Today, apetece-me falar sobre mim, apetece-me falar sobre este ser que já conta 50 anos de idade... -hum??? -52? Seja! só não entendo o porquê de tanta importância a dar a 2 anos. Bom, sejam 52, ou 50 o que eu quero dizer é que, durante este tempo e desde que me recorde tenho feito muita questão em auto-conhecer-me, e consequentemente indicar a mim próprio a forma mais equilibrada e honesta de me gerir e de me projectar neste mundo de conciliações e permanentes ajustes. O resultado desse auto-conhecimento, leva-me a concluir que não saio significativamente do padrão "normal". Sou exigente comigo mesmo, respeito e exijo que me respeitem, e sobretudo, vejo sempre nos outros alguem que percorre o mesmo caminho, tentando chegar tambem a um objectivo.
Desde que me recordo também, a música tem acompanhado e influênciado este processo de auto-conhecimento, sobretudo a música anglo-saxónica que se produziu a partir de meados da década de 60, até à década de 80. Vários foram os grupo e os temas que exerceram essa influência e ajudaram a moldar o meu carácter. Entre eles destaco Beatles, Supertramp, Cat Steavens, Dire Straites, Genesis, Pink Floyd, Rolling Stones, Elkie Brooks, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Eric Clapton.
Ouvi muitos outros, porém e se não me estou a esquecer de algum, foram estes os mais importantes, com especial preferência pelos temas, por ordem sequêncial: "Imagine" e "Hey Jude" - "Give a Little Bit" e "The Logical Song" - "Father and Son" e "You'll Be My Love" - "A Dream so Strong" e "Angel of Mercy" - "Musical Box", "Fountain of Salmacis" e Home By The Sea" - "House Of Rising Sun" e"Tell Me" - "Pearl's A Singer" e "Roadhouse Blues" - "Piece Of My Heart" e "Cry Baby" - "Hey Joe" e "Little Wing" - "Cocain" e "Wonderful Tonight".
Depois e em algumas épocas, simultâneamente, surgiram a música clássica, a música Celta e os cânticos Gregorianos.
Em resumo, existe uma afinidade entre mim e o José Cid, ambos "nascemos prá música", só que ele é mais música e eu... mais letra lololl ah e existe uma diferença entre os dois que nos distingue, ele tem um CD, no lugar onde eu tenho um penizzzz.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Tu e Nada
Corro... parado no tempo,
Na pressa lenta de,
Chegar, partindo
Enfraquece o desejo crescente
De ter nada, cá dentro
De desejar o feio, tão lindo
Distraio-me, sempre atento
Lembrando-me da saudade, de
Chorando te ver rindo
E, sozinho entre a gente
Vou-me soltando do enclaustro
De te ver chegar, partindo
Na pressa lenta de,
Chegar, partindo
Enfraquece o desejo crescente
De ter nada, cá dentro
De desejar o feio, tão lindo
Distraio-me, sempre atento
Lembrando-me da saudade, de
Chorando te ver rindo
E, sozinho entre a gente
Vou-me soltando do enclaustro
De te ver chegar, partindo
domingo, 14 de outubro de 2007
A palavra...
A todos quantos, a palavra os detém
A todos quantos não a usam por temor
A todos aqueles que a olham com desdém
Ou que lhe trocam o sentido a desfavor
A todos aqueles que lhe chamam palavrão
Ou que a vêem só com olhos de suspeita
A todos aqueles que não a unem à razão
A todos quantos a confundem com maleita
A todos esses, a quem ela repugna e enjoa,
A todos esses, vou revelar um segredo
A palavra só ofende, a palavra só magoa,
Se dentro de nós houver medo
A todos quantos não a usam por temor
A todos aqueles que a olham com desdém
Ou que lhe trocam o sentido a desfavor
A todos aqueles que lhe chamam palavrão
Ou que a vêem só com olhos de suspeita
A todos aqueles que não a unem à razão
A todos quantos a confundem com maleita
A todos esses, a quem ela repugna e enjoa,
A todos esses, vou revelar um segredo
A palavra só ofende, a palavra só magoa,
Se dentro de nós houver medo
sábado, 13 de outubro de 2007
Um, Dó, Li, Tá
Trazes pedaços de sol e de mar
serenos, pendurados no cabelo
Trazes estrelas nos olhos, luar
fantasia, tudo em ti, é tão belo
Trazes solto, no corpo o areal
Dunas onde guardas teu segredo
Da tua voz, o timbre tão real
Que ecoa pelo mar, livre, sem medo
Sorris menina, ainda de sol dourado
Recolhes conchas que a onda oferece
Nesse teu jeito, simples, apaixonado
Vives o sonho contido numa prece
serenos, pendurados no cabelo
Trazes estrelas nos olhos, luar
fantasia, tudo em ti, é tão belo
Trazes solto, no corpo o areal
Dunas onde guardas teu segredo
Da tua voz, o timbre tão real
Que ecoa pelo mar, livre, sem medo
Sorris menina, ainda de sol dourado
Recolhes conchas que a onda oferece
Nesse teu jeito, simples, apaixonado
Vives o sonho contido numa prece
Ali vem...
Ali vem, ali vem um lenhador
De machado e de serra bem armado
Finalmente vai parar aquela dor
Desfechando neste tronco o seu machado
Mas, não parou aquele lenhador malvado
Distraído, não me viu em seu passar?
Volta aqui, óh lenhador apressado
Ha um trabalho que precisas acabar
Lá vai ele, afasta-se sem me notar
Abandona-me, insensível, ao sabor
Deste tempo que não para p'ra me dar
Um momento, um momento, por favor...
De machado e de serra bem armado
Finalmente vai parar aquela dor
Desfechando neste tronco o seu machado
Mas, não parou aquele lenhador malvado
Distraído, não me viu em seu passar?
Volta aqui, óh lenhador apressado
Ha um trabalho que precisas acabar
Lá vai ele, afasta-se sem me notar
Abandona-me, insensível, ao sabor
Deste tempo que não para p'ra me dar
Um momento, um momento, por favor...
Sim, eu sei...
Sou uma árvore mal plantada
De raízes tortas mal fundadas
Presa a torrões, desamparada
De fracas, nuas e toscas ramadas
Alcandorada numa encosta resvaleira
Enfrentando estios, ventos e chuvadas
Por companhia uma pedra zombeteira
E uma raposa que se perde pelas quebradas
Dias ha, que me acorda um breve canto
De ave que passa sem notar na solidão
Destes ramos que despidos do seu manto
Esquecem nos anos o sabor de uma paixão
Cada inverno, cada verão trazem esperanças
De ser chegado o final deste tormento
Às ventanias vou soltando as lembranças
A cada raio imploro que me toque um momento
De raízes tortas mal fundadas
Presa a torrões, desamparada
De fracas, nuas e toscas ramadas
Alcandorada numa encosta resvaleira
Enfrentando estios, ventos e chuvadas
Por companhia uma pedra zombeteira
E uma raposa que se perde pelas quebradas
Dias ha, que me acorda um breve canto
De ave que passa sem notar na solidão
Destes ramos que despidos do seu manto
Esquecem nos anos o sabor de uma paixão
Cada inverno, cada verão trazem esperanças
De ser chegado o final deste tormento
Às ventanias vou soltando as lembranças
A cada raio imploro que me toque um momento
Um verso
Lavo a alma com pedaços de fogo, soltos
Ardo as penas, qual phenix despedaçada
E das cinzas não renascem os meus votos
Porque a chama deste fogo está gelada
Marco o tempo e o desejo de te ver
Falto ao verbo, nao encontro a palavra
A corrida que me levava a escrever
É um chão que minha pena não desbrava
Mas marcho, desbastando a aridez
Rebuscando nos recantos a expressão
Esperando o regresso da fluidez
De um verso, recheado de inspiração
Ele virá, como vem sempre que o chamo
Ele será meu consolo minha calma
Eu serei o seu servo e ele meu amo
Eu entrego-lhe o meu corpo e ele a alma
Novo caminho surgirá nesta assunpção
Novas marcas e desafios a vencer
Todo o verso constitui uma canção
Toda a rima gera um novo amanhecer
Ardo as penas, qual phenix despedaçada
E das cinzas não renascem os meus votos
Porque a chama deste fogo está gelada
Marco o tempo e o desejo de te ver
Falto ao verbo, nao encontro a palavra
A corrida que me levava a escrever
É um chão que minha pena não desbrava
Mas marcho, desbastando a aridez
Rebuscando nos recantos a expressão
Esperando o regresso da fluidez
De um verso, recheado de inspiração
Ele virá, como vem sempre que o chamo
Ele será meu consolo minha calma
Eu serei o seu servo e ele meu amo
Eu entrego-lhe o meu corpo e ele a alma
Novo caminho surgirá nesta assunpção
Novas marcas e desafios a vencer
Todo o verso constitui uma canção
Toda a rima gera um novo amanhecer
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