E o cheiro que da giesta emana, quando chove
E o cheiro que vem de ti, quando te amo
E a paz que sinto quando no céu a nuvem se move
E o sorriso no teu rosto, quando no fim, pelo teu nome chamo
E o grilar do grilo no restolho
E a minha mão, quando segura a tua
E o mel dos teus lábios que eu colho
E a tua pele morna, suave, doce e nua
E a tempestade que de além se aproxima
E o frio que te aconchega a mim
E o desejo do teu corpo que com o meu rima
E o desprezo completo pelo fim.
Fim!
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Esclarecimento
Queridos amigos e amigas, tenho andado sem piquinha nenhuma para escrever, textos, quer em prosa, quer em verso. Deve ser do tempo, ou não...
Mas, e porque não gosto de deixar nada por dizer e esclarecer, venho hoje explicar a história do porquê da suposta masculinidade de Rosa dos Ventos.
Ora bem, conhecendo a minha completa desatenção aos promenores e "truques" bloguistas, disse-me um dia destes uma amiga (esta sei que é fêmia porque a conheço em pessoa).
-Olha lá Bartô, chamas Rosinha e mandas beijos ao Rosa dos Ventos, mas ele é homem pá.
- Hooops, é homem? como é que sabes?
- Olha lá meu tanso, já foste ao perfil dele?
- Eu não, porque carga de água havia de ter ido?
- É que se tivesses ido, percebias que é homem.
- Ah sim? então vou ver.
- Fui ver e... népias, fiquei na mesma.
- Dahhh és mesmo Tóni, se fores ao local e clicares em Ribatejo Norte, vês logo que é homem.
E fui, e cliquei e apareceu-me um "Deckhard" .... chiça! tinha logo de ser hard, pirei-me antes que começasse a arder. Bom, muito sinceramente, não me fazia a menor diferença que Rosa dos Ventos fosse homem ou mulher, só que não havia necessidade de andar a preverter-lhe o sexo. Por isso decidi, num comentário pedir-lhe desculpa pelo equívoco.
Porém, perante a estranheza do comentário de Rosa dos Ventos a minha curiosidade levou-me a fazer a mesma operação no meu perfil, e... surpreza das surprezas, apareceram um porradão de personagens que não têm rigorosamente nada a ver comigo.
Conclusão, a minha amiga, afinal, percebe tanto disto quanto eu, só que com uma diferença, induziu-me em erro, e eu tão parvinho aceitei logo como certa a sugestão dela.
Dahhhh!!!!
Agora é que é a conclusão...
Tudo isto, não resolve a identidade sexual de Rosa dos Ventos, que pode ser Rosa pela parte da mãe e Ventos pela parte do pai, como se pode chamar Maria José Rosa dos Ventos, como José Maria Rosa dos Ventos.
Mas a partir de hoje fica jurado, não volto a meter o nariz no perfil de ninguem.
hehehehehehe
E, Rosinha, tanto dá para mulher, como para homem, portanto ... Avancemos!!!!
Mas, e porque não gosto de deixar nada por dizer e esclarecer, venho hoje explicar a história do porquê da suposta masculinidade de Rosa dos Ventos.
Ora bem, conhecendo a minha completa desatenção aos promenores e "truques" bloguistas, disse-me um dia destes uma amiga (esta sei que é fêmia porque a conheço em pessoa).
-Olha lá Bartô, chamas Rosinha e mandas beijos ao Rosa dos Ventos, mas ele é homem pá.
- Hooops, é homem? como é que sabes?
- Olha lá meu tanso, já foste ao perfil dele?
- Eu não, porque carga de água havia de ter ido?
- É que se tivesses ido, percebias que é homem.
- Ah sim? então vou ver.
- Fui ver e... népias, fiquei na mesma.
- Dahhh és mesmo Tóni, se fores ao local e clicares em Ribatejo Norte, vês logo que é homem.
E fui, e cliquei e apareceu-me um "Deckhard" .... chiça! tinha logo de ser hard, pirei-me antes que começasse a arder. Bom, muito sinceramente, não me fazia a menor diferença que Rosa dos Ventos fosse homem ou mulher, só que não havia necessidade de andar a preverter-lhe o sexo. Por isso decidi, num comentário pedir-lhe desculpa pelo equívoco.
Porém, perante a estranheza do comentário de Rosa dos Ventos a minha curiosidade levou-me a fazer a mesma operação no meu perfil, e... surpreza das surprezas, apareceram um porradão de personagens que não têm rigorosamente nada a ver comigo.
Conclusão, a minha amiga, afinal, percebe tanto disto quanto eu, só que com uma diferença, induziu-me em erro, e eu tão parvinho aceitei logo como certa a sugestão dela.
Dahhhh!!!!
Agora é que é a conclusão...
Tudo isto, não resolve a identidade sexual de Rosa dos Ventos, que pode ser Rosa pela parte da mãe e Ventos pela parte do pai, como se pode chamar Maria José Rosa dos Ventos, como José Maria Rosa dos Ventos.
Mas a partir de hoje fica jurado, não volto a meter o nariz no perfil de ninguem.
hehehehehehe
E, Rosinha, tanto dá para mulher, como para homem, portanto ... Avancemos!!!!
sábado, 20 de outubro de 2007
O Sabor do apreço
Sempre atribuí ao olhar, como veículo para a descoberta e o entendimento, uma importância fundamental. São importantes ainda, o olfacto, o tacto, o paladar e a sensibilidade para completar esse entendimento. Porém, ha quem neste mundo, desenvolva capacidades sensoriais, que ultrapassam os "sentidos" com que vimos equipados de nascença.
A prova mais recente do que acabo de afirmar, é aquilo que a minha amiga Leonor expressou no seu comentário ao post anterior e que transcrevo:
A ti:Saltas do fundo ao tecto do mundo,colhes flores, falas de amores,apanhas estrelas, ficas a vê-las,respondes à física, escutas música,transformas poesias em dias,os dias em melodias,sabes orações, tocas corações,tens mil desejos e fazendo chover beijos,giras em camas com quem amas,encontras sonhos nunca tristonhos,atiras-te à alegria e ai de quem não ria,empurras a vida numa ida e numa volta sem revolta:um voo apenas, de soltas penas.
É obvio que este comentário me enche de satisfação e... de orgulho, porque não admiti-lo?
Quando alguem nos vê e nos entende do modo como a Leonor o fêz, sente-se sem esforço algum que o ego cresce.
Eu até podia compôr o ramalhete dizendo agora, que são comentários como o dela que me instigam a escrever. Porém, não necessito de o fazer, na medida em que, apesar da excelente sensação que sinto ao lê-lo, compreendo que, aquilo que me leva a escrever, é, antes de mais o prazer pessoal, logo seguido, ou igualado pelo prazer dos comentários expressos por todos (as) que me lêem. Reflicto por isso, no grande prazer da expressão das ideias, reflectido no prazer dos comentários obtidos, garantindo deste modo, que o objectivo da minha escrita "O Avanço" se vai realizando.
Avancemos então, de mãos dadas.
Beijos para todos e todas!!!
Assim como assim, fartei-me de mandar beijos ao Rosa dos Ventos e não morri, é porque afinal, não constitui mal de maior beijar homens.
Mas... não se entusaiasmem, vão com calma!!!
;)))))))))))))))
A prova mais recente do que acabo de afirmar, é aquilo que a minha amiga Leonor expressou no seu comentário ao post anterior e que transcrevo:
A ti:Saltas do fundo ao tecto do mundo,colhes flores, falas de amores,apanhas estrelas, ficas a vê-las,respondes à física, escutas música,transformas poesias em dias,os dias em melodias,sabes orações, tocas corações,tens mil desejos e fazendo chover beijos,giras em camas com quem amas,encontras sonhos nunca tristonhos,atiras-te à alegria e ai de quem não ria,empurras a vida numa ida e numa volta sem revolta:um voo apenas, de soltas penas.
É obvio que este comentário me enche de satisfação e... de orgulho, porque não admiti-lo?
Quando alguem nos vê e nos entende do modo como a Leonor o fêz, sente-se sem esforço algum que o ego cresce.
Eu até podia compôr o ramalhete dizendo agora, que são comentários como o dela que me instigam a escrever. Porém, não necessito de o fazer, na medida em que, apesar da excelente sensação que sinto ao lê-lo, compreendo que, aquilo que me leva a escrever, é, antes de mais o prazer pessoal, logo seguido, ou igualado pelo prazer dos comentários expressos por todos (as) que me lêem. Reflicto por isso, no grande prazer da expressão das ideias, reflectido no prazer dos comentários obtidos, garantindo deste modo, que o objectivo da minha escrita "O Avanço" se vai realizando.
Avancemos então, de mãos dadas.
Beijos para todos e todas!!!
Assim como assim, fartei-me de mandar beijos ao Rosa dos Ventos e não morri, é porque afinal, não constitui mal de maior beijar homens.
Mas... não se entusaiasmem, vão com calma!!!
;)))))))))))))))
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Tenho de deixar de fumar aquelas coisas...
Não seriam ainda 11 horas, quando o relógio do quarto, bateu na sala as 12 badaladas, por toda a casa se ouviu o ruído silencioso que soou no corredor. Passos lentos, aproximaram-se rapidamente à distância. Inesperadamente, tal como calculava, ela apareceu, nua, vestindo uma túnica opaca de tecido transparente que não deixava adivinhar os contornos do seu corpo liso. Sorriu-me sem que qualquer músculo do seu rosto vibrasse, imóvel estendeu a mão na minha direcção, apontando a pedra da lareira. Olhou-me de costas, flectiu a perna esquerda que se mantinha direita e sem articular uma palavra, afirmou perguntando. Chove lá fora, está um belíssimo dia, para sair, ficamos em casa hoje!?. Estranhei a certeza com que me admirei por não me surpreender pelo beijo oferecido que não me deu. Sobressaltei-me calmamente quando num gesto súbito, longamente reflectido se ajoelhou à minha frente e me abraçou por trás. Confesso negando que naquele momento, volvidos alguns minutos, um frio abrasador circulou parado por fora do interior do meu ser inexistente, adormecendo os sentimentos insensivelmente despertos. Levantei-me imóvel e conduzi-a parada ao sofá da cama. Lentamente, beijei-a apressado sem lhe tocar, minutos depois, sem que o tempo tivesse passado, rebolámos imóveis no colchão do tapete. Os seus gritos de prazer inaudíveis, soaram calados na sua apatia. O seu corpo húmido, desfez-se por inteiro na aridez do seu espírito… Olhámo-nos invisíveis, sonhámos a realidade de nos amarmos sem ainda nos conhecermos e numa atracção de afastamento unimos nossos corpos separando-os, numa fúria mansa, incontida na prisão, de termos hoje o que amanhã seremos.
Hoje...
Today, apetece-me falar sobre mim, apetece-me falar sobre este ser que já conta 50 anos de idade... -hum??? -52? Seja! só não entendo o porquê de tanta importância a dar a 2 anos. Bom, sejam 52, ou 50 o que eu quero dizer é que, durante este tempo e desde que me recorde tenho feito muita questão em auto-conhecer-me, e consequentemente indicar a mim próprio a forma mais equilibrada e honesta de me gerir e de me projectar neste mundo de conciliações e permanentes ajustes. O resultado desse auto-conhecimento, leva-me a concluir que não saio significativamente do padrão "normal". Sou exigente comigo mesmo, respeito e exijo que me respeitem, e sobretudo, vejo sempre nos outros alguem que percorre o mesmo caminho, tentando chegar tambem a um objectivo.
Desde que me recordo também, a música tem acompanhado e influênciado este processo de auto-conhecimento, sobretudo a música anglo-saxónica que se produziu a partir de meados da década de 60, até à década de 80. Vários foram os grupo e os temas que exerceram essa influência e ajudaram a moldar o meu carácter. Entre eles destaco Beatles, Supertramp, Cat Steavens, Dire Straites, Genesis, Pink Floyd, Rolling Stones, Elkie Brooks, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Eric Clapton.
Ouvi muitos outros, porém e se não me estou a esquecer de algum, foram estes os mais importantes, com especial preferência pelos temas, por ordem sequêncial: "Imagine" e "Hey Jude" - "Give a Little Bit" e "The Logical Song" - "Father and Son" e "You'll Be My Love" - "A Dream so Strong" e "Angel of Mercy" - "Musical Box", "Fountain of Salmacis" e Home By The Sea" - "House Of Rising Sun" e"Tell Me" - "Pearl's A Singer" e "Roadhouse Blues" - "Piece Of My Heart" e "Cry Baby" - "Hey Joe" e "Little Wing" - "Cocain" e "Wonderful Tonight".
Depois e em algumas épocas, simultâneamente, surgiram a música clássica, a música Celta e os cânticos Gregorianos.
Em resumo, existe uma afinidade entre mim e o José Cid, ambos "nascemos prá música", só que ele é mais música e eu... mais letra lololl ah e existe uma diferença entre os dois que nos distingue, ele tem um CD, no lugar onde eu tenho um penizzzz.
Desde que me recordo também, a música tem acompanhado e influênciado este processo de auto-conhecimento, sobretudo a música anglo-saxónica que se produziu a partir de meados da década de 60, até à década de 80. Vários foram os grupo e os temas que exerceram essa influência e ajudaram a moldar o meu carácter. Entre eles destaco Beatles, Supertramp, Cat Steavens, Dire Straites, Genesis, Pink Floyd, Rolling Stones, Elkie Brooks, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Eric Clapton.
Ouvi muitos outros, porém e se não me estou a esquecer de algum, foram estes os mais importantes, com especial preferência pelos temas, por ordem sequêncial: "Imagine" e "Hey Jude" - "Give a Little Bit" e "The Logical Song" - "Father and Son" e "You'll Be My Love" - "A Dream so Strong" e "Angel of Mercy" - "Musical Box", "Fountain of Salmacis" e Home By The Sea" - "House Of Rising Sun" e"Tell Me" - "Pearl's A Singer" e "Roadhouse Blues" - "Piece Of My Heart" e "Cry Baby" - "Hey Joe" e "Little Wing" - "Cocain" e "Wonderful Tonight".
Depois e em algumas épocas, simultâneamente, surgiram a música clássica, a música Celta e os cânticos Gregorianos.
Em resumo, existe uma afinidade entre mim e o José Cid, ambos "nascemos prá música", só que ele é mais música e eu... mais letra lololl ah e existe uma diferença entre os dois que nos distingue, ele tem um CD, no lugar onde eu tenho um penizzzz.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Tu e Nada
Corro... parado no tempo,
Na pressa lenta de,
Chegar, partindo
Enfraquece o desejo crescente
De ter nada, cá dentro
De desejar o feio, tão lindo
Distraio-me, sempre atento
Lembrando-me da saudade, de
Chorando te ver rindo
E, sozinho entre a gente
Vou-me soltando do enclaustro
De te ver chegar, partindo
Na pressa lenta de,
Chegar, partindo
Enfraquece o desejo crescente
De ter nada, cá dentro
De desejar o feio, tão lindo
Distraio-me, sempre atento
Lembrando-me da saudade, de
Chorando te ver rindo
E, sozinho entre a gente
Vou-me soltando do enclaustro
De te ver chegar, partindo
domingo, 14 de outubro de 2007
A palavra...
A todos quantos, a palavra os detém
A todos quantos não a usam por temor
A todos aqueles que a olham com desdém
Ou que lhe trocam o sentido a desfavor
A todos aqueles que lhe chamam palavrão
Ou que a vêem só com olhos de suspeita
A todos aqueles que não a unem à razão
A todos quantos a confundem com maleita
A todos esses, a quem ela repugna e enjoa,
A todos esses, vou revelar um segredo
A palavra só ofende, a palavra só magoa,
Se dentro de nós houver medo
A todos quantos não a usam por temor
A todos aqueles que a olham com desdém
Ou que lhe trocam o sentido a desfavor
A todos aqueles que lhe chamam palavrão
Ou que a vêem só com olhos de suspeita
A todos aqueles que não a unem à razão
A todos quantos a confundem com maleita
A todos esses, a quem ela repugna e enjoa,
A todos esses, vou revelar um segredo
A palavra só ofende, a palavra só magoa,
Se dentro de nós houver medo
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