Já provei da vida vários sabores
Sabores que não esqueço, bons ou não
Na vida conheci muitos amores
Provei aventuras com gosto de paixão
A vida deu-me momentos de loucura
E ensinou-me como utilizar a razão
Fez-me sentir o gosto da ternura
Quando, num dia triste alguém me deu a mão
A vida brincou comigo e, eu com ela
Mas guardámos entre nós grande respeito
Eu aprendi a ver como ela é bela
Ela, guarda-me carinhosa em seu peito
A vida envelhece a meu lado
Trocamos entre nós boas memórias
Chamo-lhe vida e, não fado
Porque eu e a vida somos histórias
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Olhar pelo mundo
Oh insano mundo que te perdes
Em estafantes corridas pelo nada
Esqueceste a paz que eras d'antes
Longe dessa corrida desenfreada?
Quando lavravas o chão para teu sustento
Quando dançavas na eira a desfolhada
E ao domingo envergavas teu fato bento
E ias namorar, a moça conversada
E semeavas quando era chegado o tempo
E mondavas quando a erva era crescida
E eras rei e eras senhor do teu campo
E desde que nascias até à morte, eras vida
Oh insano mundo que te perdes
Que já não contas as estrelas deste céu
Já não ligas às aves, às folhas verdes
Envolves toda a terra em negro véu
Acorda mundo perdido no turpôr
Iludido pela ânsia vã de possuir
Recorda-te do que foste, por favor
Segura o resto de bom que quer fugir
Em estafantes corridas pelo nada
Esqueceste a paz que eras d'antes
Longe dessa corrida desenfreada?
Quando lavravas o chão para teu sustento
Quando dançavas na eira a desfolhada
E ao domingo envergavas teu fato bento
E ias namorar, a moça conversada
E semeavas quando era chegado o tempo
E mondavas quando a erva era crescida
E eras rei e eras senhor do teu campo
E desde que nascias até à morte, eras vida
Oh insano mundo que te perdes
Que já não contas as estrelas deste céu
Já não ligas às aves, às folhas verdes
Envolves toda a terra em negro véu
Acorda mundo perdido no turpôr
Iludido pela ânsia vã de possuir
Recorda-te do que foste, por favor
Segura o resto de bom que quer fugir
Poema Vago
Vagueei por entre vagas de vaguidão
Vaga-lume vagante, vagamundo.
Vagueza, vagarosa de vagabundo
Vagueando, espaço vago de um vagão
Vaga-lume vagante, vagamundo.
Vagueza, vagarosa de vagabundo
Vagueando, espaço vago de um vagão
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Ao Luar...
Dança-te o prateado luar nos meus braços
Alva... nua... terna... brilhante e solta
Riscam os astros nos céus os teus traços
Desenham teu corpo em nuvens envolta
Sonho-te inatingível arte, flutuante
Perfaço-me, matéria inconcluída
Alcanço-te num tempo já distante
Catedral só de beijos construída
Explodimos nossos beijos fermentados
Mordemos nossos lábios em desatino
Deixámos nossos corpos enterrados
Num passado, apressado de destino
Alva... nua... terna... brilhante e solta
Riscam os astros nos céus os teus traços
Desenham teu corpo em nuvens envolta
Sonho-te inatingível arte, flutuante
Perfaço-me, matéria inconcluída
Alcanço-te num tempo já distante
Catedral só de beijos construída
Explodimos nossos beijos fermentados
Mordemos nossos lábios em desatino
Deixámos nossos corpos enterrados
Num passado, apressado de destino
À Noite...
À noite és volúpia, és magia
És um encanto, um mistério
És o desejo que me contagia
Me confunde, dos sentidos o império
És a estrela mais brilhante
O luar mais prateado
A mais doce e terna amante
Fogueira de fogo ateado
E eu, errante cavaleiro
Conquistando teu castelo
Beijo teu colo altaneiro
Guardião do Sete Estrelo
És um encanto, um mistério
És o desejo que me contagia
Me confunde, dos sentidos o império
És a estrela mais brilhante
O luar mais prateado
A mais doce e terna amante
Fogueira de fogo ateado
E eu, errante cavaleiro
Conquistando teu castelo
Beijo teu colo altaneiro
Guardião do Sete Estrelo
À Tarde...
És a gazela, que persegue o leão
Temerária, destemida, insinuante
Corpo ardendo de tesão
Buscando, não mais que um instante
À tarde és Diana, deusa da caça
Ardilosa, transpiras manha
Mordes, arranhas, amordaças
À tarde és a fera que abocanha
À tarde, surpreendes-me d'embuscada
Atrais-me e seduzes muito lânguida
Rasgas-me a roupa, a pele suada
Sacias toda a fome apetecida
Temerária, destemida, insinuante
Corpo ardendo de tesão
Buscando, não mais que um instante
À tarde és Diana, deusa da caça
Ardilosa, transpiras manha
Mordes, arranhas, amordaças
À tarde és a fera que abocanha
À tarde, surpreendes-me d'embuscada
Atrais-me e seduzes muito lânguida
Rasgas-me a roupa, a pele suada
Sacias toda a fome apetecida
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Ao acordar...
Entras-me na pele, como a chuva quando penetra a terra sêca
Invades-me os sentidos, como o sol, quando me entra pela janela
Insinuas-te nos meus desejos, como o aroma da fruta madura
Amas-me com loucura, entonteces-me com um brilho que me ofusca
Dás-me o teu gosto a provar, esse gosto doce-amargo de canela
Ofereces-me essa rosa, rubra, que eu desfolho com desejo e brandura
Invades-me os sentidos, como o sol, quando me entra pela janela
Insinuas-te nos meus desejos, como o aroma da fruta madura
Amas-me com loucura, entonteces-me com um brilho que me ofusca
Dás-me o teu gosto a provar, esse gosto doce-amargo de canela
Ofereces-me essa rosa, rubra, que eu desfolho com desejo e brandura
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