quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O Ano Novo do Bartolomeu

Olá minhas queridas e meus queridos amigos!!!!
Saudações fraternas para todos vós!!!!
Imagino que muitos de vós, sintam já saudades deste vosso amigo, tantas talvez, quanto aquelas que ele sente de vós.
Sucede que esta ausência, como tudo na vida tem uma razão de ser e por conseguinte uma explicação. E essa explicação, posso chamar-lhe de certa forma insólita, apesar de não a poder considerar inédita, pois aquilo que sucedeu comigo e que lhes relatarei de seguida, aconteceu já com muitíssimas outras pessoas.
Eu conto-lhes.
O ano que terminou às 24 horas do dia 31 de Dezembro p.p., foi para a maioria de nós, parco em acontecimentos que nos fizessem sentir satisfeitos, como se costuma dizer... felizes por ter nascido. Por isso, quando nessa noite me dirigia para o local onde tencionava comemorar a passagem do ano velho para o novo, formulei mentalmente um desejo, dirigido ao deus dos bacanos, em que lhe pedia a interferência para fazer cruzar no meu caminho, uma mulher. Não fui exigente nos predicados. Pedi simplesmente que fosse divertida, inteligente e apreciadora do farfalho. Porem a noite decorreu paulatinamente, apesar da animação e alegria reinantes no local e, até à hora de me dirigir de novo ao carro para voltar a casa, a mulher do pedido formulado, não se havia ainda manifestado. Foi então que reparei perto do meu carro, numa idosa que notei estar a necessitar de ajuda. Apróximei-me e percebi tratar-se de uma senhora que aparentava estar perto dos 80 anos, apesar de as roupas demonstrarem algum desalinho, percebia-se que era pessoa de fino trato, cujo rosto exibia ainda traços de uma beleza que não se havia extinguido completamente.
Acerquei-me dela e indaguei se a poderia ajudar, ergueu os olhos, que apesar do escuro da noite se notava possuirem ainda um brilho com certo fulgor. Enviou-me um sorriso grato, acompanhado de um ligeiro esgar de dor e estendendo-me a mão, pediu que a ajudasse a erguer.
Assim fiz. Com muito cuidado, segurei-lhe a mão e apoiando-a por trás, ajudei-a a levantar-se. Já de pé, mas ligeiramente cambaleante, perguntou-me o nome, esclarecendo que se chamava Amélia. Bartolomeu, respondi-lhe. Ah tal como o louco padre jesuíta que cismou, um dia seria capaz de voar? Exactamente, tal como esse. Nesse momento, fixou bem o brilho mais intenso dos seus olhos nos meus, endireitou muito bem o tronco e depois de uma pausa de alguns segundos, afirmou veementemente: Voarás ! um dia voarás!
Confesso que naquele momento, um arrepio gelado percorreu a minha coluna vertebral e, tentando quebrar o momento de sem-jeito, perguntei-lhe se a poderia conduzir a algum lado. De novo exibiu o sorriso que já me começava a conquistar e perguntou-me se estaria disposto a leva-la a casa. Concerteza, sem favor, bastaria que para tanto me desse a indicação da morada...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Todos Nós! ;-))

Todos nós somos uma rosa,
ora murcha... ora viçosa.
Somos onda buliçosa,
Que se eleva na vazante,
ora baixa, ora orgulhosa.
Como ventre abundante,
quando em alcôva, garbosa,
se abre ao seu amante.

Todos nós, somos uma rosa
Posta em ramada frondosa
Cada rosa, mais formosa
Cada rosa, mais mimosa
Todos nós, somos flores
Nascidos de muitas dores
Gerados d'eternos amores
Todos nós! Todos nós! Meus Senhores!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Vem... vem dançar!!!

Coloca o teu vestido de estrelas e vem dançar
Deixa-me guiar os teus passos, sente a musica
Nesta valsa que faz o meu e o teu corpo vibrar
Sente neste momento a nossa existência unica

Coloca o teu colar de pérolas e de sonhos
Coloca os teus sapatos mágicos e vem dançar
Deita fora os teus pensamentos velhos
deixa o teu sorriso e os teus olhos brilhar

Dança sempre, dança, rodopia sem parar
Deixa que os teus sentidos se inebriem
Tens os meus braços para te amparar
Sente o gosto dos meus olhos que se riem

Ri também, solta o espírito nesta dança
Solta o corpo, solta a alma e os cabelos
Deixa que a razão se perca na mudança
De velhos tempos para novos bem mais belos

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

E-Mail para o menino Jesus

Olá mano, está a chegar o dia do teu aniversário, eu e os restantes manos, começámos a fazer os preparativos para o comemorar.
Como sabes mano, nesta época, todos dirigimos o pensamento para ti e, muitos de nós formulam desejos e pedidos de presentes que desejamos nos ofereças.
Eu sei que é uma tradição e sei também que não és nada dado à posse de valores materiais, mas, como estás mais junto Do Pai, achamos sempre que tens a capacidade infinita para atenderes a todos os nossos desejos.
Eu também tenho um desejo, um pedido que gostava de ver atendido. Quero pedir-te mano, que este ano nos visites em pessoa. Eu sei que o atendimento deste pedido deve estar dependente de conjunturas que estão vedadas ao meu entendimento. Mas quero dizer-te mano, que a tua presença nos faz tanta falta , como o alimento.
Tu deves saber mano, que desde que partiste, o mundo tem esquecido os ensinamentos que trouxeste Do Pai, para nós.
Já poucos dos nossos manos se lembram das tuas palavras.
É urgente que possas voltar e que nos relembres tudo aquilo que O Pai mandou que nos ensinasses.
Por vezes penso, se quando voltares, nos vais poder falar do mesmo modo que falaste ha 2000 anos. É que, hoje julgamo-nos muito mais evoluídos que os manos desse tempo, apesar de sermos os mesmos homens, de possuirmos os mesmos medos e os mesmos anseios. Talvez por isso, mesmo depois de teres dado a tua vida por nós, continuemos a cometer os mesmos erros.
No entanto, estamos todos muito desejosos de te rever mano e de ouvir as novas palavras de esperança que O Pai nos enviar por Ti.
Visita-nos mano por favor, não só em espírito, precisamos de voltar a ver-te, a ouvir-te e a seguir a Tua palavra.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Tenho-te ...

Escorres-me nos sentidos como chuva de verão, refrescante, intensa, fazes rebentar dentro de mim o desejo.
Tudo em mim és tu...
Tenho-te...
Tenho o teu corpo desenhado ao milímetro na polpa dos meus dedos, tenho o teu cheiro gravado a fogo na minha pele e o som dos teus gemidos ecoam como o marulhar suve da onda que se espraia, ou o ribombar forte do trovão.
Tenho o sabor de ti guardado em mim.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Hoje...

Hoje vou voltar àquele caminho ha muito já esquecido, vou voltar a percorrer os carreiros que serpenteavam entre o arvoredo centenário e escutar o chilrrear das mesmas aves. Vou rir de novo quando sentir os raios do mesmo sol banhando o meu rosto, vou voltar a saborear a fresca àgua da mesma fonte.
Hoje, vou sentir o conforto da mesma erva, vou subir ao mesmo penedo na serrania, vou soltar o mesmo heiiiiiiii e ouvir em retorno o mesmo eco.
Hoje, vou correr no mesmo verde prado, de braços abertos ao teu encontro e, como gaiatos travessos, depois de trocarmos apaixonados beijos, iremos atirar os mesmos seixos às àguas murmurantes do nosso riacho.
Hoje, vou passar de novo as minhas trémulas mãos pelo teu rosto e beijar essa mesma lágrima que irá rolar caprichosa de teus doces olhos.
Hoje, vou voltar à memória do teu sorriso.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Prova de Vida

Já provei da vida vários sabores
Sabores que não esqueço, bons ou não
Na vida conheci muitos amores
Provei aventuras com gosto de paixão

A vida deu-me momentos de loucura
E ensinou-me como utilizar a razão
Fez-me sentir o gosto da ternura
Quando, num dia triste alguém me deu a mão

A vida brincou comigo e, eu com ela
Mas guardámos entre nós grande respeito
Eu aprendi a ver como ela é bela
Ela, guarda-me carinhosa em seu peito

A vida envelhece a meu lado
Trocamos entre nós boas memórias
Chamo-lhe vida e, não fado
Porque eu e a vida somos histórias