapor de água. Entrámos, a água estáva surpreendentemente gelada, porém isso não me causava qualquer incomodo, pelo contrário, senti que aquele gelo em contacto com a pele, me conduzia para um bem estar relaxante, convidando-me a descontraír. Entrei completamente naquela água revigorante, semi-cerrei os olhos e senti os pensamentos de novo a viajar. Lentamente, voltei a concentrar a atenção no local onde estava e em tudo o que me rodeava , abri os olhos. Estava realmente dentro daquela imensa banheira, onde tambem se encontravam Amélia e Pelítia, que suavemente deitava água com uma concha de prata sobre os ombros da sua ama...
Ainda aturdido pela velocidade vertiginosa a que os acontecimentos recentes tinham ocorrido, tentei reorganizar os pensamentos, as memórias e as imagens que se iam sucedendo no meu espírito. Tudo se apresentava incrivelmente irreal, porém, ao meu lado, naquela cama, lá estáva o corpo divinal de Amélia, mágicamente despido, como que atestando a realidade do que me parecia irreal.
Voltei-me então para Amélia que me olhava serena, suave e linda. Tive a sensação que o seu corpo flutuava, esfreguei os olhos tentando retirar o resto de turpor que pudesse fazer-me entender erradamente o que via. Amélia flutuava, talvez a um centímetro da roupa de cama, mas tinha a certeza que a pele das suas costas não a tocava. Amélia flutuava! Admirado, estendi a mão na sua direcção, tentando tocar-lhe. Nesse momento Amélia, com uma agilidade surpreendente, e antes que a tocasse, levantou-se, colocou de novo o robe e exibindo o seu sorriso mais amoroso, estendeu a mão na minha direcção, enquanto me pedia... vamos tomar um banho Bartolomeu?
Senti que algo me impulsionava, fazendo com que saltasse da cama e num ápice me encontrasse de mão dada com Amélia, que me conduziu para o quarto de banho.
Não trocámos uma palavra enquanto percorríamos o espaço que nos separava da porta, quando entrámos, deparei com a presença de uma figura feminina que ainda não havia conhecido até àquele momento.
Tratáva-se de uma jovem, aparentando 15 ou 16 anos, de aspecto frágil, tom de pele ligeiramente nacarada, olhos grandes, mas inexpressivos, cabelos loiros muito longos, seguros por uma tiara ornamentada de profusas flores minúsculas de multi cores, vestia uma túnica branca, fina, de onde transparecia integralmente o seu corpo esguio e franzino. Segurava numa das mãos um pote de cristal, de onde retirava sais aromáticos que ia espalhando na água da banheira.
Logo que entrámos, Amélia apresentou a nova personagem.
Esta menina chama-se Pelítia, é minha aia, mantem-se permanentemente ao meu lado e satisfaz-me em todos os meus desejos.
Enquanto fazia esta apresentação, Amélia passava meiga e lentamente a costa dos seus dedos pelo rosto de Pelítia. Enquanto que esta, mantendo o olhar baixo, desenhou uma breve flexão de joelhos, demonstrando obdiência e assentimento.
Achei que não me devia dirigir a Pelítia, mas não deixei no entanto de a observar, tentando intuír o significado de todo aquilo que se me estava a revelar.
Amélia parou em frente a Pelítia e voltou-se de costas, enquanto esta, poisando o pote dos sais lhe retirou o robe que a cobria. Depois, Amélia, deu-me de novo a mão e conduziu-me à banheira, de onde tinha começado a saír um leve vapor de água. Entrámos, a água estáva surpreendentemente gelada, porém isso não me causava qualquer incomodo, pelo contrário, senti que aquele gelo em contacto com a pele, me conduzia para um bem estar relaxante, convidando-me a descontraír. Entrei completamente naquela água revigorante, semi-cerrei os olhos e senti os pensamentos de novo a viajar. Lentamente, voltei a concentrar a atenção no local onde estava e em tudo o que me rodeava , abri os olhos. Estava realmente dentro daquela imensa banheira, onde tambem se encontravam Amélia e Pelítia, que suavemente deitava água com uma concha de prata sobre os ombros da sua ama...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Dois dias depois do ano Novo do Bartolomeu
Bartolomeu...
Por entre uma ligeira penumbra vislumbrei uma figura feminina que me observava colocada de pé, ao lado da cama onde permanecia deitado e que chamava o meu nome.
Em seguida, olhei em redor, tentando erguer-me, mas de imediato, uma vertigem obrigou-me a deitar novamente.
Bartolomeu, chamou de novo a figura feminina que agora ajoelhara ao meu lado e me acariciava dos cabelos diligentemente.
Olhei aquele rosto fino, agradável que me olhava com carinho, mas que eu não conhecia.
Aparentava pertencer a uma mulher que andaria pelos 45 anos, pele clara, lisa, olhos expressivos, enormes, escuros, emoldurados por uma cabeleira forte, brilhante, comprida.
Perguntei-lhe quem era e que lugar era aquele onde me encontrava.
Sorriu-se diligente, enquanto mantinha os seus dedos ocupados com o meu cabelo em suaves carícias.
Não te lembras de mim, Bartolomeu?
Sou a Amélia!
Amélia!?
Uma corrente de pensamentos, atravessou-me a memória num ápice. Um rosário de imágens, de frases, de sons difusos relembraram-me a Amélia que tinha conhecido num momento, que não conseguia lembrar se era distante, ou recente. A memória trouxe-me então a imágem mais nítida dessa Amélia e constatei que diferia daquela que agora se apresentava à minha frente.
Perdão, a senhora não é a Amélia de que me recordo, a Amélia que...
Neste momento a nova Amélia colocou suavemente os seus dedos sobre os meus lábios e, exibindo um sorriso sedutor declarou. Vamos esquecer o passado, a partir deste momento só o futuro irá contar. Combinado?
Sem saber o que responder concretamente, voltei a tentar erguer-me, novamente me assaltou uma vertigem, mas desta vez, suportável. Reclinado na cama, olhei à minha volta, tentando identificar o local onde me encontrava.
Amélia levantou-se também e correu os pesados reposteiros em veludo azul-escuro, quase negros que protegiam o quarto da claridade exterior.
Que dia é hoje, perguntei?
Dia 2 de Janeiro de 2008, respondeu Amélia sorrindo.
Dia 2? Então estou aqui ha 2 dias?
Amélia riu-se de novo - Tens estado a descansar, assim, vais iniciar o novo ano pleno de energia!
Enquanto colocava estas perguntas e recebia as correspondentes respostas, senti que algo no meu pescoço me incomodava. Levantei a mão direita e apalpei o lado esquerdo do pescoço que me parecia dormente e onde tacteei dois pontos, como se fossem duas borbulhas.
Amélia percebeu o meu gesto e aproximando-se da cama onde me encontrava, ajoelhou-se novamente, aproximou o seu rosto do meu e sem que esperasse, depositou um longo e suave beijo nos meus lábios.
Em seguida anunciou, tens o banho pronto Bartolomeu. Quando terminares, dentro destes armários encontras roupas para vestires, basta que escolhas de acordo com o teu gosto.
Isto não pode estar a acontecer comigo, pensei de mim para mim.
Como que adivinhando os meus pensamentos, Amélia depositou novo beijo nos meus lábios, mas desta vez mais ardente, mais intenso, mais prolongado ao qual senti o impulso incontrolável de corresponder. Enquanto nos beijávamos, Amélia libertou-se do longo robe que vestia, ficando somente coberta por uma diáfana camisa de dormir em seda rosa-claro que deixava adivinhar as sensuais curvas do seu corpo.
Atirando para trás os seus longos cabelos negros e fixando de uma forma penetrante o seu olhar em mim, declarou numa ânsia... vais ser completamente meu. Seguiram-se momentos inenarráveis de ardentes beijos e carícias, de novo, perante o meu olhar extasiado Amélia voltava a transformar-se, aparentando estar mais jovem ainda. As carícias mútuas e os beijos aumentaram de rítmo, os corpos de ambos fundiam-se já um no outro, quase indistintos, rolando sobre o vasto leito, apertando-se, colocando-se indistintamente um por cima do outro, desejando ardentemente entrar um no outro. Foi então que Amélia, retirando por completo a breve camisa de seda e, revelando na totalidade o seu esbelto corpo nu, se colocou sobre o meu ventre e segurando com firmeza o meu membro que estalava de rijeza e desejo de a penetrar, num gesto ágil de cintura, o conduziu para o interior de si.
Nesse momento, o céu e a terra rodopiaram vertiginosamente em torno de mim. Cerrei os olhos e deixei-me embalar completamente pelo rítmo que Amélia imprimia ofegante, murmurante. Deliciei-me com a sensação de sentir o seu interior envolvente, de sentir os seus seios rijos pressionando o meu peito, enquanto os seus lábios, junto aos meus, entoávam mormúrios que mais pareciam orações ininteligíveis. De súbito Amélia envolveu-me num abraço, um abraço que apertou ao mesmo tempo que o seu corpo estremecia interiormente e da sua garganta saía um som profundo de fera que caça a presa, denunciador de ter atingido um estado de prazer dilacerante. Aqueles pasmos musculares repetiram-se vezes seguidas. Por um momento Amélia abrandou o rítmo alucinante a que a sua cintura se remexia e a sua cabeça se revolvia, fazendo com que os longos cabelos lhe cobrissem por completo o rosto e o peito. De novo, Amélia retomou os movimentos circulares e de vai e vem que executava com a sua cintura, rins e zona pélvica, de novo me abraçou, sussurou, gemeu e de novo num êxtase incontível, desta vez mais prolongado, o seu corpo estremeceu, enquanto unindo a sua boca com a minha mordia ferozmente os meus lábios.
O calor que emanava do seu corpo queimava e transmitia-me uma sensação que me era desconhecida. Nunca um corpo de mulher me tinha provocado sentimentos tão intensos, como o de Amélia...
Por entre uma ligeira penumbra vislumbrei uma figura feminina que me observava colocada de pé, ao lado da cama onde permanecia deitado e que chamava o meu nome.
Em seguida, olhei em redor, tentando erguer-me, mas de imediato, uma vertigem obrigou-me a deitar novamente.
Bartolomeu, chamou de novo a figura feminina que agora ajoelhara ao meu lado e me acariciava dos cabelos diligentemente.
Olhei aquele rosto fino, agradável que me olhava com carinho, mas que eu não conhecia.
Aparentava pertencer a uma mulher que andaria pelos 45 anos, pele clara, lisa, olhos expressivos, enormes, escuros, emoldurados por uma cabeleira forte, brilhante, comprida.
Perguntei-lhe quem era e que lugar era aquele onde me encontrava.
Sorriu-se diligente, enquanto mantinha os seus dedos ocupados com o meu cabelo em suaves carícias.
Não te lembras de mim, Bartolomeu?
Sou a Amélia!
Amélia!?
Uma corrente de pensamentos, atravessou-me a memória num ápice. Um rosário de imágens, de frases, de sons difusos relembraram-me a Amélia que tinha conhecido num momento, que não conseguia lembrar se era distante, ou recente. A memória trouxe-me então a imágem mais nítida dessa Amélia e constatei que diferia daquela que agora se apresentava à minha frente.
Perdão, a senhora não é a Amélia de que me recordo, a Amélia que...
Neste momento a nova Amélia colocou suavemente os seus dedos sobre os meus lábios e, exibindo um sorriso sedutor declarou. Vamos esquecer o passado, a partir deste momento só o futuro irá contar. Combinado?
Sem saber o que responder concretamente, voltei a tentar erguer-me, novamente me assaltou uma vertigem, mas desta vez, suportável. Reclinado na cama, olhei à minha volta, tentando identificar o local onde me encontrava.
Amélia levantou-se também e correu os pesados reposteiros em veludo azul-escuro, quase negros que protegiam o quarto da claridade exterior.
Que dia é hoje, perguntei?
Dia 2 de Janeiro de 2008, respondeu Amélia sorrindo.
Dia 2? Então estou aqui ha 2 dias?
Amélia riu-se de novo - Tens estado a descansar, assim, vais iniciar o novo ano pleno de energia!
Enquanto colocava estas perguntas e recebia as correspondentes respostas, senti que algo no meu pescoço me incomodava. Levantei a mão direita e apalpei o lado esquerdo do pescoço que me parecia dormente e onde tacteei dois pontos, como se fossem duas borbulhas.
Amélia percebeu o meu gesto e aproximando-se da cama onde me encontrava, ajoelhou-se novamente, aproximou o seu rosto do meu e sem que esperasse, depositou um longo e suave beijo nos meus lábios.
Em seguida anunciou, tens o banho pronto Bartolomeu. Quando terminares, dentro destes armários encontras roupas para vestires, basta que escolhas de acordo com o teu gosto.
Isto não pode estar a acontecer comigo, pensei de mim para mim.
Como que adivinhando os meus pensamentos, Amélia depositou novo beijo nos meus lábios, mas desta vez mais ardente, mais intenso, mais prolongado ao qual senti o impulso incontrolável de corresponder. Enquanto nos beijávamos, Amélia libertou-se do longo robe que vestia, ficando somente coberta por uma diáfana camisa de dormir em seda rosa-claro que deixava adivinhar as sensuais curvas do seu corpo.
Atirando para trás os seus longos cabelos negros e fixando de uma forma penetrante o seu olhar em mim, declarou numa ânsia... vais ser completamente meu. Seguiram-se momentos inenarráveis de ardentes beijos e carícias, de novo, perante o meu olhar extasiado Amélia voltava a transformar-se, aparentando estar mais jovem ainda. As carícias mútuas e os beijos aumentaram de rítmo, os corpos de ambos fundiam-se já um no outro, quase indistintos, rolando sobre o vasto leito, apertando-se, colocando-se indistintamente um por cima do outro, desejando ardentemente entrar um no outro. Foi então que Amélia, retirando por completo a breve camisa de seda e, revelando na totalidade o seu esbelto corpo nu, se colocou sobre o meu ventre e segurando com firmeza o meu membro que estalava de rijeza e desejo de a penetrar, num gesto ágil de cintura, o conduziu para o interior de si.
Nesse momento, o céu e a terra rodopiaram vertiginosamente em torno de mim. Cerrei os olhos e deixei-me embalar completamente pelo rítmo que Amélia imprimia ofegante, murmurante. Deliciei-me com a sensação de sentir o seu interior envolvente, de sentir os seus seios rijos pressionando o meu peito, enquanto os seus lábios, junto aos meus, entoávam mormúrios que mais pareciam orações ininteligíveis. De súbito Amélia envolveu-me num abraço, um abraço que apertou ao mesmo tempo que o seu corpo estremecia interiormente e da sua garganta saía um som profundo de fera que caça a presa, denunciador de ter atingido um estado de prazer dilacerante. Aqueles pasmos musculares repetiram-se vezes seguidas. Por um momento Amélia abrandou o rítmo alucinante a que a sua cintura se remexia e a sua cabeça se revolvia, fazendo com que os longos cabelos lhe cobrissem por completo o rosto e o peito. De novo, Amélia retomou os movimentos circulares e de vai e vem que executava com a sua cintura, rins e zona pélvica, de novo me abraçou, sussurou, gemeu e de novo num êxtase incontível, desta vez mais prolongado, o seu corpo estremeceu, enquanto unindo a sua boca com a minha mordia ferozmente os meus lábios.
O calor que emanava do seu corpo queimava e transmitia-me uma sensação que me era desconhecida. Nunca um corpo de mulher me tinha provocado sentimentos tão intensos, como o de Amélia...
O Ano Novo do Bartolomeu, continuação...
Segui então o mordomo que me conduziu através de escadarias e longos corredores iluminados unicamente por escassos candelabros, intervalados por enormes telas a óleo, exibindo figuras de pessoas antigas, que deduzi serem antepassados da marquesa Amélia.
Chegados ao final de um dos corredores, Jarbas parou súbitamente em frente a uma porta de enormes dimensões e declarou abrindo a mesma: Este é o quarto destinado a V. Exª. se desejar algo, basta que accione a campaínha que se encontra ao lado da cama, bom repouso.
Entrei no quarto, era amplo, composto por mobiliário que parecia saído de uma sala de museu. Suspenso do tecto, um imenso candeeiro de 12 braços em latão antigo, as paredes forradas integralmente a tecido de damasco azul-escuro, salpicado de finas ramagens prateadas, o chão, em tabuado, apresentava-se coberto por uma enorme carpete persa de pelo alto, com motivos florais em tons grenat. Todo este conjunto, conferiam ao quarto uma atmosfera opressiva e de certo modo arrepiante. Entretanto, Jarbas fechara a porta atrás de mim.
De um lado do quarto, uma janela enorme, rasgada para a mesma paisagem que se admirava do largo onde o meu carro tinha ficado estacionado.
Na parede do fundo, outra porta dava acesso a um amplo vestíbulo onde, de um e outro lado se perfilávam dois enormes armários em mógno com portas trabalhadas exibindo figuras mitológicas gravadas em alto relevo.
Ao fundo do vestíbulo outra porta dava passagem para o quarto de banho. Imenso, todo revestido em pedra mármore rosa, com uma parede toda em espelho e uma banheira que lembrava uma piscina olímpica.
Senti então algum torpôr físico sinal de que efectivamente estáva a necessitar descansar um pouco. Despi-me, deitei-me e não me lembro de ter adormecido, acordei sonhando que ouvia uma voz longínqua, suavemente chamando o meu nome, Bartolomeu... Bartolomeu...
Aquele chamamento levemente encantantório, fez-me recuperar lentamente a lucidez, enquanto se tornava mais nítido e mais presente, Bartolomeu...
Abri os olhos...
Chegados ao final de um dos corredores, Jarbas parou súbitamente em frente a uma porta de enormes dimensões e declarou abrindo a mesma: Este é o quarto destinado a V. Exª. se desejar algo, basta que accione a campaínha que se encontra ao lado da cama, bom repouso.
Entrei no quarto, era amplo, composto por mobiliário que parecia saído de uma sala de museu. Suspenso do tecto, um imenso candeeiro de 12 braços em latão antigo, as paredes forradas integralmente a tecido de damasco azul-escuro, salpicado de finas ramagens prateadas, o chão, em tabuado, apresentava-se coberto por uma enorme carpete persa de pelo alto, com motivos florais em tons grenat. Todo este conjunto, conferiam ao quarto uma atmosfera opressiva e de certo modo arrepiante. Entretanto, Jarbas fechara a porta atrás de mim.
De um lado do quarto, uma janela enorme, rasgada para a mesma paisagem que se admirava do largo onde o meu carro tinha ficado estacionado.
Na parede do fundo, outra porta dava acesso a um amplo vestíbulo onde, de um e outro lado se perfilávam dois enormes armários em mógno com portas trabalhadas exibindo figuras mitológicas gravadas em alto relevo.
Ao fundo do vestíbulo outra porta dava passagem para o quarto de banho. Imenso, todo revestido em pedra mármore rosa, com uma parede toda em espelho e uma banheira que lembrava uma piscina olímpica.
Senti então algum torpôr físico sinal de que efectivamente estáva a necessitar descansar um pouco. Despi-me, deitei-me e não me lembro de ter adormecido, acordei sonhando que ouvia uma voz longínqua, suavemente chamando o meu nome, Bartolomeu... Bartolomeu...
Aquele chamamento levemente encantantório, fez-me recuperar lentamente a lucidez, enquanto se tornava mais nítido e mais presente, Bartolomeu...
Abri os olhos...
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
O Ano Novo do Bartolomeu, continuação...
Passámos um tempo indeterminado naquela extasiante admiração, saímos dela quando Amélia, tocando a minha mão me convidou a fazer-lhe companhia para o pequeno almoço.
Aceitei. Saí do carro, abri-lhe a porta e prontifiquei-me para a ajudar a saír. Olhou-me com alguma altivez e declarou: não precisas incomodar-te consigo perfeitamente saír, basta que me ofereças a tua mão. Assim fiz, delicadamente pousou a sua sobre a minha e sem dificuldade abandonou o banco do carro. Quando subíamos a breve escadaria em pedra da mansão, a vetusta porta em madeira de carvalho trabalhado, na frontaria do edifício abriu-se, mostrando a figura austera de um mordomo, que fazendo uma ligeira vénia reverencial, cumprimentou a minha mais recente amiga, dirigindo-lhe um: Bom dia Srª. Marquêsa.
Marquêsa? Oh com um raio, e agora? Como é que se toma um pequeno almoço à mesa com uma marquêsa?
Talvez adivinhando as minhas cogitações e inseguranças, pediu-me que lhe oferecesse o meu braço e sossegou-me dizendo: Bartolomeu, a aristocracia de hoje, não faz questão em observar as mesmas regras espartilhantes de outrora. Não nos tornámos trogloditas, mas aligeirámos, ou se preferires, ajustámos as etiquetas seculares aos tempos actuais. Por isso descontrai-te e sê tu próprio, só assim, poderemos sentir prazer na companhia um do outro.
Não pude evitar um riso denunciador de algum nervosismo e decidi seguir o conselho de Amélia, descontraindo-me.
Desde que saímos do carro, notei que Amélia se tinha transformado um pouco, quase podia afirmar que a via rejuvenescer, notava-lhe mais agilidade, mais vitalidade no rosto e no sorriso. O seu passo era firme e elegante, a postura um misto de altiva e diligente e o trato subtil e carinhoso, uma verdadeira dama aristocrata.
Chegádos à salinha onde iria decorrer o pequeno almoço e onde a mesa se achava já posta, convidou-me a sentar ao seu lado. Afastei o seu cadeirão, e voltei a colocá-lo para que se sentásse e em seguida ocupei o lugar que me havia indicado.
Em seguida, Amélia fez sinal à empregada que entretanto aparecera rigorosamente fardada e empurrando um carrinho de copa repleto de pratos e travessas tapados por campânulas, para que nos servisse.
Foi-nos servido um pequeno almoço a que noutra situação, chamaria um almoço, mas que me soube divinalmente. Terminada a refeição, Amélia fez questão de me contar abreviadamente a história daquele palacete desde a sua construção, passando de relance pelas origens da ancestral família a que pertencia.
Em seguida, Amélia voltou a fixar o seu olhar doce e penetrante no meu e declarou que desejava que lhe satisfizesse um desejo.
Com todo o gosto, declarei-lhe.
-Desejo que passes o dia na minha companhia e se te apetecer descansar um pouco, tens um quarto pronto para te receber.
Tentei declinar a oferta, desculpando-me com o incómodo que iria causar. Recusou as minhas desculpas, declarando-se ofendida se eu não aceitásse.
Um pouco embaraçado, decidi aceder.
Amélia tocou uma campaínha que se encontrava sobre a mesa e de imediato apareceu o mordomo que nos tinha aberto a porta.
Jarbas, conduza o Sr. Bartolomeu ao quarto azul.
Certamente Senhora Marquesa. E voltando-se para mim, indicou-me o caminho a seguir.
Despedi-me de Amélia que se manteve sentada à mesa do pequeno almoço e se despediu também, enviando-me um sorriso algo enigmático. Senti de novo um tremendo arrepio que me percorreu a coluna vertebral, porém, ao contrário do anterior, este revelou-se-me bastante desconfortável.
Aceitei. Saí do carro, abri-lhe a porta e prontifiquei-me para a ajudar a saír. Olhou-me com alguma altivez e declarou: não precisas incomodar-te consigo perfeitamente saír, basta que me ofereças a tua mão. Assim fiz, delicadamente pousou a sua sobre a minha e sem dificuldade abandonou o banco do carro. Quando subíamos a breve escadaria em pedra da mansão, a vetusta porta em madeira de carvalho trabalhado, na frontaria do edifício abriu-se, mostrando a figura austera de um mordomo, que fazendo uma ligeira vénia reverencial, cumprimentou a minha mais recente amiga, dirigindo-lhe um: Bom dia Srª. Marquêsa.
Marquêsa? Oh com um raio, e agora? Como é que se toma um pequeno almoço à mesa com uma marquêsa?
Talvez adivinhando as minhas cogitações e inseguranças, pediu-me que lhe oferecesse o meu braço e sossegou-me dizendo: Bartolomeu, a aristocracia de hoje, não faz questão em observar as mesmas regras espartilhantes de outrora. Não nos tornámos trogloditas, mas aligeirámos, ou se preferires, ajustámos as etiquetas seculares aos tempos actuais. Por isso descontrai-te e sê tu próprio, só assim, poderemos sentir prazer na companhia um do outro.
Não pude evitar um riso denunciador de algum nervosismo e decidi seguir o conselho de Amélia, descontraindo-me.
Desde que saímos do carro, notei que Amélia se tinha transformado um pouco, quase podia afirmar que a via rejuvenescer, notava-lhe mais agilidade, mais vitalidade no rosto e no sorriso. O seu passo era firme e elegante, a postura um misto de altiva e diligente e o trato subtil e carinhoso, uma verdadeira dama aristocrata.
Chegádos à salinha onde iria decorrer o pequeno almoço e onde a mesa se achava já posta, convidou-me a sentar ao seu lado. Afastei o seu cadeirão, e voltei a colocá-lo para que se sentásse e em seguida ocupei o lugar que me havia indicado.
Em seguida, Amélia fez sinal à empregada que entretanto aparecera rigorosamente fardada e empurrando um carrinho de copa repleto de pratos e travessas tapados por campânulas, para que nos servisse.
Foi-nos servido um pequeno almoço a que noutra situação, chamaria um almoço, mas que me soube divinalmente. Terminada a refeição, Amélia fez questão de me contar abreviadamente a história daquele palacete desde a sua construção, passando de relance pelas origens da ancestral família a que pertencia.
Em seguida, Amélia voltou a fixar o seu olhar doce e penetrante no meu e declarou que desejava que lhe satisfizesse um desejo.
Com todo o gosto, declarei-lhe.
-Desejo que passes o dia na minha companhia e se te apetecer descansar um pouco, tens um quarto pronto para te receber.
Tentei declinar a oferta, desculpando-me com o incómodo que iria causar. Recusou as minhas desculpas, declarando-se ofendida se eu não aceitásse.
Um pouco embaraçado, decidi aceder.
Amélia tocou uma campaínha que se encontrava sobre a mesa e de imediato apareceu o mordomo que nos tinha aberto a porta.
Jarbas, conduza o Sr. Bartolomeu ao quarto azul.
Certamente Senhora Marquesa. E voltando-se para mim, indicou-me o caminho a seguir.
Despedi-me de Amélia que se manteve sentada à mesa do pequeno almoço e se despediu também, enviando-me um sorriso algo enigmático. Senti de novo um tremendo arrepio que me percorreu a coluna vertebral, porém, ao contrário do anterior, este revelou-se-me bastante desconfortável.
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