Sigo o vento, através da noite escura
Busco a magia, perdida noutro tempo
Alimento o meu desejo de procura
Sinto o coração da terra num momento
Percorro as veredas da lembrança
Convoco imagens surrealistas
Encaixo-as no meu tempo de criança
Pretendo ser, desse tempo cronista
Mas, encontro o vazio desse abraço
Quando julgo tudo já ter descoberto
E eu já não ocupo aquele espaço
Mantem-se longe, o meu desejo de perto
Abro o peito aos raios deste sol que me aquece
As mãos, ávidas de receber a vibração
Deste mundo, feito de gente que esquece
Todo o poder do amor, do coração
sábado, 7 de julho de 2007
domingo, 1 de julho de 2007
Dar-te-me
Disse que te via, envolta em magia
em gestos profanos, ao nascer o dia.
Disse sentir, que o teu corpo ardia
Que teus lábios queimavam minha nostalgia.
Disse-te que o desejo, era ser infinito
Era sonho, era tempo, era o devaneio
Achámos tão longe a estreiteza do grito
O abandono ao beijo ao doce enleio
Disseste-me com o olhar, felicidade
Com o sorriso, deste-me o coração
Com o desejo ,deste-me vontade
Na entrega, descobrimos a paixão
em gestos profanos, ao nascer o dia.
Disse sentir, que o teu corpo ardia
Que teus lábios queimavam minha nostalgia.
Disse-te que o desejo, era ser infinito
Era sonho, era tempo, era o devaneio
Achámos tão longe a estreiteza do grito
O abandono ao beijo ao doce enleio
Disseste-me com o olhar, felicidade
Com o sorriso, deste-me o coração
Com o desejo ,deste-me vontade
Na entrega, descobrimos a paixão
quinta-feira, 21 de junho de 2007
De Ti
O tempo, roubou-te do olhar
O brilho intenso do firmamento
Salpicou de prata o teu cabelo de mar
Abraçou-te o corpo num abandono lento
O tempo confiou-te o saber
Que tão generosamente emprestas
Àqueles que te querem ler
Aos que te espreitam pelas frestas
E tu ris-te, segura que num momento
Conheces o sentido de todo o amor
Sabes, porque já te disse o vento
Quando te envolve em seu louco clamor
E então, és senhora absoluta do mundo
És o olhar arguto, que perscruta mais além
És o amor, mais sincero, mais profundo
És a serena canção, és todo o bem
Segues, dando-te, sempre sem reserva
Lembrando tempos de enorme ardor
Do mundo, consideras-te uma serva
O tempo, não te roubou o explendor
O brilho intenso do firmamento
Salpicou de prata o teu cabelo de mar
Abraçou-te o corpo num abandono lento
O tempo confiou-te o saber
Que tão generosamente emprestas
Àqueles que te querem ler
Aos que te espreitam pelas frestas
E tu ris-te, segura que num momento
Conheces o sentido de todo o amor
Sabes, porque já te disse o vento
Quando te envolve em seu louco clamor
E então, és senhora absoluta do mundo
És o olhar arguto, que perscruta mais além
És o amor, mais sincero, mais profundo
És a serena canção, és todo o bem
Segues, dando-te, sempre sem reserva
Lembrando tempos de enorme ardor
Do mundo, consideras-te uma serva
O tempo, não te roubou o explendor
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Em Stonehenge
Movem-se as pedras dentro de um circulo fechado, num perpétuo movimento.
Emergem do fundo dos tempos, sons vagamente harmoniosos, de um universo em constante transformação.
Vislumbra-se nos astros o advir, fractura-se o tempo nas estações, equinócios místicos abrem portas temporais.
Solstícios espreitam por entre colunas de pedra, incidindo sobre altares, suvemente simbolizando, da matéria a carne, do sangue a vida que renasce .
O futuro espelha-se do passado, reflecte-se no presente.
Em vórtice, emergem das pedras falantes, segredos esotéricos secretamente guardados, revelados aos escolhidos, àqueles que de coração puro, serão os guardiões da verdade.
Presta-se homenagem a Gaia, ergue-se o espírito para o cosmos. Fica consumado o acto da existência.
Emergem do fundo dos tempos, sons vagamente harmoniosos, de um universo em constante transformação.
Vislumbra-se nos astros o advir, fractura-se o tempo nas estações, equinócios místicos abrem portas temporais.
Solstícios espreitam por entre colunas de pedra, incidindo sobre altares, suvemente simbolizando, da matéria a carne, do sangue a vida que renasce .
O futuro espelha-se do passado, reflecte-se no presente.
Em vórtice, emergem das pedras falantes, segredos esotéricos secretamente guardados, revelados aos escolhidos, àqueles que de coração puro, serão os guardiões da verdade.
Presta-se homenagem a Gaia, ergue-se o espírito para o cosmos. Fica consumado o acto da existência.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Blog's e gastronomia
Saltitava pelos blog
num salitar apressado
quando dei com aquele blog
num cantinho amarfanhado
Então, blog amigo
que tristeza te apoquenta?
-Doi-me à volta do umbigo
Uma dor que não s'aguenta
Oh que tremenda chatice
Que enorme aborrecimento
Vou perguntar à Clarice
se para ti tem um unguento
Massaja com azeite morno
Disse ela doutamente
Depois, leva ao forno
e dixa assar lentamente
Ai! troquei a receita toda
Não é nada disso, amigo
Massaja sim com azeite
à volta do teu umbigo
E depois então almoçamos
um belo cabrito assado
Com uns cheiros de ramos
que a Clarice tem preparado
Quem será a Clarice? Se alguma das minhas visitas se chamar Clarice e souber cuzinhar um bom cabrito no forno, faça o favor de se anunciar.
hahahaha
num salitar apressado
quando dei com aquele blog
num cantinho amarfanhado
Então, blog amigo
que tristeza te apoquenta?
-Doi-me à volta do umbigo
Uma dor que não s'aguenta
Oh que tremenda chatice
Que enorme aborrecimento
Vou perguntar à Clarice
se para ti tem um unguento
Massaja com azeite morno
Disse ela doutamente
Depois, leva ao forno
e dixa assar lentamente
Ai! troquei a receita toda
Não é nada disso, amigo
Massaja sim com azeite
à volta do teu umbigo
E depois então almoçamos
um belo cabrito assado
Com uns cheiros de ramos
que a Clarice tem preparado
Quem será a Clarice? Se alguma das minhas visitas se chamar Clarice e souber cuzinhar um bom cabrito no forno, faça o favor de se anunciar.
hahahaha
terça-feira, 12 de junho de 2007
Poema do ente (brincando com as palavras, mas não com o conteúdo)
Corre gente agitadamente
Em corrente, dependente
Tentando airosamente
Parecer que o faz alegremente
Falam fluentemente
Dos males que inquietam a gente
E que desumanamente
Nos transforma em gente dependente
Correm frenéticamente à frente
De um desânimo mordente
De uma ânsia persistente
De um sofrimento pungente
Surge gente desatinadamente
Perseguindo um nada aderente
Que lhes concede a ilusão poente
De um futuro poeticamente, politicamente, pomposamente, pontualmente, possívelmente... potente.
Oh minha gente
É imprudente nadar contra a corrente
Debater-nos sordidamente
Defendendo a vanidade decorrente
Em lugar da paixão pelo recorrente
Será bom que velozmente
Se coloque a mão na mente
Se interrompa o divergente
Se crie uma nova corrente
Que iguale toda a gente,
Consciencialize docemente,
Cure o mundo doente,
Do mal que dramáticamente
O torna num mundo sem gente.
Em corrente, dependente
Tentando airosamente
Parecer que o faz alegremente
Falam fluentemente
Dos males que inquietam a gente
E que desumanamente
Nos transforma em gente dependente
Correm frenéticamente à frente
De um desânimo mordente
De uma ânsia persistente
De um sofrimento pungente
Surge gente desatinadamente
Perseguindo um nada aderente
Que lhes concede a ilusão poente
De um futuro poeticamente, politicamente, pomposamente, pontualmente, possívelmente... potente.
Oh minha gente
É imprudente nadar contra a corrente
Debater-nos sordidamente
Defendendo a vanidade decorrente
Em lugar da paixão pelo recorrente
Será bom que velozmente
Se coloque a mão na mente
Se interrompa o divergente
Se crie uma nova corrente
Que iguale toda a gente,
Consciencialize docemente,
Cure o mundo doente,
Do mal que dramáticamente
O torna num mundo sem gente.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Brincadeiras de Verão
Comprei um calção novo
Para ir até à praia
Mas o calção foi um estorvo
Ao dar de caras com a Maia
Ela olhou-me d'alto a baixo
Com um sorriso matreiro
E atirou-me um... "Oh gajo"
Tás com um ar d'azeiteiro...
É do creme, disse-lhe eu
Fingindo não entender
É dos calções, digo-te eu
Responde a Maia a correr
Tentando mudar a conversa
Convidei-a para ir nadar
Mas a Maia tinha pressa
Pressa para se pirar
E um sumo ali no bar?
Balbuciei engasgado...
A minha sede é de desandar
Respondeu num tom zangado
E lá fiquei na toalha
Virado de papo para o ar
Olhando para a maralha
Que entrava e saía do mar
Mas os calções são tão lindos
Pensei olhando-lhe a flor
E os elogios são bem vindos
Mas se não vierem, melhor!
"A Maia, foi só para rimar, :)))))"
Para ir até à praia
Mas o calção foi um estorvo
Ao dar de caras com a Maia
Ela olhou-me d'alto a baixo
Com um sorriso matreiro
E atirou-me um... "Oh gajo"
Tás com um ar d'azeiteiro...
É do creme, disse-lhe eu
Fingindo não entender
É dos calções, digo-te eu
Responde a Maia a correr
Tentando mudar a conversa
Convidei-a para ir nadar
Mas a Maia tinha pressa
Pressa para se pirar
E um sumo ali no bar?
Balbuciei engasgado...
A minha sede é de desandar
Respondeu num tom zangado
E lá fiquei na toalha
Virado de papo para o ar
Olhando para a maralha
Que entrava e saía do mar
Mas os calções são tão lindos
Pensei olhando-lhe a flor
E os elogios são bem vindos
Mas se não vierem, melhor!
"A Maia, foi só para rimar, :)))))"
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