O espaço que nos separa é ficção
Na realidade, só nós existimos
Aquilo que nos parece atracção
É a diferença entre os nossos destinos
Somos o reflexo da nossa imaginação
Imagens reais de um sonho
Projectadas pela visão
Num andamento enfadonho
Dá-me uma razão para existir
Para que me consiga encontrar
Para que não continue a fugir
Dos medos que não sei enfrentar
Olha nos meus olhos, vê o meu coração
Lê-me a vida num abraço
Eu salvo-te dando-te a mão
Tu! Salva-me em teu regaço.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Enigma
Ora bem, tenho visto nos blog's por onde me passeio alguns desafios. Devo confessar que não consigo participar neles de modo sério que os desafiadores, penso que gostariam, dado que o sentido dos mesmos, inclina-se para o lado do auto-conhecimento, acompanhado de alguma filosofia de vida, se é que esta designação pode corresponder a algo de concreto e que nos caracterize.
Assim, resolvi lançar tambem um desafio, a quem se sentir de alguma forma interessado e sem nada de melhor em que perder o seu precioso tempinho.
:)))
Trata-se este desafio de 2 quadras em código, estando as letrinhas todas organizadinhas se gundo uma ordem constante, lá vai:
UEQDANOOOSLASEGPAAR
MEODUNOOAOÁTVMOTOLAR
MOSIERADISNORSEVÃOOMPONT
UOMONDRSEMAUNCOTO
EEDVNOUOTSDOAER
FDAMORUAQMENADIIFO
NDEOOVEOCAULTESAAR
TNARERVAAAIDEQUIDO
Hãnnn?
Querem uma ajudinha?
pronto eu dou... estão atentos?
três é a divisão verdadeira
o que está adiante é atrás
e todos casam de maneira
que no fim, o futuro verás
Assim, resolvi lançar tambem um desafio, a quem se sentir de alguma forma interessado e sem nada de melhor em que perder o seu precioso tempinho.
:)))
Trata-se este desafio de 2 quadras em código, estando as letrinhas todas organizadinhas se gundo uma ordem constante, lá vai:
UEQDANOOOSLASEGPAAR
MEODUNOOAOÁTVMOTOLAR
MOSIERADISNORSEVÃOOMPONT
UOMONDRSEMAUNCOTO
EEDVNOUOTSDOAER
FDAMORUAQMENADIIFO
NDEOOVEOCAULTESAAR
TNARERVAAAIDEQUIDO
Hãnnn?
Querem uma ajudinha?
pronto eu dou... estão atentos?
três é a divisão verdadeira
o que está adiante é atrás
e todos casam de maneira
que no fim, o futuro verás
domingo, 20 de maio de 2007
Desejo-te
Desejo-te em campos de trigo manso,
A tua pele dourada. Espiga madura.
O teu ondular livre, amplo balanço.
Toda lascívia, pontuada de candura.
Desejo, o ai do teu corpo, da tua alma,
A tontura do teu suspiro infinito.
Ter-te em mim, completa e calma,
Beber em ti o beijo, docemente dito.
Desejo-te, como ao ar que se respira.
Como à água pura, fresca, de nascente .
Intensa, és a musa que me inspira.
Feiticeira, que me ama docemente.
Desejo-te ao luar da noite morna.
Suavemente inebriada de paixão.
Corpo lânguido, ardente de uma forma,
Cujo fogo se lhe desconhece a razão.
Sinto-te plenamente, meu amor.
Avanças pela noite, és presença.
Fica, abraça-me, enche de calor.
Meu corpo, minha alma de criança.
A tua pele dourada. Espiga madura.
O teu ondular livre, amplo balanço.
Toda lascívia, pontuada de candura.
Desejo, o ai do teu corpo, da tua alma,
A tontura do teu suspiro infinito.
Ter-te em mim, completa e calma,
Beber em ti o beijo, docemente dito.
Desejo-te, como ao ar que se respira.
Como à água pura, fresca, de nascente .
Intensa, és a musa que me inspira.
Feiticeira, que me ama docemente.
Desejo-te ao luar da noite morna.
Suavemente inebriada de paixão.
Corpo lânguido, ardente de uma forma,
Cujo fogo se lhe desconhece a razão.
Sinto-te plenamente, meu amor.
Avanças pela noite, és presença.
Fica, abraça-me, enche de calor.
Meu corpo, minha alma de criança.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Busca
São folhas caídas,
este amor que sinto,
mas...não vivo
Por lhe faltar o sentido
São pérolas brilhantes
Que encontro no mar
E não acho na vida,
em quem as colocar
E se tento encontrar
O pescoço ideal, divinal
Sobrepõe-se um mar
De vagas, rochas e sal
Depois, sentado, penso
Naquela imensidão de pureza
Atento no seu peito doce e denso
Atento, na solidão da beleza
este amor que sinto,
mas...não vivo
Por lhe faltar o sentido
São pérolas brilhantes
Que encontro no mar
E não acho na vida,
em quem as colocar
E se tento encontrar
O pescoço ideal, divinal
Sobrepõe-se um mar
De vagas, rochas e sal
Depois, sentado, penso
Naquela imensidão de pureza
Atento no seu peito doce e denso
Atento, na solidão da beleza
sábado, 12 de maio de 2007
Verão
Era Verão...
E tu chegaste esvoaçante,
como uma ave emigrante,
que chega de país distante.
Era Verão...
E eu, qual galante,
insinuei-me vagamente,
perante o teu ar provocante.
Era Verão...
E o teu olhar cintilante,
a tua voz cativante,
o teu cabelo ondulante,
fizeram o meu coração errante,
disparar loucamente, alucinante.
Era Verão...
E o teu andar elegante,
gravou-se no meu, delirante,
E o teu falar empolgante,
geraram aquele amor escaldante.
Foi Verão...
E aquele amor gigante,
desfez-se num instante.
Quando voltaste hesitante,
para o teu país distante.
E tu chegaste esvoaçante,
como uma ave emigrante,
que chega de país distante.
Era Verão...
E eu, qual galante,
insinuei-me vagamente,
perante o teu ar provocante.
Era Verão...
E o teu olhar cintilante,
a tua voz cativante,
o teu cabelo ondulante,
fizeram o meu coração errante,
disparar loucamente, alucinante.
Era Verão...
E o teu andar elegante,
gravou-se no meu, delirante,
E o teu falar empolgante,
geraram aquele amor escaldante.
Foi Verão...
E aquele amor gigante,
desfez-se num instante.
Quando voltaste hesitante,
para o teu país distante.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Tempos
Vivemos tempos em que é destruído o resto daquilo que foi construído.
A desorientação é geral, todos buscamos um caminho. Para nos animarmos nesta busca, criamos imagens irreais que perseguimos, fundamentadas num desejo apoiado em conceitos vãos.
Neste percurso, não deixamos obra que nos dignifique. Queremos ser mais, queremos ser tudo, desejamos possuir tudo, desejamos que tudo esteja submetido ao nosso querer.
Nestes tempos, desqualificam-se conceitos morais, sociais e humanos. Tudo sob uma capa de indiferença, porque nada diferente parece poder ser feito. É o ritmo alucinante que uma sociedade consumista se habituou a viver e para o qual não está a conseguir encontrar alternativa.
Na nossa capacidade limitada de visão, não nos é possível alcançar mais adiante, nem projectar para o futuro, o hoje está diáriamente mais difícil.
Nestes tempos, o objectivo de vida é possuir, mas possuir bens, não, valores, possuir objectos com uma vida útil limitada. Essa avidez pelo consumo gera uma crescente vontade de possuir para marcar a diferença.
Nestes tempos vive-se do faz-de-conta e do conceito de ilustre desconhecido, que imediatamente é tomado como um ícone social, pela marca de adereços que ostenta, pelos locais que frequenta, pelos circulos sociais em que se insere.
Quando são estes os valores que perdominam e que servem como tábua de mandamentos de uma sociedade, é certo que se vivem tempos de mudança.
A desorientação é geral, todos buscamos um caminho. Para nos animarmos nesta busca, criamos imagens irreais que perseguimos, fundamentadas num desejo apoiado em conceitos vãos.
Neste percurso, não deixamos obra que nos dignifique. Queremos ser mais, queremos ser tudo, desejamos possuir tudo, desejamos que tudo esteja submetido ao nosso querer.
Nestes tempos, desqualificam-se conceitos morais, sociais e humanos. Tudo sob uma capa de indiferença, porque nada diferente parece poder ser feito. É o ritmo alucinante que uma sociedade consumista se habituou a viver e para o qual não está a conseguir encontrar alternativa.
Na nossa capacidade limitada de visão, não nos é possível alcançar mais adiante, nem projectar para o futuro, o hoje está diáriamente mais difícil.
Nestes tempos, o objectivo de vida é possuir, mas possuir bens, não, valores, possuir objectos com uma vida útil limitada. Essa avidez pelo consumo gera uma crescente vontade de possuir para marcar a diferença.
Nestes tempos vive-se do faz-de-conta e do conceito de ilustre desconhecido, que imediatamente é tomado como um ícone social, pela marca de adereços que ostenta, pelos locais que frequenta, pelos circulos sociais em que se insere.
Quando são estes os valores que perdominam e que servem como tábua de mandamentos de uma sociedade, é certo que se vivem tempos de mudança.
terça-feira, 8 de maio de 2007
Imagens
Escuto os choros do mundo.
Olho os corpos dos famintos,
dos doentes que lá do fundo,
me dirigem um olhar triste,
rogando uns nada já extintos,
sobras daquilo que não existe.
Choro com eles em silêncio,
reconheço-me na sua verdade.
Na pobreza que presencio.
Busco um tudo necessário,
que seja mais que bondade,
que ultrapasse o simples dar.
Algo de muito extraordinário.
Busco-lhes o ressuscitar.
De tão desumanas e chocantes,
Duvido cinicamente das notícias,
Da verdade inventada pelos homens.
A crueza das imagens distantes.
Da dor alheia que fere, lancinante,
O peito dos que a suportam.
Mas a quem só as palavras não confortam.
Impele-os uma força natural. Adiante!
E marcham, como formigas...
Carregando a culpa da existência... ultrajante.
Olho os corpos dos famintos,
dos doentes que lá do fundo,
me dirigem um olhar triste,
rogando uns nada já extintos,
sobras daquilo que não existe.
Choro com eles em silêncio,
reconheço-me na sua verdade.
Na pobreza que presencio.
Busco um tudo necessário,
que seja mais que bondade,
que ultrapasse o simples dar.
Algo de muito extraordinário.
Busco-lhes o ressuscitar.
De tão desumanas e chocantes,
Duvido cinicamente das notícias,
Da verdade inventada pelos homens.
A crueza das imagens distantes.
Da dor alheia que fere, lancinante,
O peito dos que a suportam.
Mas a quem só as palavras não confortam.
Impele-os uma força natural. Adiante!
E marcham, como formigas...
Carregando a culpa da existência... ultrajante.
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