À noite és volúpia, és magia
És um encanto, um mistério
És o desejo que me contagia
Me confunde, dos sentidos o império
És a estrela mais brilhante
O luar mais prateado
A mais doce e terna amante
Fogueira de fogo ateado
E eu, errante cavaleiro
Conquistando teu castelo
Beijo teu colo altaneiro
Guardião do Sete Estrelo
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
À Tarde...
És a gazela, que persegue o leão
Temerária, destemida, insinuante
Corpo ardendo de tesão
Buscando, não mais que um instante
À tarde és Diana, deusa da caça
Ardilosa, transpiras manha
Mordes, arranhas, amordaças
À tarde és a fera que abocanha
À tarde, surpreendes-me d'embuscada
Atrais-me e seduzes muito lânguida
Rasgas-me a roupa, a pele suada
Sacias toda a fome apetecida
Temerária, destemida, insinuante
Corpo ardendo de tesão
Buscando, não mais que um instante
À tarde és Diana, deusa da caça
Ardilosa, transpiras manha
Mordes, arranhas, amordaças
À tarde és a fera que abocanha
À tarde, surpreendes-me d'embuscada
Atrais-me e seduzes muito lânguida
Rasgas-me a roupa, a pele suada
Sacias toda a fome apetecida
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Ao acordar...
Entras-me na pele, como a chuva quando penetra a terra sêca
Invades-me os sentidos, como o sol, quando me entra pela janela
Insinuas-te nos meus desejos, como o aroma da fruta madura
Amas-me com loucura, entonteces-me com um brilho que me ofusca
Dás-me o teu gosto a provar, esse gosto doce-amargo de canela
Ofereces-me essa rosa, rubra, que eu desfolho com desejo e brandura
Invades-me os sentidos, como o sol, quando me entra pela janela
Insinuas-te nos meus desejos, como o aroma da fruta madura
Amas-me com loucura, entonteces-me com um brilho que me ofusca
Dás-me o teu gosto a provar, esse gosto doce-amargo de canela
Ofereces-me essa rosa, rubra, que eu desfolho com desejo e brandura
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Palavras Soltas ;)))
As palavras são odaliscas
Doces, suaves, ariscas
O poeta é um sultão
Um tremendo palavrão
A palavra é uma ave,
Uma folha solta ao vento
O poeta é um ramo
Diz à palavra, eu te amo
Pede ao vento que o salve
Faz do verso um momento
O poema é o poeta
Ambos serão a canção
São a força que despoleta
A mais bela relação
Doces, suaves, ariscas
O poeta é um sultão
Um tremendo palavrão
A palavra é uma ave,
Uma folha solta ao vento
O poeta é um ramo
Diz à palavra, eu te amo
Pede ao vento que o salve
Faz do verso um momento
O poema é o poeta
Ambos serão a canção
São a força que despoleta
A mais bela relação
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Alternâncias...
Aqui, neste limitado ambiente virtual, sinto-me confinado, reduzido à expressão escrita, limitado pela falta da fonética.
Deixo ficar pedaços de mim
Espalhados pelo tempo
Memórias âmbar e marfim
De um passado que antecipo
Guardo o perfumado jasmim
Com que aromatizaste o meu campo
Guardo o cenário em cetim
Onde me fizeste deus do Olimpo
Subo montanhas, penedias agrestes
Sento-me, admirando o mundo
Recordando os beijos que me deste
Calando esta dor lá bem no fundo
E fico, não me solto das memórias
Vagueio por entre sons e imágens
Rio das lembranças, das histórias
Adormeço, escutando o vento entre as ramagens
Deixo ficar pedaços de mim
Espalhados pelo tempo
Memórias âmbar e marfim
De um passado que antecipo
Guardo o perfumado jasmim
Com que aromatizaste o meu campo
Guardo o cenário em cetim
Onde me fizeste deus do Olimpo
Subo montanhas, penedias agrestes
Sento-me, admirando o mundo
Recordando os beijos que me deste
Calando esta dor lá bem no fundo
E fico, não me solto das memórias
Vagueio por entre sons e imágens
Rio das lembranças, das histórias
Adormeço, escutando o vento entre as ramagens
domingo, 28 de outubro de 2007
Cristal
És o meu cristal da sorte
A minha estrela do Norte
És a sensação mais forte
Eu... sou o eterno errante
Figura escolhida de Dante
Teu sempre, eterno amante
Nos, somos a obra de arte
Contrários ao aberrante
Aves de voo rasante
Somos Vénus, somos Marte
Nos, somos o inverso da morte
A minha estrela do Norte
És a sensação mais forte
Eu... sou o eterno errante
Figura escolhida de Dante
Teu sempre, eterno amante
Nos, somos a obra de arte
Contrários ao aberrante
Aves de voo rasante
Somos Vénus, somos Marte
Nos, somos o inverso da morte
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Roda da vida (sem avanços)
Aparentemente frágil
Coração batendo ágil
Com desejo de ternura
Lábios não disfarçam a tremura
Olhos buscam incessantes
Mãos esquecem os instantes
Peitos gastos de amar
Ventres salgados por tanto mar
Gemidos vindos não sei d'onde
Desejo muito forte que se esconde
Passos perdidos, procurados
Infinita rotação, seres abraçados
Coração batendo ágil
Com desejo de ternura
Lábios não disfarçam a tremura
Olhos buscam incessantes
Mãos esquecem os instantes
Peitos gastos de amar
Ventres salgados por tanto mar
Gemidos vindos não sei d'onde
Desejo muito forte que se esconde
Passos perdidos, procurados
Infinita rotação, seres abraçados
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